sábado, 23 de novembro de 2013

Taxistas voltam a exigir segurança 23.11.2013


O Sindicato dos Taxistas do Estado do Ceará realizou uma carreata no fim da tarde de ontem, nas proximidades do Mercado São Sebastião, no Centro, para conscientizar a categoria que a abordagem policial nos táxis é legal.

Os taxistas colocaram adesivos nos veículos, em apoio às abordagens que a Polícia Militar deverá aumentar em vários pontos de Fortaleza FOTO: ÉRIKA FONSECA

De acordo com informações do secretário do Sinditaxi, Amarildo Rabelo, o evento é pacifico. Na segunda-feira o sindicato se reuniu con a Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSPDS) para pedir mais fiscalização por parte da Polícia Militar.

Adesivos

A carreata percorreu as ruas Meton de Alencar, Clarindo de Queiroz e a Avenida Bezerra de Menezes, passando pela sede da Secretaria de Segurança e seguiu até as proximidades de um shopping, onde trabalhavam os dois últimos taxistas assassinados.

Durante a manifestação, foi realizada a distribuição de adesivos para os profissionais da categoria colarem nos carros , com os dizeres, "Polícia amiga. Abordagem é Legal".

Segundo a SSPDS, o sindicato deve passar um relatório com os locais onde os taxistas são vítimas de assaltos, para que a Polícia possa intensificar as abordagens nas áreas mapeadas. Na segunda-feira a categoria se reuniu com o subsecretário de Segurança, Fernando Menezes. "Ele assegurou que, a partir daquele dia, ia se intensificar as buscas nos táxis. Isso já está sendo feito e acreditamos que , com essa medida, os companheiros possam trabalhar com tranquilidade", explica.

O presidente do sindicato, Vicente de Paula, nomeou o evento de ´taxiata´, que é uma carreata feita somente por táxis. "O movimento organizado é para irmos até a SSPDS para entregar um ofício sobre a questão da segurança dos taxistas. É o momento de mostrar para o comando que nós precisamos de proteção para trabalhar", explica.

Franciano Ramos é taxista há cinco anos, ele estava entre os manifestantes e disse que já sofreu uma saidinha bancária. "Estamos esperando ser ouvidos pelas autoridades e também estamos de luto pela morte do amigo Ediano, que foi assassinado há oito dias. Estamos precisamos de segurança. Se nos unirmos, vamos conseguir atingir nossos objetivos", explica.

Justiça

O Sinditaxi informou que cerca de 300 taxistas participaram da manifestação. Neste ano, quatro taxistas foram assassinados quando trabalhavam. Familiares e amigos dos trabalhadores mortos também compareceram ao protesto e pediram justiça. 

Insegurança é desafio para carteiros da Capital 23.11.2013


Quinze ruas já deixaram de receber correspondências devido aos constantes assaltos


Insegurança, ruas precárias e assaltos. São as provações que os carteiros de Fortaleza passam para exercer a profissão. Além de todos esses problemas, o Correios foi obrigado apagar uma multa de R$ 152 mil ao Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) por não estar cobrindo todas as áreas da cidade. No total, 15 ruas não receberam as correspondências de forma correta, duas no Bom Jardim e 13 no Siqueira. O pagamento foi efetuado no início deste mês.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) realiza um mapeamento das principais áreas de risco da Capital. O problema é que nem todos os casos de assaltos são relatados pelos carteiros. Fotos: Natinho Rodrigues

A dificuldade no trabalho levou a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a procurar soluções efetivas. O órgão está fazendo um mapeamento das principais áreas de risco em Fortaleza. "O estudo está sendo feito, mas ainda não foi concluído. É muito complicado, pois os dados não são precisos. Alguns carteiros são assaltados e não relatam", afirma o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do estado do Ceará (Sintect), Aldenor Ribeiro.

Os constantes assaltos, independentemente da região, são as dificuldades que mais preocupam os profissionais da área. "Antes, isso não acontecia. A gente entrava todos os dias em todas as áreas da cidade. Hoje, seja qual for o bairro, acontece todo tipo de coisa. O respeito pelo carteiro sumiu", relatou Ribeiro.

"Saio todos os dias de manhã porque os assaltos são mais à tarde", explica o carteiro Erasmo Coelho, que cobria a folga de um colega no Parque Jerusalém, no Canindezinho. Com medo, Erasmo sai para fazer as entregas sem o celular. "A gente sempre corre perigo e não pode perder tempo. Quando a casa não tem um número, eu marco a correspondência como devolução".

Decisão coletiva

A mudança do turno dos carteiros no Grande Bom Jardim e adjacências foi uma decisão coletiva da categoria na tentativa de evitar a ação dos ladrões. "O Correios deixou de vir com medo de assaltos. Toda hora estão roubando", diz a aposentada Eliene Sousa, moradora do Parque São Vicente. Lá, a empresa deixou de entregar as correspondências em maio deste ano.

Com os constantes assaltos, as entregas passaram a ser feitas na associação do bairro, que se responsabilizou pela distribuição. "Já foi uma melhora, porque antes o pessoal precisava ir buscar as cartas na agência da Parangaba, mas muitos não tinham o dinheiro para pegar um ônibus", disse o diretor cultural da associação, Erivando Costa.

A entrega das correspondências já foi normalizada, segundo os moradores. Entretanto, cartões de crédito, talões de cheque, encomendas e outros objetos que podem chamar a atenção dos ladrões ainda devem ser buscados na agência que atende o bairro. "A gente achava que os ladrões queriam levar os bens dos carteiros. Mas o que eles queriam eram os cartões", concluiu o mecânico Ivanildo Silva.

Outra prática bastante realizada pelos assaltantes é o roubo de fardamento, como contou o carteiro Gabriel Souza. "Com a farda do carteiro, você tem acesso a bancos, a todo canto. Já aconteceu isso algumas vezes".

Profissional do bairro da Parangaba, o carteiro Rogério Souza também relata dificuldades. A reclamação é a mesma de grande parte dos seus colegas. "A gente já deixou de entregar em um local perto do bairro do Siqueira, no Canindezinho e na Rua São Francisco. Lá era crítico por conta dos assaltos".

Segundo a ECT, a distribuição das correspondências simples foi retomada no dia 6 de agosto nas 15 ruas onde houve a suspensão temporária.

A assessoria do Correios informou que a área de segurança e monitoramento da empresa realiza estudos constantes sobre o tema. "Por se tratar de assunto relacionado à segurança e para preservar seus empregados, a empresa não divulga estatísticas sobre o assunto", destacou.

A empresa afirmou, em nota, que mantém contato permanente com os órgãos de segurança pública estaduais e com a Polícia Federal "para tratar de questões relacionadas à segurança, com vistas a preservar a integridade de seus trabalhadores, dos clientes e das encomendas".

