domingo, 27 de outubro de 2013

Fortaleza tem visto alguns de seus prédios tombados tendo o uso modificado ou mesmo se deteriorando. Na discussão, alguns problemas que a cidade precisa enfrentar quanto ao seu patrimônio

Prédios de valor histórico para Fortaleza vivem momentos distintos e suscitam questões acerca da relação da cidade com seu patrimônio. Imóveis que, tombados ou não, se deterioram pela omissão do Estado em preservá-los, têm características arquitetônicas comprometidas diante de obras faraônicas e valores de memória ameaçados por interesses “desenvolvimentistas”.
O Farol do Mucuripe, o Clube Náutico Atlético Cearense e o prédio que abrigou o Colégio Marista Cearense são três exemplos de um cenário que frequentemente se repete na capital cearense. Mas até que ponto o tombamento, em âmbito municipal, estadual ou federal, garante de fato a preservação de um bem? De que forma a modificação do uso desses prédios pode descaracterizá-los ou afastar a sociedade dessas referências históricas?
O Farol do Mucuripe, tombado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult) a partir de 1983, vive uma deterioração de anos. Precisamente desde que a cessão de uso dada pela Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU-CE) à Secretaria de Turismo do Estado (Setur) foi encerrada, em 2007. Até pouco tempo, a Setur ainda mantinha segurança no local, mas conforme O POVO denunciou, em janeiro deste ano, quando o serviço foi interrompido o prédio ficou aberto e foi sendo, aos poucos, depredado por usuários de drogas.
No começo deste mês, a Secretaria Municipal de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Setra) enviou pedido de cessão de uso à SPU, para fazer do antigo Farol um Centro de Referência em Assistência Social (Cras) ampliado, com oferta de cursos profissionalizantes para a população do Serviluz. De acordo com o superintendente da SPU, Jorge Luiz Oliveira, o pedido está em fase de análise e, se for aceito, deve ceder o uso do prédio histórico por um período de até 20 anos.
O Clube Náutico Atlético Cearense, tombado pelo município desde o ano passado, foi arrendado por 80 anos para o Consórcio Novo Náutico, grupo empresarial que fará reforma e construção de novos empreendimentos no prédio: um shopping center, duas torres comerciais e um hotel de luxo. Para isso, a área tombada foi reduzida e, conforme O POVO mostrou na edição de ontem, não teria havido consulta ao Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural da Capital (Comphic).
O caso do Marista se difere por não haver o tombamento do imóvel. O prédio, centenário, abrigou um dos mais tradicionais colégios de Fortaleza e, depois, uma faculdade. Após o anúncio do fim das atividades de ensino, feito no último dia 17, circula na internet uma petição pedindo o tombamento do bem, datado de 1913.
No texto da petição, especula-se que o imóvel teria sido vendido para uma empresa que construiria um shopping center no local. Informação não confirmada pela União Norte Brasileira de Educação (Unbec), mantenedora da faculdade, mas que preocupa os interessados em conservar o prédio como referencial histórico da cidade.
Debate
Casos como o do Farol do Mucuripe, que implicam na modificação do uso do prédio, antes turístico e cultural quando abrigava o Museu do Jangadeiro, trazem à tona a complexa questão do uso de um bem tombado. 
Segundo o historiador Américo Souza, a preservação e o uso são sempre questões conflituosas, porque ao mesmo tempo em que é preciso conservar as características do imóvel, deve-se evitar um “congelamento” dele no tempo e no espaço. “Eu sou favorável que a apropriação dos espaços aconteça, inclusive de forma diferente, mas isso tem de ser muito bem discutido. Porque existem usos que comprometem”, ressalva ele.
O coordenador de patrimônio-histórico cultural da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), Alênio Carlos, explica que o tombamento não é restritivo quanto aos usos, desde que “não descaracterizem o imóvel do ponto de vista arquitetônico”. E que o conselho seja consultado em qualquer projeto de intervenção de um bem tombado.
De acordo com o advogado especialista em direito cultural, Humberto Cunha, o chamado tombamento de uso também não é consenso nos tribunais superiores. O abandono do Farol, motivado pelo imbróglio na cessão de uso entre os entes públicos, diz ele, “evidencia a necessidade de se concretizar urgentemente o sistema nacional de proteção do patrimônio cultural, para que situações desta natureza fiquem claramente definidas”. “Apesar disso, todos deveriam assumir a responsabilidade pelo resguardo do nosso patrimônio cultural”, aponta ele.
Para Américo Souza, o redirecionamento de uso de um prédio histórico também não deve limitar o acesso da população ao bem. “É possível dar uma vida pra esse espaço, fazer funcionar, mas você também não pode tirar o patrimônio da sociedade. Isso não é fácil, não é simples nem é barato”, pontua. O arquiteto e membro do Comphic, Romeu Duarte, não vê problema em modificar o uso de um prédio tombado, mas em não preservá-lo. “Tombar é muito fácil, o problema é a preservação, porque é uma atitude cotidiana”, diz ele, ressaltando que a Secult não teria cumprido seu papel quanto à preservação do Farol.
O responsável pelo setor de patrimônio artístico, histórico e cultural da Secult, Otávio Menezes, diz que não cabe ao órgão fazer a manutenção do prédio tombado por ele. “A nossa obrigação é de fazer com que o bem tombado seja preservado dentro das suas linhas arquitetônicas”, defende-se. Questionado se esses aspectos estariam sendo conservados diante do quadro de degradação por que passa o Farol há anos, ele reconhece: “É claro que não, mas nós já fizemos o nosso papel, que é cobrar do proprietário”.
Para Romeu Duarte, tomando o exemplo do Náutico e do Marista, cujo prédio ele inclusive apoia o tombamento, Fortaleza precisa “equilibrar as questões da tradição e da preservação com a pressão imobiliária”. “O cearense tem muito mais gosto de sentir saudade do que de preservar, é necessário que a gente perca esse hábito, mas não na preservação como obstáculo, nós temos de pensar nela em diálogo com o desenvolvimento da cidade”, reforça o arquiteto.
Para Humberto Cunha, além de cobrar do poder público, é preciso investir em educação da sociedade. “Raramente se vê um gesto de amor à cidade; preferem sempre a mutilação. Vivemos um ambiente de deseducação patrimonial. Nesta conjuntura, não tem lei que dê jeito; precisamos investir muito em consciência, não por palavras ocas, mas pelos exemplos e pelos atos”, sintetiza.