Endereços errados dificultam trabalho


Além da falta de segurança, outras dificuldades enfrentadas pelos carteiros são o mau endereçamento das correspondências e a numeração irregular dos imóveis. Segundo o Correios, os números fora da ordem dificultam a localização pelos carteiros e comprometem a qualidade do serviço postal. Os bairros de Fortaleza com a maior quantidade de ruas com numeração irregular são Vila Velha, Conjunto Ceará e Mondubim, segundo a ECT.

Ruas com numeração irregular ou fora de ordem e vias com vários nomes diferentes são alguns dos problemas enfrentados pelos profissionais

O carteiro Erasmo Coelho diz que o trabalho exige objetividade. "Quando não tem o nome da rua as pessoas me ajudam".

Rua das Trevas

Outro problema comum é o uso de vários nomes para uma mesma rua. No Parque Jerusalém, por exemplo, a rua da aposentada Maria Galdino da Silva tem dois nomes. "Aqui é a Rua Eduardo Mendes, mas a Cagece e a Coelce colocam (nos boletos) Rua Santo Agostinho", explicou. Um funcionário do Correios que não quis se identificar reforça o quanto o problema é comum e cita uma rua com quatro nomes diferentes. "O nome correto é Rua dos Trevos, mas vinha Rua das Trevas, Rua Santiago e Rua São Tiago", disse.

Para evitar demora ou extravios, o Correios ressalta a importância do uso correto do Código de Endereçamento Postal (CEP). "Sem CEP ou com o CEP incorreto, as correspondências e encomendas demandam mais tempo para serem separadas e entregues", explica a assessoria da empresa. Com o código, é possível providenciar a entrega mesmo com nomes de ruas repetidos ou errados. A busca do CEP pode ser feita no site do Correios (www.correios.com.br).


Vereadores usam VDP para custear cursinho 23.11.2013


Eles promovem curso preparatório gratuito para o concurso da Guarda e usam a VDP para pagar as apostilas

Os vereadores Alípio Rodrigues (PTN) e Márcio Cruz (PROS) estão promovendo cursos preparatórios para o concurso público da Guarda Municipal que a Prefeitura de Fortaleza pretende realizar. O custo desses cursos, segundo eles, são pagos do próprio bolso. Eles admitem, contudo, terem usado recursos da Verba de Desempenho Parlamentar (VDP) para distribuir apostilas para os alunos.

Alípio Rodrigues (PTN) diz que não se beneficia de qualquer retorno do cursinho e que copiou a ideia do curso oferecido por Márcio Cruz FOTO: JOSÉ LEOMAR

De acordo com os parlamentares, os cursos são gratuitos, e cada aluno também ganha uma apostila. Alípio Rodrigues comenta que o Estado cedeu uma sala do Colégio Sales Campos, no bairro Pirambu, onde estão ocorrendo as aulas. Segundo ele, atualmente, o curso está preparando 100 alunos da região para o concurso da Guarda.

O vereador diz que essa já é a segunda turma do curso que, de acordo com ele, tem duração de pouco mais de dois meses e acontece de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h30min. Para ministrar as aulas, pontua, foram contratados oito professores. Ele informa que pretende formar mais uma turma, no futuro, para preparar os interessados para o concurso dos Bombeiros.

Os custos com esse cursinho, revela Alípio Rodrigues, é de R$ 12 mil, apenas para uma turma. Nesse valor, pondera, não está inclusa a impressão das apostilas. Para isso o vereador admite ter utilizado a VDP, que prevê despesa de material gráfico.

O uso da VDP é destinado às despesas de custeio dos gabinetes dos vereadores, para viabilizar o exercício do mandato parlamentar. Todo mês, cada vereador tem direito a R$ 20.200,00 para gastar com combustível, material gráfico, locação de veículos, serviços dos correios, vale-transporte, vale-alimentação, passagens aéreas e terrestres e telefonia móvel.

Alípio Rodrigues pondera que resolveu investir nessa ideia para dar uma oportunidade para aqueles que não têm condições financeiras de pagar um cursinho privado de preparação para concurso público. Além disso, argumenta que esse tipo de iniciativa ajuda a afastar os jovens da criminalidade, da prostituição e do mundo das drogas.

Cópia

O vereador assegura que não se beneficia de qualquer tipo de retorno por conta da realização desse cursinho, esclarecendo que copiou a ideia do vereador Márcio Cruz, o qual confirmou a informação. Cruz aponta que já está formando a segunda turma de 75 alunos preparados para o concurso da Guarda.

Como guarda municipal, o vereador alega ter domínio sobre o conteúdo da legislação da Guarda Municipal, o que facilitou na elaboração da apostila utilizada no curso, também impressa com verba da VDP. "A Verba de Desempenho Parlamentar é dinheiro do povo, que tem de voltar para o povo", alega.

Márcio Cruz explica que ele e outros guardas são os responsáveis pelas aulas, as quais, segundo ele, são gratuitas. O curso, conforme enfatizou, dá oportunidade para aqueles que não têm condições de investir em um curso preparatório para concurso público. "Várias pessoas não têm condições de pagar um curso desse que custa entorno de 800 reais", pontua.

Apoio

A iniciativa de Alípio Rodrigues e Márcio Cruz ganhou apoio de colegas parlamentares. O vereador Capitão Wagner (PR), por exemplo, disse estar à disposição para a dar um "aulão" para o cursinho que o vereador Alípio Rodrigues pretende formar para o concurso dos Bombeiros.

O vereador Fábio Braga (PTN), por sua vez, avalia que a iniciativa dos colegas parlamentares está proporcionando uma oportunidade para aqueles que não teriam como pagar para se prepararem para um concurso como o da Guarda Municipal.

O mesmo foi dito pelo vereador John Monteiro (PTdoB), o qual enfatizou ser difícil aparecerem oportunidades como essa nos bairros da periferia da Capital cearense. 