Os muitos gargalos do serviço 190

Segundo fontes, há sábados em que a Ciops deixa de atender pelo menos mil chamadas de pedido de socorro. Há um problema herdado pelo atual secretário da Segurança que precisará ser equacionado
Após o assassinato de Andréa Aderaldo Jucá, 39, pelo menos quatro viaturas da PM e uma da Polícia Civil chegaram ao local do crime. Um dos gargalos herdados pelo atual secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, delegado federal Servilho Paiva, é tentar equacionar o fluxo de solicitações de socorro com o envio de carros da polícia para os locais das ocorrências nos bairros de Fortaleza e Região Metropolitana. 
Segundo O POVOapurou, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança do Ceará (Ciops) atende, em média, 2.300 chamadas por dia durante a semana. Subindo para 3 mil registros entre o sábado e o domingo.
A atual estrutura da Ciops, por causa da crescente onda de violência em Fortaleza e Região Metropolitana, estaria comprometida. Para se ter um ideia, de acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, em um dos sábados deste mês, pelo menos 1.000 ocorrências deixaram de ser atendidas num espaço de 12 horas de plantão.
A exemplo do caso que terminou com o assassinato de Andréa Jucá, centenas de pessoas podem ter sido vítimas de algum crime sem que a polícia nunca tenha aparecido no local, mesmo que tenha sido solicitado o pedido de socorro.

Terceirizados
Outro problema a ser enfrentado na SSPDS recai sobre o quadro de funcionários que faz o primeiro atendimento e encaminha as viaturas das polícias para os locais onde os crimes estão ocorrendo ou casos de ameaça.

Por turno, (são quatro divididos a cada seis horas), há 25 atendentes. E boa parte é de serviço terceirizado. Há algumas semanas, houve o risco de paralisação da oferta do serviço por causa do atraso no pagamento de benefícios de quem não é militar e trabalha nos telefones que se interligam ao sistema da Ciops.
Segundo outra fonte ouvida pelo O POVO, apenas na última semana o “dinheiro caiu na conta dos civis que trabalham ali”. Por conta desse problema, houve quem faltasse ao trabalho de atendimento ao cidadão que recorre ao 190 para pedir uma intervenção policial.
Atendimento/Ronda
No último dia 14/10, o repórter Thiago Paiva mostrou que há deficiência também no atendimento às ocorrências quando a população recorre aos telefones do Ronda do Quarteirão. Em três dias O POVO ligou para 138 viaturas e não houve atendimento em 66% dos casos. (Demitri Túlio)
Números
10 Telefonemas foram disparados por vizinhos de Andréa Juca para a Ciops.
5 Vezes. A primeira vizinha fez cinco pedidos de socorro e suplicou por uma viatura. 
Atraso e falhas
1. No primeiro pedido de socorro para a pedagoga Andréa Jucá, às 14h14min35s,o operador da Ciops tenta deslocar a viatura da área (Rodolfo Teófilo) para o local da ocorrência. Mas não consegue. Os policiais avisam que estão na hora da “rendição” (mudança de turno). A troca de plantão dura mais de 20 minutos. O operador tenta ainda acionar o Policiamento Ostensivo Geral (P.O.G.) do bairro, mas não consegue e registra “indisponível no momento”.
2. Faltou iniciativa de quem estava na Ciops. A sede da Guarda Municipal fica a poucos metros da casa onde Alan Terceiro espancava Andréa Jucá. Uma ligação telefônica do oficial que coordenava a Ciops poderia ter provocado a ida de guardas municipais ao local da “briga de casal” - mesmo no domingo. Faltou integração entre organismos de segurança.
3. A ocorrência “Briga de casal”, como foi registrado pela Ciops, não está entre as prioridades do atendimento da central de comunicação da Secretaria da Segurança. No caso em questão, a desavença entre marido e mulher deu num “homicídio”.
4. Segundo registro da própria Ciops, pelo menos dez ligações de pedido de socorro foram feitas antes de Andréa ser esfaqueada por Alan. Somente uma vizinha ligou cinco vezes por causa dos gritos de socorro da vítima. O grande número de telefonemas não foi suficiente para fazer a Ciops conseguir o envio de uma viatura para lá.
5. O dia da ocorrência era um domingo (13/10/13) e o tráfego de veículos em Fortaleza não é intenso. Não justificaria dizer que as viaturas estariam presas no trânsito.
6. Segundo o cabo Valério, que arrombou (com outros populares) a casa de Andréa, a residência da vítima fica entre três territórios de policiamento motorizado (viaturas): nos bairros do Rodolfo Teófilo, Parque Araxá e Jardim América. Além da residência estar esquadrinhada, também, entre áreas do Policiamento Ostensivo Geral (P.O.G.).
7. Houve demora também na chegada de uma ambulância do Samu. Ela foi solicitada às 14h48min24s. Só 15 minutos depois há um registro na Ciops de que ela está a caminho. Apenas às 15h33min03s, provável horário de chegada da viatura, há a constatação que Andréa está morta por ter recebido pelo menos 20 perfurações a faca.
8. Segundo um a fonte, a Ciops tem problema com atendentes e operadores civis. Eles, que são terceirizados, não conseguem ter autoridade sobre os que comandam as viaturas nas ruas. Muitas vezes, suas orientações para ações de urgência são desprezadas. Na Coordenadoria de Operações, das 12 cabines de comunicação, 6 ou 7 seriam operadas por funcionários terceirizados.
9. Nem todos os atendentes, operadores e militares que trabalham na Ciops têm noção da geografia de Fortaleza e Região Metropolitana, afirma a fonte. O que dificultaria a rapidez em decidir por alternativas na hora de situações de crise.

Vizinhos ligaram 10 vezes para Ciops

O desfecho da tragédia passional que deu no assassinato da pedagoga Andréa Aderaldo Jucá, esfaqueada 20 vezes pelo ex-marido Alan Terceiro, mostra que a Segurança Pública no Ceará se arrasta numa gestão que acumula vícios e distorções administrativas. A demora no envio de socorro ao local onde se daria o homicídio e a dificuldade em se acionar uma viatura, apesar da enxurrada de telefonemas para o 190, podem ter contribuido para a morte de Andréa.
Os fatos exclusivos que serão revelados a seguir (leia o quadro), com base em registros da própria Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), apontam para um cenário confuso, falta de iniciativa e crise de comando em um setor crucial para o combate ao crime em Fortaleza: o atendimento da Ciops.
Andréa Jucá, 39 anos, ex-secretária municipal de Finanças de Madalena e mãe de três filhos, morreu sem chance de defesa e gritando por um socorro público que chegou tarde. Vinte e três minutos depois, como registra a Ciops. Ou mais de 40 minutos, segundo denuncia de quem ligou e não conseguiu o contato com o 190.

Era domingo, último dia 13, quando a moradora do bairro Rodolfo Teófilo foi acuada dentro de casa pelo ex-marido e ex-suplente de vereador Francisco das Chagas Filho, conhecido como Alan Terceiro. O conflito, inicialmente de natureza privada, virou caso de polícia quando as atitudes violentas de Alan começaram a provocar desespero na vizinhança e ecoaram na rua onde Andréa morava.
Eram 14h14min35s quando uma operadora da Ciops recebeu o primeiro pedido de socorro para Andréa Jucá. Uma vizinha, que pede para não ser identificada, se apavorou com os gritos dela e recorreu ao 190. No registro, a atendente da Ciops escreve que se trata de uma “briga de família” e que há uma “mulher gritando por socorro”. A funcionária até tenta deslocar uma viatura da PM para o número 1156 da rua Frei Marcelino, próximo à igreja São Raimundo. Mas recebe uma negativa e escreve no relatório que a “viatura do Ronda da área em rendição e o P.O.G. (Policiamento Ostensivo Geral) está indisponível no momento”.
Quase dois minutos depois, a mesma vizinha volta a ligar para a Ciops e suplica por uma intervenção policial. Dessa vez é um operador que atende. Sem sucesso. No relatório, às 14h15min40s, ele escreve que a “solicitante pede, muito nervosa, uma viatura. Ela informa que a vizinha está gritando por socorro”. Ele também registra que há “ocorrências duplicadas”, ou seja, outras ligações denunciando o mesmo crime em andamento.