Polícia Kitesurfista lituano é morto a tiros em Paracuru


Um kitesurfista de origem lituana foi morto a tiros na praia de Paracuru, a 85 km deFortaleza, no fim da noite da última sexta-feira (22). Amigos da vítima informaram à polícia que o homem teria reagido a uma tentativa de assalto dentro da residência onde estava.
Simonas Agintas, 32, foi atingido por um tiro no queixo e outro no peito, por volta das 23h, de acordo com informações do Comando de Policiamento do Interior (CPI). O homem chegou a ser levado ao hospital da cidade mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Simonas demonstrava nas redes sociais um grande apreço pela praia cearense. "Home Sweet home", escreveu no Facebook, ao chegar a Paracuru. FOTOS: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Simonas era praticante de kitesurf e estava no Brasil desde o dia 17 de outubro. Ele morava na casa de amigos, também de origem lituana, no bairro Alagadiço. Os amigos teriam saído à noite para uma festa em uma praça, distante 2km da residência. Simonas, acometido de umagripe, ficou sozinho na residência. Um indivíduo teria invadido o local e entrado em luta corporal contra o lituano, que reagiu, utilizando uma chave de fenda, encontrada na mão da vítima. Após ser baleado, Simonas ainda telefonou para um dos amigos informando que fora atingido, mas desligou sem passar informações do suspeito. "Ele disse apenas 'Fui baleado' e desligou", informou o inspetor Lúcio, plantonista da Delegacia Municipal de Paracuru.
Quando os amigos chegaram à residência, o kitesurfista já estava desacordado. Levado ao hospital, chegou já sem vida. A Polícia Civil irá investigar o caso. De acordo com Lúcio, 4 inspetores irão a campo na tentativa de elucidar o crime. "Pelo que a PM passou, foi uma tentativa de assalto. Mas ainda vamos investigar", explicou o inspetor.
Amigos e parentes de Simonas se manifestaram através da página do kitesurfista no Facebook. Janina Agintienė, mãe de Simonas, escreveu que "apesar da dor, pemanecerá na esperança da eternidade do amor, paz e felicidade no céu", e que espera que o "encontrará no Jardim do Édem".
O irmão de Simonas, Saulius Agintas, escreveu que "é difícil acreditar no que aconteceu", citando que o familiar "esta noite, foi baleado no Brasil".
O corpo de Simnas deverá ser cremado em Fortaleza e enviado para a cidade natal do kitesurfista, Silute, na Lituânia.

kitesurfista da Lituânia é assassinado a tiros em Paracuru

Na noite desta sexta-feira, 22, o kitesurfista Simonas Agintas, 32, de origem Lituânia, foi encontrado morto no bairro Lagoa, no município de Paracuru, localizado a 89 km de Fortaleza.
Segundo oComando de Policiamento do Interior (CPI), o estrangeiro foi morto com um tiro no queixo e outro no peito após uma suposta tentativa de assalto na residência. Os moradores do local ouviram os disparos e entraram em contato com a Polícia. A vítima ainda foi levada para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.
O kitesurfista de 32 anos morava desde 17 de outubro em Paracuru, com amigos do mesmo país. Segundo o inspetor plantonista da Delegacia Municipal de Paracuru, Lúcio de Castro, ele estava sozinho em casa, na noite da última sexta-feira, 22, quando um assaltante invadiu a residência pulando o muro.
“A Polícia se deslocou até a residência. Chegando lá, já estavam os amigos do rapaz - que antes de falecer conseguiu ligar dizendo que tinha sido alvejado à bala. Ele estava segurando uma chave de fenda, que deve ter usado tentando se defender”, detalha Castro.  Simonas não havia saído com os amigos por estar com sintomas de resfriado.
 O inspetor informou que as investigações sobre o caso devem começar na segunda-feira, 25. O corpo de Simonas está na Perícia Forense, em Fortaleza. Um advogado já procurou a delegacia para acompanhar as investigações. Apesar da suspeita de latrocínio, não foi identificada pela Polícia o roubo de nenhum item da residência.
 Homenagens
Na rede social Facebook, amigos prestam homenagem a Simonas. A mãe dele, Janina Agintiené, também deixou uma mensagem sobre o filho. "Então, inesperadamente, calou a sua música. A vida foi interrompida em uma terra estrangeira. Meu coração dói. Amor, paz e felicidade vai encontrar uma inspiração celeste. Descanse em paz eterna e luz, querido Filho

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Frequentadores reclamam que falta manutenção na Praça Eudoro Correia

A praça Eudoro Correia, mais conhecida como Praça do Bosque ou das Flores, localizada em frente ao Hospital Militar de Fortaleza, na avenida Desembargador Moreira, necessita de urgente manutenção. A situação de abandono do local preocupa tanto a população que frequenta diariamente a praça para fazer atividade física como os vendedores de flores e plantas em geral. Quem chega ao ambiente que é conhecido em Fortaleza por ser espaçoso e arborizado se decepciona ao se deparar com bancos quebrados, piso esburacado, boxes abandonados, muitos gatos doentes e equipamentos de musculação enferrujados e inutilizáveis.

Os vendedores de flores, muitos que estão há mais de dez anos na praça e que pagam uma taxa mensal de R$ 80 à Prefeitura pelo aluguel do local, reclamam da falta de estrutura e de segurança dos boxes. Uma das vendedoras, que não quis se identificar, reclamou que, apesar da taxa que é paga todos os meses, não são oferecidas condições adequadas de trabalho. “Se a gente atrasar essa taxa, somo expulsos, esse é o recado que a Prefeitura dá”. Ela faz ainda um apelo para que o poder público se interesse em reformar o local: “Essa praça é um dos lugares mais bonitos da cidade e merece que seja feita alguma coisa bonita com ela”.

Outra questão preocupante é a presença de moradores de rua que ocupam parte da praça com colchões, consumindo bebida alcoólica e usando drogas ao longo do dia. Outro vendedor, que também não quis seu nome divulgado, reclamou do perigo. “Espanta muito os clientes, porque muitas vezes eles começam uma briga e as pessoas querem sair daqui o mais rápido possível”. O vendedor também relata que há muitos gatos no local. “Não tem como resolver o problema desses animais, porque as pessoas vem aqui e deixam seus gatos, aí vai acumulando. Antes a gente alimentava, mas agora está insustentável”.
 
Adoção

No início de novembro, foi dado início ao processo de adoção da praça pela empresa Indaiá, do grupo Edson Queiroz. O processo faz parte do programa Adote uma Praça, da Prefeitura de Fortaleza, lançado em março deste ano. Segundo a Indaiá, o processo não foi concretizado, pois não foi assinado o protocolo de intenções. “Apenas demos início às conversas, mostrando interesse em adotar a praça, mas a adoção não foi concretizada”, informou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa. A Secretaria Regional (SER) II, responsável pela área, informou que o processo já está em andamento e espera-se apenas a apresentação do projeto por parte da empresa para que seja concretizado o processo de adoção.

Saiba mais

De acordo com matéria publicada no O POVO no dia 10 de novembro, até essa data, foram adotadas 30 praças e espaços públicos em Fortaleza, desde o início do programa Adote uma Praça. Ao todo, 120 praças ainda estão em processo de adoção, caso em que se encontra a Praça Eudoro Correia.

Líder denuncia falhas na gestão de Luizianne 21.11.2013

Mais de 50 mil alunos deixaram a escola nos 8 anos da administração passada, em que ele serviu como secretário
O líder do prefeito na Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Evaldo Lima (PCdoB), ex-secretário da administração da prefeita Luizianne Lins (PT), disse ontem que o trabalho desenvolvido na Secretaria de Educação do Município, é de resgatar a confiança do cidadão no ensino público tendo em vista que, em oito anos (na gestão de Luizianne), segundo ele, a rede pública de ensino de Fortaleza perdeu 54 mil estudantes.

Vereador Evaldo Lima, ex-secretário da Prefeitura de Fortaleza, disse que na gestão passada foi muito grande a evasão escolar FOTO: JL ROSA
Conforme o parlamentar, as escolas municipais possuem hoje 186 mil estudantes matriculados. Há oito anos, ressalta, esse número era de 240 mil. "Em oito anos a educação de Fortaleza se desgastou e amargurou um descrédito imenso", registrou. Para atrair novamente os alunos para a salas de aula, destacou o vereador, a Prefeitura está investindo na Educação.

Faz parte desse investimento, de acordo com ele, um novo cardápio, novo fardamento, material didático individual, novos ônibus com conforto e acessibilidade exclusivamente para transportar as crianças, dentre outras medidas, além do compromisso do prefeito com o ensino em tempo integral.

Esse ponto gerou bastante discussão no plenário da Câmara, quando a Secretaria Municipal de Educação informou que vai acabar com o tempo integral nas creches municipais para o Infantil III. Segundo Evaldo Lima, essa não é uma mudança definitiva. De acordo com ele, essa decisão é para dar oportunidade a milhares de outros fortalezenses que não encontram vagas nas creches de Fortaleza, deixando claro que o Infantil I e II vão continuar em período integral.

Contempladas

Essa mudança provisória, segundo o líder governista, vai criar 2.871 novas vagas nos Centros de Educação Infantil que já funcionam regularmente neste ano. De acordo com Evaldo Lima, o total de crianças em idade de creche atendidas pela rede municipal passará de 12.069, em 2013, para 14.940, em 2014.

"Isso representa um aumento de 20% no atendimento de novas crianças que antes não conseguiam estar na creche. Por que essas mães que serão contempladas com essa mudança não podem ter direito a deixar suas crianças em uma creche da prefeitura? Se não há vagas para todos, devemos simplesmente ignorar a necessidade de todas essas famílias? Não", defendeu.

Todavia, de acordo com a oposição, essa mudança é ilegal. A vereadora Toinha Rocha (PSOL) afirmou que desconhece creches que não funcionem em tempo integral, pelo simples fato de que os pais não têm onde deixar seus filhos, enquanto estão trabalhando. Já para o vereador João Alfredo (PSOL), foi uma das piores medidas adotadas pela atual gestão, acreditando que o mínimo que o Governo poderia fazer era retroceder nessa ideia. "É cruel, atinge a dona de casa e os seus filhos, atinge os dois. Como vai fazer? Pedir para uma vizinha, deixar de trabalhar para poder cuidar das suas crianças?", perguntou.

O líder governista negou qualquer ilegalidade, atestando ser uma mudança legítima e que não fere as exigências da legislação atual. "Está em completo acordo com a Resolução 002/2012 do Conselho Municipal de Educação e a Resolução 005/2009 do Conselho Nacional de Educação".

Evaldo informou que há um compromisso da gestão em expandir o número de creches. Segundo ele, no início do ano, a cidade contava com 101 creches municipais, após 10 meses de gestão foram inauguradas quatro unidade e, até 2016, serão entregues outras 125 creches.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Asfalto cede, e crateras abrem em ruas do bairro 20.11.2013

A Cagece desconhece a causa do problema, mas garante conserto até o dia 28; comerciantes temem prejuízo
Um fato intrigante vem chamando a atenção dos moradores no bairro São João do Tauape, em Fortaleza. Desde a última semana, o asfalto tem cedido em dois pontos do local e o problema já originou duas crateras nas vias. A denúncia foi feita por moradores do bairro através da ferramenta VCrepórter, da Redação Web do Diário do Nordeste.

O primeiro buraco apareceu no cruzamento das ruas Barros Leal e Tibúrcio da Frota, onde dois carros já chegaram a cair em um só dia Foto: Érika Fonseca
A primeira cratera surgiu no cruzamento das ruas Barros Leal e Tibúrcio da Frota. O buraco, que começou pequeno, cresceu de forma tão rápida que o local teve de ser isolado após dois carros caírem nele em um só dia. A interdição do cruzamento, além de impedir que os moradores guardem seus carros em suas garagens, vem prejudicando pequenos comerciantes.

Outro problema com o surgimento da cratera é que a via é uma rota alternativa para quem se dirige à BR-116 e à Avenida 13 de Maio. Com isso, os congestionamentos na Rua Monsenhor Salazar, principal via de acesso a estes locais, piorou bastante nos últimos dias.

A moradora Graça Medeiros, que reside em frente ao local onde o asfalto está cedendo, disse que o problema surgiu de repente e que a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) foi ao cruzamento, mas não deu previsão de nenhuma solução. “A Cagece veio com uns técnicos e colocou umas placas. O buraco foi crescendo e dois carros já caíram nele, sendo preciso reboque. Então, os próprios moradores estenderam as placas e bloquearam o cruzamento”, relatou Graça.

O servidor estadual Eliaquim Armstrong também mora nas proximidades de onde está acontecendo o problema. Ele conta que um caminhão da Cagece esteve no local no último domingo (17), mas que não viu mais nenhuma movimentação depois disso. “Veio um caminhão e despejou areia lá do lado, como se fosse efetuar o conserto, mas depois disso ninguém mais apareceu e o buraco está do mesmo jeito. Segue interditado, sem passar carro nem moto”, disse.

A segunda cratera também está localizada na Rua Tibúrcio da Frota, a um quarteirão do primeiro buraco. Na frente do local, funciona uma churrascaria bastante movimentada e o gerente do estabelecimento, Marcelo Freitas, já teme prejuízos caso a situação não se resolva logo.

“Desde o domingo da semana passada, apareceu esse buraco. Ele estava pequeno, mas, durante a semana, está se alargando. À medida em que os veículos trafegam, o asfalto vai cedendo e já começa a prejudicar a nossa área de estacionamento”, lamenta o gerente.

Investigação
Em nota, a assessoria de comunicação da Cagece disse que as causas possíveis da ocorrência ainda estão sendo investigadas. O órgão acrescentou que as áreas afetadas foram isoladas no último dia 14 e que as obras para consertar os buracos já foram iniciadas desde a última segunda-feira (18). A previsão é de que o reparo seja concluído no próximo dia 28 de novembro.

A respeito de novas ocorrências do problema, a Cagece afirmou que só poderá se pronunciar após descobrir a causa do afundamento do asfalto, no entanto, até o momento, a ocorrência é algo pontual, segundo o órgão.

Rachas desafia polícia


A Avenida Bezerra de Menezes, principal artéria de ligação entre o Centro da cidade e os bairros da Zona Oeste da Capital e o Município de Caucaia, tem se tornado palco de constante ‘rachas’ ou ‘pegas’ entre motocicletas e automóveis. Todos os dias, pode ser durante a semana ou nos sábados e domingos, donos de motos de alta potência e veículos ‘turbinados’, usam aquela para as disputas em alta velocidade, sempre a partir das 22 horas. 