Outro vizinho liga às 14h16min57s, o telefone dele consta no relatório da Ciops. Ele alerta para “uma briga de casal próxima ao número 1190” e “pede uma viatura para local, pois o marido está batendo muito na mulher”. Ao O POVO, o homem descreve os minutos que se passaram - entre o espancamento e o assassinato de Andréa - como “torturantes”. Para ele, “a covardia de Alan Terceiro transformou aquele domingo quieto num dia de terror. Aquela mulher lutou muito para não morrer”.
Apesar da prioridade da ocorrência ter mudado de 9 para 1, a Ciops não conseguiu acionar, com urgência, uma viatura para tentar conter o ato violento de Alan Terceiro contra a ex-esposa Andréa.

Entre a primeira denúncia e o instante provável da morte de Andréa, pelo menos seis vizinhos ligaram, repetidamente, para a polícia.
A primeira pessoa a alertar a Ciops sobre o que se passava na casa da vítima teve o telefone celular anotado cinco vezes no relatório da ocorrência da pedagoga. “Até agora não me alimento direito e não consigo deixar de ouvir ela gritar por ajuda. Liguei tanto para a polícia que meus dedos endureceram. Depois saí gritando pela rua, que estava um deserto. Era pra ver se todo mundo telefonava para o 190”, conta a senhora.

Em meio ao desespero, e à espera de uma patrulha, os populares só decidiram arrombar a porta da casa quando Andréa parou de gritar. De repente, lembra um vizinho, bateu um silêncio. “Poderíamos ter entrado, sei lá? Fiquei, depois, me perguntando”.

Logo após o arrombamento, a RP 5585 chegou ao local. Não adiantava mais.
Crime foi no último dia 13 - Alan Terceiro chegou a assumir como vereador da Capital por três meses, em 2011, no lugar de Leonelzinho Alencar (PTdoB). Concorreu em 2012, mas só teve 1.889 votos. Desde o crime, segue preso

Mulher de vereador acumula cargos

A mulher do vereador Márcio Cruz (Pros), a ex-policial militar Ana Paula Brandão da Silva, foi nomeada para dois cargos comissionados na Prefeitura de Fortaleza e na Câmara Municipal, enquanto ainda era policial militar. Segundo informações do Portal da Transparência, Ana Paula ocupa cargo comissionado na Prefeitura desde o dia 1º de maio, na Administração Geral do Fundo Municipal de Saúde. No dia seguinte, ela passou a exercer cargo comissionado também na Câmara, de acordo com o Portal.

As nomeações ocorreram uma semana antes do seu afastamento oficial do cargo de soldado da PM. Segundo o Diário Oficial do Estado do Ceará do último dia 14 de maio, Ana Paula respondeu a processo disciplinar, instaurado em janeiro deste ano, que resultou em demissão no dia 9 de maio. O motivo da demissão está relacionado à “participação ativa e inconteste na reunião/assembleia” do dia 3 de janeiro deste ano, com o objetivo de deliberar sobre a deflagração ou não de movimento paredista. A participação foi considerada transgressão disciplinar.

O POVO tentou contato com a Prefeitura após as 19 horas de ontem, quando teve acesso a informação, mas a assessoria de comunicação informou que depois do fim do expediente, às 17 horas, não era possível obter detalhes sobre a nomeação de Ana Paula para cargo comissionado. Segundo a assessoria, as informações serão colhidas hoje.

Já a assessoria de comunicação da Câmara Municipal destacou que Ana Paula já foi exonerada do cargo, visto que seu nome não consta na folha de pagamento. Contudo, devido ao horário, a assessoria informou que não foi possível identificar quando ocorreu a exoneração. Procurado pelo O POVO, o vereador Márcio Cruz disse que a ligação estava ruim e que seu celular iria descarregar. Ele ainda forneceu o número da assessoria de comunicação, mas ninguém atendeu às ligações. O POVO chegou a solicitar o telefone de contato de Ana Paula, mas a ligação caiu logo depois.

Condenação
Márcio Cruz divulgou nota ontem, defendendo-se de notícias divulgadas na imprensa dando conta de que foi condenado à prisão por furto qualificado de diesel, que teria sido praticando em 2005, quando integrava os quadros da Marinha. Ele diz que a acusação resulta de perseguição política e que nunca houve provas que confirmassem seu envolvimento. Conforme o vereador, o processo será prescrito em virtude do tempo.