Nas noites e madrugadas, os ‘pegas’ ocorrem na avenida onde está situada a sede da SSPDS foto: Daniel Roman 

O forte barulho provocado pelos motores das motos de alta potência e dos carros ‘envenenados’ pode ser ouvido à distância. A falta de fiscalização e a ausência da Polícia deixam os motoristas à vontade para praticar o crime que é previsto do Código de Trânsito Brasileiro.

Não aparece

A prática dos ‘rachas’ na Avenida Bezerra de Menezes chega ser um desafio para as autoridades, pois as disputas acontecem no trecho onde está instalada a sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

“A Polícia não aparece nem a AMC. Por conta disso, eles usam a avenida como uma pista e ninguém faz nada, até que um dia aconteça um grande desastre com pessoas mortas e feridas”, contou um comerciante da área, que pediu para não se identificar, temendo represálias. Também é comum, durante as madrugadas, bandidos oriundos de bairros da Zona Oeste, como Pirambu, Barra do Ceará, Álvaro Weyne e Jardim Iracema, trafegarem em carros com som em alto volume e em motocicletas sem placas. Armados, e acompanhados de adolescentes, eles buscam as lanchonetes que funcionam durante a madrugada.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Taxistas pedem mais segurança

Cerca de 50 taxistas protestaram no início da manhã de ontem (18) em frente à sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na Avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Gerardo. O grupo bloqueou parte da via por volta das 8h30.
Manifestação aconteceu após assassinato de taxista no último fim de semana. Gestor prometeu fiscalização dos veículos 24h por dia Foto: Natinho Rodrigues

Os manifestantes pediram mais segurança para a categoria, após um taxista ser assassinado no último fim de semana. Dois agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) estiveram no local e orientaram o trânsito.

Carlos Alberto é taxista há sete anos e já foi assaltado quatro vezes. Na última delas, há dois meses, seu carro foi levado. "Dois meliantes se passaram por passageiros e meu carro nunca foi encontrado. Queremos que as autoridades tomem providências", afirmou.

A família do taxista assassinado se reuniu com o líder da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional da SPPDS, Fernando Menezes. Uma comissão de taxistas também foi recebida pelo gestor, que prometeu que os policiais irão fiscalizar os táxis 24 horas por dia.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Câmeras flagram nova tentativa de assalto na Via Paisagística, no Ceará

As câmeras de vigilância de um condomínio localizados na Via Paisagística, em Fortaleza, flagraram a ação de mais assaltantes na área. Mas, desta vez, o motorista ameaçado pelos assaltantes reagiu e conseguiu fugir. As imagens foram feitas na noite de quinta-feira (14). Segundo a Polícia Militar, a segurança no local foi reforçada desde o dia 24 de outubro, quando moradores filmaram diversos assaltos em plena luz do dia na via e denunciaram o caso.
Nas novas imagens é possível ver um grupo de assaltantes tentando parar o motoristas de uma caminhonete modelo Hilux, enquanto um homem o ameaça com uma ado lado de fora. Mas o motorista, que estava em um veículo blindado, não se intimida e parte para cima dos assaltantes empurrando o carro suspeito. Diversos disparos foram feitos pelo homem armado, mas ninguém ficou ferido.
“É uma aflição chegar ou sair de casa, você sempre tem que está em alerta”, disse um morador do condomínio que não quer se identificar. Ele afirma conhecer o motorista que reagiu à tentativa de assalto e disse que ele estava no local fazendo uma visita. Na manhã deste sábado, a equipe da TV Verdes Mares confirmou a presença da polícia na Via

Espigões têm mais de 60 luminárias quebradas e pichações

Sessenta e uma luminárias quebradas, muitas pichações e desgaste aparente do guarda-corpo de madeira. Quem aproveitou o fim de tarde no feriadão em um dos dois espigões da Praia de Iracema (na rua João Cordeiro e na avenida Rui Barbosa), pôde contar com lua cheia, brisa suave e cheiro de mar. Porém, faltava estrutura, manutenção e cuidado com uns dos mais importantes pontos de lazer de Fortaleza.

“O povo acaba com o patrimônio que é dele mesmo. Um lugar tão bom desse, junto da natureza, todo pichado”, disse o fiandeiro Francisco de Assis Nascimento, 53. A ida ao equipamento da João Cordeiro, encanta, segundo ele, mas é preciso “ter um olho no peixe e outro no gato”, por causa de possíveis assaltos. Na entrada dos espigões, dois policiais militares fazem a segurança. Mar a dentro, porém, sem iluminação, é impossível não sentir medo.

A obra de urbanização do espigão, em 2012, custou quase R$ 2 milhões e incluía a colocação de 128 pontos de luz, 10 mil metros de cabos e luminárias decorativas. Atualmente, só se enxerga alguma claridade até metade dos 640 metros de extensão do local. “A pichação para mim é o pior, porque deixa tudo feio. Poderia ser mais ornamentado”, sugeriu a educadora física Janaína Alves, 29. Até o braço de pedra que barra a força das águas ao longo do espigão está pichado.

O fluxo de visitantes o feriadão foi intenso nos dois equipamentos. Espaço para o passeio de bicicleta, de skate ou triciclos, para a caminhada ou apenas para admirar o mar. Assim como fazia o casal Adeildo Ferreira, 66, e Maruscia Coutinho, 64, natural do Recife no espigão da Rui Barbosa. “Aqui é tão bonito, mas está maltratado, parece esquecido. Ainda bem que na foto a beleza maior é do mar”, ponderou Adeildo.
 
Providências
De acordo com a Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos, no último levantamento realizado, 39 das 128 luminárias do espigão da João Cordeiro estavam quebradas. Foi aberto Boletim de Ocorrência relatando o furto do material e a Guarda Municipal recuperou 16 luminárias, porém, muito danificadas. Um novo projeto, que deverá ser implantado ainda este mês, prevê a colocação de três baias ao longo do espigão e refletores em postes com altura de 12 metros, para dificultar a ação de vândalos.

O comandante do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), major Clairton Abreu, informou que há policiais durante 24 horas em cada espigão e em outros 20 postos ao longo da Beira Mar. “Estamos identificando crescente redução nos índices de furtos naquela área. A segurança melhorou com um número maior de efetivo”, destacou. 

Onde

ENTENDA A NOTÍCIA

A Praia de Iracema é um dos maiores pontos de turismo e lazer de Fortaleza. Os espigões do local foram revitalizados há pouco tempo e já exibem sinais de descuido e falta de manutenção, além da sensação de insegurança

Polícia Militar e Seuma intensificam ações de combate à poluição sonora 18.11.2013


502 aparelhos de som foram apreendidos, em 2013. Uma lei municipal prevê tolerância zero para os ´paredões´
Os ´paredões´ de som são proibidos em Fortaleza, por uma legislação municipal, específica para o assunto, desde março de 2011. Respaldados pela Lei 9.556, popularmente conhecida como ´Lei do Paredão´, os fiscais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), em parceria com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), apreenderam 502 equipamentos de som utilizados de forma inadequada na Capital, somente neste ano.

Os limites de ruídos permitidos pela legislação vigente em Fortaleza são de 70 decibéis durante o dia, e de 60 decibéis de 22 às seis horas. Os equipamentos dos ´paredões´ facilmente atingem ruídos acima de 100 decibéis FOTO: ALEX PIMENTEL
A Seuma divulgou que 2013 foi o ano campeão de apreensões desde que a lei entrou em vigor. Conforme a instituição, os bairros mais críticos quanto ao barulho excessivo dos ´paredões´ são os do Grande Bom Jardim, Conjunto Ceará, Maraponga, Messejana, Serrinha e Jangurussu. O comandante do BPMA, coronel Cláudio Mendonça, afirmou que estes bairros merecem atenção especial, mas os bares e postos de combustíveis com cultura de perturbação ao silêncio, em qualquer outro ponto de Fortaleza, estão sendo mapeados.

Segundo ele, em breve, todos estes estabelecimentos serão visitados e se houverem equipamentos de som que estejam em desacordo com a lei, eles serão imediatamente apreendidos.

Multas
As multas previstas pela ´Lei do Paredão´ vão de R$ 912,21 a R$ 9.122,10. Isto é explicado na legislação como sendo o valor correspondente a trezentas vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência do Ceará (UFIRCE). O dinheiro arrecadado com as multas é revertido para o Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente, criado no ano de 1999.

Conforme informações da Seuma, depois do pagamento da multa, os aparelhos podem ser devolvidos ao dono. "O proprietário pode recuperar o aparelho, desde que ele se comprometa a não cometer novamente o crime, assinando um Termo de Compromisso. Caso o responsável não compareça à Seuma em 60 dias, o equipamento poderá ser descartado, ou reciclado. No entanto, este trâmite acontece somente após a publicação em jornais de grande circulação e no Diário Oficial do Município", afirmou Astrid Câmara, gerente da Célula de Controle de Poluição Sonora da Seuma.

Tolerância zero
O coronel Cláudio Mendonça, comandante do BPMA, disse que a tolerância para a infração caracterizada pelo uso do ´paredão´ em espaços públicos é zero. "Nosso trabalho é no sentido de garantir que os moradores de Fortaleza tenham direito de desfrutar de um ambiente tranquilo. Vamos intensificar, cada vez mais, essa proposta. Não permitiremos de forma alguma desvios de conduta neste sentido".

Coronel Mendonça que disse que pretende zerar o desconforto causado pelo barulho produzido pelos ´paredões´. Segundo ele, três patrulhas da PM estão de plantão de segunda a quinta-feira; de sexta-feira a domingo o efetivo dobra. "Estas viaturas não se vinculam com nenhum outro tipo de ocorrência. Elas se dedicam somente a atender chamados de perturbação dos cidadãos por estes aparelhos".

O BPMA está há dois meses em parceria com a Seuma na realização destas apreensões. "Nossa contribuição já é palpável. São muitos equipamentos de som apreendidos. Nossa preocupação já é com os depósitos que estão ficando todos lotados", disse Mendonça.

Competições
Segundo a lei, para que usem os ´paredões´, os adeptos da prática devem organizar eventos específicos e obter autorização do órgão fiscalizador para realiza-los. No entanto, existem anúncios, inclusive em outdoors, espalhados pela Cidade anunciando competições de ´paredões´ e a Seuma diz nunca ter recebido nenhum pedido de autorização.

"Nunca recebemos nenhum pedido de autorização para realização deste tipo de evento, mas a Seuma fiscaliza os que são previamente denunciados. O responsável deve apresentar um projeto acústico, que prove que no local indicado para acontecer o evento, o som produzido ficará retido no ambiente, passando para fora do estabelecimento apenas os limites permitidos pela legislação vigente, que são de 70 decibéis durante o dia, e de 60 decibéis de 22 às seis horas", explicou Astrid Câmara.

MÁRCIA FEITOSAREPÓRTER
Infrator poderá ser levado à delegacia
No Ceará, várias bandas de forró citam os ‘paredões’ em suas músicas. Não raro se ouve nas ruas as composições, em que ter um ‘paredão’ é sinônimo de ser bem sucedido, ter muitos amigos, mulheres disponíveis e festa garantida. No entanto, a Polícia garante que a ostentação da potência dos equipamentos de som não irá durar muito, já que não há desculpas que abrandem a lei, a ordem é recolher.
Caso o dono do equipamento de som se recuse a entregá-lo à PM, ele poderá ser levado à delegacia da área da infração para ser autuado. Foto: Kléber Gonçalves
Caso o infrator não concorde com a determinação de que seus aparelhos sejam levados ele deverá ser encaminhado à delegacia de Polícia da área. “Em casos assim, o infrator poderá ser autuado por resistência, e até desacato à autoridade”, disse o coronel Mendonça.
Segundo Cláudio Mendonça, o BPMA ainda não se deparou com nenhum caso em que o proprietário do ‘paredão’ reagiu e não quis entregar o equipamento. “Nossa abordagem é técnica. Fazemos revistas no dono do ‘paredão’ e no veículo. Não há tempo para resistência alguma”.
O comandante do BPMA disse que é necessário que os adeptos dos equipamentos de som respeitem o direito de quem não quer ter sua rotina perturbada pela inconveniência das músicas em volumes altíssimos. “O direito ao silêncio e ao bem estar não devem ser privados em detrimento da vontade alheia. Os donos dos ‘paredões’ vão ter que se adequar à nova realidade para que a circunvizinhança passa descansar”.
A Seuma garante que a lei avançou e que agora é mais difícil que os perturbadores do silêncio de Fortaleza fiquem impunes. “Foi um avanço, pois antes da lei, quando se realizava a medição do primeiro veículo, os demais que estavam próximos já baixavam o som. Agora basta que o equipamento esteja em uso na via pública para que possa ser apreendido”, afirmou Astrid Câmara.
Denúncias
Tanto a Seuma quanto o BPMA consideram que existem evoluções no combate à poluição sonora produzida pelos ‘paredões’. As duas instituições dizem que para que o trabalho avance, é primordial que as pessoas que se sentem incomodadas com o barulho denunciem.
Coronel Mendonça lembrou que o meio mais eficiente para acionar a Polícia, em casos desta natureza, é telefonando gratuitamente para o número 190. “A Ciops é ciente de quais viaturas estão voltadas para este serviço e irá acioná-las. Certamente iremos até o local e, caso encontremos algum paredão funcionando, iremos apreendê-lo”.
O comandante do BPMA disse também, que não há nenhum outro tipo de procedimento, além da apreensão, visto que os donos dos equipamentos já tiveram tempo suficiente para ficarem cientes da lei. “Não existe o argumento de pedir para baixar, nossa abordagem é no sentido de apreender”, afirmou.
Conforme a PM, armas e drogas já foram encontradas em lugares onde os equipamentos de som estão ligados. “Já nos deparamos com uma pistola, álcool e outras drogas com as pessoas abordadas ”, disse Mendonça.
O coronel disse ainda, que durante as festas de fim de ano e no Carnaval, cerca de 20 equipes estarão nas ruas realizando operações. “Já apresentamos um projeto ao Comando Geral da PM pedindo para que o efetivo seja aumentado e possa atuar também, nas cidades da Região Metropolitana”, declarou.
Ruído pode causar surdez irreversível
Aos que gostam dos paredões, especialistas alertam que o ruído produzido por eles, que é altíssimo, pode causar perda gradativa da audição e, nestes casos o problema é irreversível. Além disto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que algumas consequências advindas da exposição a ruídos podem gerar quadros de hipertensão e até problemas cardiovasculares.
A Carta Acústica de Fortaleza, apresentada em outubro deste ano, mostra que 40% da Cidade é afetada por ruídos consideráveis FOTO: MARÍLIA CAMELO 14/11/2013