Antes de se filiar ao Pros, o vereador foi eleito pelo PR. O presidente municipal a sigla, Capitão Wagner, disse que Márcio Cruz omitiu a informação de que era militar e, portanto, ao apresentar candidatura, não foi exigida sua certidão militar, nem pelo partido, nem pelo Tribunal Regional Eleitoral. Conforme Wagner, houve má fé. “A gente ficou decepcionado pela maneira como ele acabou enganando o PR”. Segundo ele, quando sair a decisão em última instância, o cargo de vereador será reivindicado pelo partido.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Moradores do bairro Parquelândia protestam contra a “Rampa da Canuto”

capim
Moradores da rua Pedro de Queiroz, quase esquina com a rua Dom Manuel de Medeiros (Bairro Parquelândia), apelam à Regional III para que mande fazer boa capinação em vários trechos dessa banda da cidade. Este ponto fica ao lado da agência do INSS e, segundo o morador, Danilo Bezerra, já foi apelidado de “Rampa da Canuto”.
Quase que diariamente, os próprios moradores recolhem o lixo jogado nesse trecho.
(Foto – Leitor)

Márcio Cruz é condenado a 3 anos de prisão por furto qualificado

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou o vereador Márcio Cruz (PROS) e dois pescadores a três anos de prisão pelo crime de furto qualificado.
Segundo o processo, Márcio Cruz, quando integrava a Marinha Brasileira, teria furtado cerca de 500 litros de óleo diesel de uma lancha da Marinha, após fazer uso da cópia de uma chave para ter acesso à embarcação.
A denúncia teria sido feita em 2005, o que livrou o vereador da Lei da Ficha Limpa. O vereador nega o fato e diz ser vítima de perseguição política.
(Diário do Nordeste)
Márcio Cruz, em contato com o Blog, se disse tranquilo, pois houve perícia e não se comprovou roubo de óleo. O caso, segundo ele, já prescreveu.

Vizinhos ligaram 10 vezes para Ciops

O desfecho da tragédia passional que deu no assassinato da pedagoga Andréa Aderaldo Jucá, esfaqueada 20 vezes pelo ex-marido Alan Terceiro, mostra que a Segurança Pública no Ceará se arrasta numa gestão que acumula vícios e distorções administrativas. A demora no envio de socorro ao local onde se daria o homicídio e a dificuldade em se acionar uma viatura, apesar da enxurrada de telefonemas para o 190, podem ter contribuido para a morte de Andréa.

Os fatos exclusivos que serão revelados a seguir (leia o quadro), com base em registros da própria Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), apontam para um cenário confuso, falta de iniciativa e crise de comando em um setor crucial para o combate ao crime em Fortaleza: o atendimento da Ciops.

Andréa Jucá, 39 anos, ex-secretária municipal de Finanças de Madalena e mãe de três filhos, morreu sem chance de defesa e gritando por um socorro público que chegou tarde. Vinte e três minutos depois, como registra a Ciops. Ou mais de 40 minutos, segundo denuncia de quem ligou e não conseguiu o contato com o 190.

Era domingo, último dia 13, quando a moradora do bairro Rodolfo Teófilo foi acuada dentro de casa pelo ex-marido e ex-suplente de vereador Francisco das Chagas Filho, conhecido como Alan Terceiro. O conflito, inicialmente de natureza privada, virou caso de polícia quando as atitudes violentas de Alan começaram a provocar desespero na vizinhança e ecoaram na rua onde Andréa morava.

Eram 14h14min35s quando uma operadora da Ciops recebeu o primeiro pedido de socorro para Andréa Jucá. Uma vizinha, que pede para não ser identificada, se apavorou com os gritos dela e recorreu ao 190. No registro, a atendente da Ciops escreve que se trata de uma “briga de família” e que há uma “mulher gritando por socorro”. A funcionária até tenta deslocar uma viatura da PM para o número 1156 da rua Frei Marcelino, próximo à igreja São Raimundo. Mas recebe uma negativa e escreve no relatório que a “viatura do Ronda da área em rendição e o P.O.G. (Policiamento Ostensivo Geral) está indisponível no momento”.

Quase dois minutos depois, a mesma vizinha volta a ligar para a Ciops e suplica por uma intervenção policial. Dessa vez é um operador que atende. Sem sucesso. No relatório, às 14h15min40s, ele escreve que a “solicitante pede, muito nervosa, uma viatura. Ela informa que a vizinha está gritando por socorro”. Ele também registra que há “ocorrências duplicadas”, ou seja, outras ligações denunciando o mesmo crime em andamento.

Outro vizinho liga às 14h16min57s, o telefone dele consta no relatório da Ciops. Ele alerta para “uma briga de casal próxima ao número 1190” e “pede uma viatura para local, pois o marido está batendo muito na mulher”. Ao O POVO, o homem descreve os minutos que se passaram - entre o espancamento e o assassinato de Andréa - como “torturantes”. Para ele, “a covardia de Alan Terceiro transformou aquele domingo quieto num dia de terror. Aquela mulher lutou muito para não morrer”.
Relatório da Ciops revela desespero da vizinhança em tentar convencer a polícia, pelo fone 190, de que ex-suplente de vereador de Fortaleza estava prestes a assassinar a ex-esposa

 


Apesar da prioridade da ocorrência ter mudado de 9 para 1, a Ciops não conseguiu acionar, com urgência, uma viatura para tentar conter o ato violento de Alan Terceiro contra a ex-esposa Andréa.