A recomendação dos fonoaudiólogos é que, em casos de exposições a ruídos acima de 85 decibéis, a pessoa submetida use protetores auriculares. Os ´paredões´ de som, chegam, facilmente a 100 decibéis e atingem ruídos muito superiores a isto.

Várias leis convergem quando o assunto é interferir no descanso e no silêncio de outras pessoas. Em Fortaleza, além da Lei Federal de Crimes Ambientais, da Lei Estadual de Combate à Poluição Sonora, há uma Legislação Municipal, a ´Lei do Paredão´. Na Capital, o infrator pode responder administrativamente, por descumprir uma regra da Cidade e criminalmente.

A Carta Acústica atualizada de Fortaleza, apresentada em outubro deste ano, mostra que 40% da Cidade é afetada por ruídos consideráveis, e que em alguns destes pontos, se mostram constantes.

A Carta, elaborada pela Seuma, diz que barulhos produzidos por aviões, trânsito e equipamentos de som chegam a grande parte da população da Capital. O entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins; a Avenida Godofredo Maciel, no bairro Maraponga; o Centro e Terminal de Messejana são citados como pontos críticos no documento.

FIQUE POR DENTRO

Lei do Paredão: o que é permitido e o que é proibido

A ´Lei do Paredão´ proíbe o funcionamento de equipamentos de som automotivos, nas vias, praças, praias e demais locais públicos de Fortaleza. A proibição se estende aos espaços privados de livre acesso ao público, como postos de combustíveis e estacionamentos. A legislação considera como ´paredão´, um equipamento de som rebocado, instalado ou acoplado no porta-malas ou sobre a carroceria de veículos. A Lei permite o uso de aparelhagem sonora em eventos do calendário oficial ou autorizados pelo Município; em atos religiosos, sindicais ou políticos, observada a legislação pertinente; e em publicidade sonora, atendida a lei específica.

TJ nega recurso e ex-gestor continua sendo processado 18.11.2013

O escândalo financeiro que atingiu a Prefeitura do Município de Senador Pompeu (275Km de Fortaleza) em 2011, gerando a prisão de 31 gestores e outros implicados, teve mais um capítulo. Desta vez, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) negou o pedido de trancamento da ação contra o ex-vice-prefeito Luís Flávio Mendes de Carvalho, o ´Luizinho do Inharé´, irmão do atual prefeito, Antônio Mendes de Carvalho, o ´Vauíres´, que também está sendo processado.
O ex-vice-prefeito, Luís Flávio Mendes de Carvalho, o ´Luizinho do Inharé´, foi preso em 2011 FOTO: REPRODUÇÃO
O esquema criminoso descoberto em investigações do Ministério Público Estadual junto com a Polícia Civil, em 2011, levou à prisão do então prefeito de Senador Pompeu, Antônio Teixeira de Oliveira; seu vice, ´Luizinho do Inharé´, e mais 29 pessoas, entre secretários municipais e empresários. O grupo é acusado do desvio de verbas públicas através de fraudes em licitações.

Negou
O ex-vice-prefeito havia ingressado com o pedido de trancamento da ação penal na qual, junto com Antônio Teixeira de Oliveira e os outros 29 réus, é acusado de um conjunto de crimes, tais como peculato, falsidade ideológica, ´lavagem´ de dinheiro, formação de quadrilha, além de fraude licitatória.
Contudo, o pedido de trancamento da ação, através de habeas corpus, foi negado pelo Tribunal de Justiça.

O julgamento do recurso teve como relator o desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo. Ao julgar o caso, a Segunda Câmara Criminal negou o pedido, seguindo o voto do relator.

Segundo o desembargador Haroldo Máximo, o Ministério Público descreveu na ação criminal "a participação do acusado nas condutas delituosas, assinando contratos e procedendo a lançamentos contábeis falsos, ilegais e criminosos".

Antônio Teixeira, ex-prefeito, acusado de vários crimes, está respondendo ao caso em liberdade FOTO: NEYSLA ROCHA


Em seu despacho, o relator assinalou que "o trancamento da ação penal, via habeas corpus, é medida excepcionalíssima. Isto, porque resulta na absolvição precoce do réu, a dizer, sem a instrução criminal, além de constituir inegável obstrução ao papel do Estado, por seu agente, o promotor público, a quem incumbe atuar na repressão de atos havidos, em tese, como delituosos", disse o magistrado.

Processo
Com a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça, o ex-gestor vai continuar sendo processado por envolvimento nas fraudes que resultaram no grave prejuízo aos cofres da Prefeitura de Senador Pompeu, juntamente com o ex-prefeito e os outros 29 implicados. ´Luizinho do Inharé´, assim como Antônio Teixeira e os demais envolvidos, tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça, através de mandados assinados pelo desembargador Darival Bezerra Primo, em junho de 2011. Numa situação inédita no Ceará, o prefeito, o ex-prefeito e todo o secretariado municipal fugiu da cidade de Senador Pompeu, abandonando literalmente o Município em um ônibus previamente alugado.

Depois de vários dias de buscas policiais, o então prefeito e o vice-prefeito decidiram se entregar às autoridades e ficaram presos no Quartel do Corpo de Bombeiros, em Fortaleza, onde, segundo denúncias, tinham privilégios. Depois de seis meses atrás das grades, Antônio Teixeira e Luís Flávio Mendes foram soltos em novembro de 2011, para que pudessem acompanhar o processo e liberdade.

Desafio
Soltos, os dois teriam desafiado a Justiça, ao promoverem uma festa em um clube na cidade de Senador Pompeu. Em 2012, ´Luizinho do Inharé´ conseguiu eleger seu irmão para o cargo de prefeito. No entanto, não demorou muito e o novo gestor também teve seu nome envolvido em mais uma ação do Ministério Público Estadual (MPE).

Irregularidades administrativas levaram o promotor daquela Comarca, Iuri Rocha Leitão, a propor uma Ação Civil Pública requisitando que Antônio Mendes de Carvalho, o ´Vauíres´, demitisse mais de uma centena de funcionários públicos que teriam sido contratados pela Prefeitura sem concurso público para cargos que não se enquadram em atividades excepcionais, "afrontando os princípios constitucionais", ressaltou Leitão. O prefeito já é alvo de processo por improbidade administrativa.

17 homicídios no feriadão na RMF 18.11.2013

Dezessete pessoas foram assassinadas na Grande Fortaleza no período compreendido entre as 18 horas da última quinta-feira e o começo da madrugada do domingo. O balanço dos homicídios na Capital e Região Metropolitana, porém, somente será concluído na manhã de hoje, quando forem contabilizadas as ocorrências policiais do domingo e da madrugada desta segunda-feira (18). Dos 17 casos, quatro não ´apareceram´ nas estatísticas oficiais.
Assassinatos ligados ao tráfico de drogas e vingança continuam a desafiar as autoridades da Segurança Pública na periferia da Capital FOTO: HELOSA ARAÚJO

Conforme as estatísticas divulgadas no site da SSPDS pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), na noite de quinta-feira, começo do feriadão da Proclamação da República, duas pessoas foram assassinadas em Fortaleza. Uma delas, Antônio Paulo da Silva Rodrigues, que foi morto, a tiros, na Rua Oliveira Filho, na Praia do Futuro, por volta de 21 horas.

Mortes
Logo em seguida, às 22 horas, a Polícia foi acionada para outro local de assassinato, na Travessa João Tomé, no bairro Álvaro Weyne. Ali, foi executado, a tiros, um adolescente identificado como Jonhelton de Morais Ferreira, 16 anos. Os autores dos dois crimes fugiram.

Na sexta-feira, mais cinco mortes violentas. Na Rua Viçosa, no bairro Parreão, Cosmo Ferreira da Costa foi assassinado por um homem que desceu de um veículo e descarregou sua arma, uma pistola.

Já Alexandre Ribeiro Bandeira foi morto, também com vários tiros, na Rua Joana Moreira, no Castelão. Um adolescente, identificado como Thiago Bruno de Oliveira Luciano foi assassinado, a bala, na Rua Trajano de Medeiros, na Praia do Futuro.

Mais tarde, por volta de 22h20, Rodrigo Ferreira foi assassinado na Precabura, no Eusébio, e outras duas pessoas foram baleadas. Também na sexta-feira, um crime de morte ocorreu na cidade de Pacajus, quando um homem, que não foi identificado, tombou com vários tiros no Alto da Boa Vista.

No sábado, ocorreram seis crimes, nos bairros Granja Lisboa, Bom Jardim (ambos no ´Território da Paz´), Antônio Bezerra, Quintino Cunha, Vila União e em Pajuçara (Maracanaú).

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Fortaleza sem Lei – Entorno da Catedral é paraíso dos vendedores ambulantes

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Da jornalista Renata Soares, recebemos a seguinte nota, em tom de queixa e cobrança:
Caro Eliomar de Lima,
Quase 9 horas desta manhã de quinta-feira e a rua Alberto Nepomuceno (próximo ao Mercado Central) está assim: dezenas de ambulantes nas ruas, ocupando uma via tanto indo quanto voltando. O resultado é um congestionamento pior que o habitual.
A pergunta que não quer calar: Qual era mesmo a solução tão brilhante do então candidato Roberto Claudio para esse problema, quando a Luizianne era a prefeita? Como diz o ditado, pimenta nos olhos dos outros é refresco.
* Renata Soares
Jornalista.

Parque Parreão vive clima do “e se esqueceram de mim…”

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O Parque Parreão, situado no bairro de Fátima, é só abandono. Muito lixo, canteiros quebrados e muriçocas. Fazer cooper? Nem pensar, pois falta segurança.
(Foto -Leitor Fabrício Moreira)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Procura-se uma calçada do Centro que esteja livre de ambulante

Com o título “Calçadas sumiram”, eis artigo da jornalista Adísia Sá, que pode ser lido no O POVO desta terça-feira. Ela denuncia o absurdo eterno: a tomada das calçadas do Centro pelos ambulantes. Confira:
Andar pelo Centro de Fortaleza está praticamente impossível, tomadas as calçadas com os chamados “ambulantes” e seus negócios. À frente de lojas – inclusive as mais vistosas – estão postados os vendedores de mercadorias as mais diversas. Eu, às vezes, penso que esses ambulantes sejam prepostos de alguns lojistas, até os que, em tese, seriam os prejudicados “com os concorrentes.”
Os transeuntes que se defendam das bancas, sendo obrigados, muitas vezes, a sair para o calçamento, sujeitos a atropelamento, quedas, encontrões. E eu não vejo guardas municipais – tenham ou não essa denominação – a garantir o espaço de quem precisa das calçadas para sua melhor locomoção. Crianças, jovens, idosos, mulheres grávidas – todos que se defendam dos encontrões e façam seus zigue-zagues.
Os comerciantes do Centro, volto a insistir, deveriam pressionar a Prefeitura – por meio de seus prepostos – para cuidar do ir e vir do fortalezense, no fundo, no fundo, corpo e alma de seus negócios, corpo e alma dos impostos.
Ao longo dos muitos anos vivendo em Fortaleza, não testemunhei a preocupação e a atuação dos prefeitos em ordenar o movimento dos pedestres. Pelo contrário: parece que os gestores competem entre si: “Quem desordena mais o Centro da Capital?” Daí o leitor não estranhar o título do comentário: Calçadas sumiram. Sumiram, foram engolidas pelo comércio ambulante desordenado.
Nas praças do Ferreira e José de Alencar, o fortalezense luta, não apenas pela sobrevivência, mas por espaço para sua locomoção. Entra e sai prefeito e a situação se agrava a olhos vistos: andar, a negócio ou não, pelo Centro de Fortaleza, passou a ser uma luta corpo a corpo, sem que apareça um “juiz” para pôr ordem nisso que eu considero um atestado de deseducação coletiva.
Para agravar o quadro, além dos ambulantes, agora surgiram as mesas, as vitrines, as bancas, os guarda-sóis tomando o espaço. Onde estão os técnicos lotados na Prefeitura, no trânsito, que não encontraram ainda, não direi “solução”, mas um atenuante, um paliativo, um “arremedo” para atenuar esse, desculpem a expressão, vergonhoso quadro urbano?
* Adísia Sá