Entre a primeira denúncia e o instante provável da morte de Andréa, pelo menos seis vizinhos ligaram, repetidamente, para a polícia.

A primeira pessoa a alertar a Ciops sobre o que se passava na casa da vítima teve o telefone celular anotado cinco vezes no relatório da ocorrência da pedagoga. “Até agora não me alimento direito e não consigo deixar de ouvir ela gritar por ajuda. Liguei tanto para a polícia que meus dedos endureceram. Depois saí gritando pela rua, que estava um deserto. Era pra ver se todo mundo telefonava para o 190”, conta a senhora.

Em meio ao desespero, e à espera de uma patrulha, os populares só decidiram arrombar a porta da casa quando Andréa parou de gritar. De repente, lembra um vizinho, bateu um silêncio. “Poderíamos ter entrado, sei lá? Fiquei, depois, me perguntando”.

Logo após o arrombamento, a RP 5585 chegou ao local. Não adiantava mais.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Conselho de Ética da Câmara vai analisar caso de vereador condenado à prisão

Márcio Cruz foi condenado pelo STM, acusado de ter furtado óleo diesel de uma lancha da Marinha

O vereador Adelmo Martins (PR), que preside o Conselho de Ética da Câmara Municipal, informou que vai analisar o procedimento a ser adotado em relação ao vereador Márcio Cruz (Pros). O parlamentar foicondenado pelo Superior Tribunal Militar (STM) a três anos de prisão por furto qualificado.

“Ele está recorrendo da condenação. Mas, se for condenado e preso, não cabe ao Conselho de Ética fazer nada, porque a cassação seria automática”, explica Adelmo, justificando que não haveria como o vereador exercer seu mandato estando preso.

Porém, ele pondera que, no momento, a questão tem que ser tratada “com cautela” para que não se cometa injustiças contra o vereador, uma vez que ele ainda recorre da condenação. Por isso, segundo Adelmo, o Conselho de Ética vai buscar inicialmente mais informações e esclarecimentos sobre o caso.

Condenação
A condenação de Márcio Cruz, segundo matéria do jornal Diário do Nordeste, se baseia em denúncia do Ministério Público Militar, em 2005, quando Márcio integrava a Marinha Brasileira. Segundo o processo, ele teria furtado cerca de 500 litros de óleo diesel de uma lancha da Marinha, no Mucuripe, após fazer uso da cópia de uma chave para ter acesso à embarcação.

Márcio Cruz nega o fato e afirma ser vítima de perseguição política. Além disso, ele diz que o crime prescreveu este ano. Ao jornalista Eliomar de Lima, ele afirmou que divulgaria uma nota sobre o assunto.

Motociclista é baleada no Benfica

A assistente de confecção Maria Rita Moreira de Farias foi atingida por um tiro ao reagir a um assalto no bairro Benfica, próximo ao cruzamento das avenidas João Pessoa e Eduardo Girão. A ocorrência aconteceu na tarde desta quarta-feira (23).
Segundo informações dos familiares, Maria Rita pilotava uma moto e estava indo buscar o marido, José Lucas de Sousa, na Rodoviária Engenheiro João Tomé, no bairro de Fátima. Ao se aproximar do cruzamento na avenida João Pessoa, a mulher foi abordada por um assaltante armado. Maria Rita reagiu tentando fugir, mas foi atingida por um disparo no olho esquerdo.
O assaltante escapou na moto, mas teria batido em um veículo. Após a colisão, ele largou a moto e fugiu.
Uma ambulância do SAMU que passava pelo local socorreu a vítima, segundo amigos dos familiares. Maria Rita foi levada para o Instituto Doutor José Frota (IJF), onde passa por uma cirurgia. O estado da vítima é considerado grave.

Polícia Equipe da ESPN é furtada em Fortaleza

Uma equipe da rede de televisão por assinaturaESPN foi furtada no bairro de Fátima, em Fortaleza, na noite da última terça-feira (22), e teve equipamento avaliado em torno de R$ 20 mil levado. Conforme o repórter Helvidio Mattos, a equipe estava produzindo material para o programa "O Brasil da Copa do Mundo".
A equipe de dois repórteres teve o carro roubado na noite da última terça-feira, na rua Carlos Gomes. Foto: Reprodução/Google Street View
A equipe composta pelos repórteres Helvidio Mattos e Raphael Silva Corrêa, além do motorista, estava em um bar na rua Carlos Gomes, no bairro de Fátima, quando os homens abriram uma porta do veículo alugado, um Fiat Ideia, e levaram os equipamentos que estavam no porta-malas. O crime aconteceu entre 21h30 e 23h30.
"Ninguém viu nada. Estávamos no bar, na rua Carlos Gomes, a 10 metros do carro. Lamento, porque tinha coisa que era do nosso repórter, que ele mesmo comprou", declarou à Redação Web o jornalista Helvidio Mattos.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado ainda na noite da última terça-feira, no 34° Distrito Policial, no Centro. Nesta quarta-feira (23), a equipe da ESPN foi à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas, no bairro Centro, onde buscaram atualização da Polícia sobre o caso.
Os dois repórteres chegaram à Capital na tarde última segunda-feira (21), e devem deixar a cidade na próxima sexta-feira (25). O material para o programa da televisão começou a ser produzido na terça e Helvidio afirmou que não sabe se dará continuidade ao trabalho.
"A gente vai ver se aluga equipamento para continuar. Ninguém espera que aconteça uma coisa dessas. Já temos vários amigos que tiveram o equipamento roubado, mesmo em São Paulo, que já foram assaltados", afirmou.
Segundo o relato de Raphael Silva no Facebook, os ladrões levaram parte de equipamentos da televisão e parte dos equipamentos pessoais do profissional.
Os equipamentos levados foram os seguintes:
01 case branco (com logo da ESPN BRASIL)
01 tripé Sachtler (com logo da ESPN BRASIL)
01 tripé manfrotto
Cartoes de memória P2 da Panasonic
Hds Externos (com logo da ESPN BRASIL)
01 case PELICAN
01 lente Canon 70-200mm
01 suporte de ombro REDROCK MICRO 
Microfones lapelas e sem fio (com logo da ESPN BRASIL)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Leitor indignado com corte de árvores em posto do INSS da Parquelândia

 foto 131019 parquelândia inss

Em comentário enviado ao Blog, o leitor Cláudio Menezes, moradores da Parquelândia, critica o corte de árvores no posto do INSS do bairro. Confira:
“Eis a inexplicável e injustificada destruição de árvores autorizada pelo posto de atendimento do INSS na Parquelândia, na rua Pedro de Queiroz, em Fortaleza. Isso se iniciou na manhã deste sábado (19).
Uma afronta, uma tragédia patrocinada por algum burocrata insensível e primitivo. Por favor, me ajudem, contestemos. Consegui barrar, pelo diálogo, a ação de uma turma de homens fardados, terceirizados, que com perversos facões iniciaram essa absurda ação.
Estamos num semi-árido; necessitamos do verde e da beleza das árvores. Os pássaros, que tanto nos acalantam, emigrarão, e o seu canto emudecerá”.

Batalha dos Guararapes contra o lixo

likxao
De Francisco Marcílio, leitor do Blog, recebemos a seguinte nota, em tom de reclamação:
Caro Eliomar de Lima,
Esta é a rua Francisco Xerez, situada no bairro Guararapes. Em frente ao número 300 existe este amontoado de lixo, como mostro na foto, causando poluição e dano ao meio ambiente.
Dê um alô para a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente ou a Regional II.
Atenciosamente,
Francisco Marcílio, seu leitor

Grupo questiona obras no Cocó- Danos ambientais

Em alguns trechos já é possível visualizar degradação e lixo


Após derrota na briga em torno da construção dos viadutos das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, o grupo Ocupe o Cocó prepara uma nova frente de ação – desta vez, para tentar impedir possível dano ambiental em obras como a da Ponte Estaiada, do Governo do Estado, e empreendimentos privados como o Jardim Fortaleza, que preveem interferência no polígono do Cocó.

Na tarde de ontem, grupo de dez pessoas percorreu locais que poderão sofrer impacto das construções. Os militantes gravaram vídeos para um futuro documentário que, segundo eles, será exibido em escolas e manifestações. O POVO acompanhou o trajeto no carro de um dos integrantes do movimento.

Parte da área verde percorrida, nos entornos do bairro Cidade 2000 e das avenidas Sebastião de Abreu e Padre Antônio Tomás, já apresentam sinais de degradação, com acúmulo de lixo e corte de vegetação. Sobre as obras na região, o grupo afirma que repetirá a mobilização dos viadutos. O Governo do Estado tem afirmado que o projeto da Ponte será conduzido de forma a minimizar impactos ambientais, com promessa de replantio e outras formas de compensação.

Motoristas têm vidros dos veículos quebrados em assaltos no Ceará

Já foram registrados pela polícia quatro crimes na região.
No entanto, ninguém apareceu para registrar o Boletim de Ocorrência.

Do G1 CE
Vidros quebrados no Ceará (Foto: Gislene Carneiro)Caminhão teve o vidro quebrado por assaltantes
em Cascavel (Foto: Gisleine Carneiro)
Moradores e motoristas de Cascavel, a 60 Km de Fortaleza reclamam dos constantes assaltos na CE-040. Segundo o inspetor da Delegacia Municipal  de Cascavel (10° Região), Francisco de Assis Alexandre Alves, os crimes geralmente ocorrem ao meio-dia na entrada da cidade, mas já foram registrados assaltos também à noite.
"Condutores ligam para gente e informam que quando reduzem a velocidade para entrar na cidade, os suspeitos saem de trás de arbustos da CE-040, munidos de paus e pedras e as jogam no para-brisa dos veículos", afirmou o inspetor.
A Polícia Militar sabe de quatro ocorrências, no entanto, as pessoas não comparecem a delegacia para registar o Boletim de Ocorrência (B.O) por medo. "Seria de vital importância eles registrarem o B.O. Ele serviria como um instrumento para nós exigirmos das  autoridades um patrulhamento mais assíduo na região. As patrulhas da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), como o Programa de Policiamento Ronda do Quarteirão já fazem a segurança do lugar, mas poderiam reforçá-la. Por isso o B.O. é fundamental", reforçou.
Vidros quebrados no Ceará (Foto: Gislene Carneiro)Condutor guardou a pedra jogada por um homem
que tentou parar o caminhão(Foto: Gisleine Carneiro)
O caminhoneiro que prefere não ser identificado teve o para-brisa do caminhão danificado por uma pedra, na tarde desta quinta-feira (17), quando passava pela entrada do município.
"Eram por volta das 18 horas quando diminui a velocidade para passar por um fotosensor quando surgiu um homem com uma pedra e a atirou contra o caminhão. A pedra quebrou o vidro e uma segunda pessoa jogou outra no vidro lateral. Apessar do susto não parei o carro e segui até um posto da PRE-CE na CE-040. Outros motoristas afirmaram que tinham pelo menos seis pessoas armados e pedras e paus", disse.

Homicídios no CE crescem 15% em um ano, diz Secretaria de Segurança

O número de mortes violentas em 2013 já superou a do ano passado, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança  Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE). Nos primeiros oito meses deste ano segundo ocorreram 2.646 assassinatos em todo o Estado. Um aumento de mais de 15% em relação a 2012, quando foram registrados 2.255 homicídios. Em um único fim de semana de outubro foram registrados 35 homicídios somente na Região Metropolitana de Fortaleza.
Outro dado que chama atenção é que  somente a Capital responde por 47% desses homicídios. E ainda de acordo com a SSPDS-CE, os bairros mais violentos são Barra do Ceará, Bom Jardim, Genibaú, Granja Lisboa, Granja Portugal, Jangurussu, Messejana,  Mondubim, Vicente Pinzón e Vila Velha. “Nós sempre andamos com medo aqui na capital não importa o lugar”, afirma a estudante Letícia Pereira Costa.
Lara Palmeira Pinheiro é sobrevivente dessa violência. Por duas vezes ela foi assaltada. E por esse motivo criou uma página na internet “Ceará Apavorado”. A página na internet reúne 60 mil pessoas com relatos de criminalidade. O “Ceará Apavorado” virou uma ONG para reunir pessoas que sofreram algum tipo de crime e também ações do Governo do Estado que contenham a violência.
“Acho que a gente nunca viveu o que a gente está vivendo agora”, afirma Lara Palmeira Pinheiro, administradora da página no Facebook. Já o empresário Régis Ponte  que também participa da ONG diz que o cearense perdeu a liberdade.  “Ninguém aguenta mais morar em uma cidade onde acontece tanta violência. É assalto a mão armada, tiros, nos sinais, ao entrar em casa, ao passar por um trilho, as pessoas não estão mais com o direito de ir e vir”,  desabafa.
O secretário da Segurança do Ceará, Servilho Paiva, afirma que vai reforçar a segurança nas ruas. “Estão saindo mil policiais no mês que vem. A gente vai estar colocando mais policiais nas ruas, e a academia está lotada com mais policiais civis”, diz o secretário.
No entanto o coordenador do Laboratório da Violência  da Universidade Federal do Ceará (UFC), César Barreira,  acredita que o governo deve ir além e tentar combater as principais causas da violência.
“Se nós tivermos a possibilidade de relacionar a questão da droga com a questão da arma de fogo, trabalhar com esses dois elementos que é a questão da droga e arma de fogo, provavelmente nós poderíamos esclarecer um número muito grande de homicídios”, explicou.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fast-food na Washington Soares é assaltado nesta tarde

Um grupo formado por cinco homens armados com revólver assaltou, por volta das 16h desta quinta-feira, 17, o fast-food Habib’s, localizado na avenida Washington Soares, em Fortaleza. 

De acordo com o comandante da 2ª Cia do 16º BPM (Sapiranga), capitão Marco Luiz, dois assaltantes chegaram em uma motocicleta e os outros três em um automóvel. Eles levaram uma quantia não informada do setor de compras do estabelecimento. Ainda segundo o comandante, clientes que estavam na lanchonete durante a ação não foram abordados.

Após o roubo, o grupo fugiu nos veículos. A Polícia realiza diligências no sentido de identificar os assaltantes.

TCE questiona licitação da ponte estaiada

Relatórios da inspetoria da Corte e do Ministério Público apontam supostas irregularidades. Governo será ouvido
Foi aberta nova frente de questionamento à licitação da ponte estaiada sobre o rio Cocó, desta vez no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O conselheiro Pedro Timbó recomendou ao Governo do Estado que não homologue o certame antes de se explicar sobre série de apontamentos feitos pela Inspetoria de Controle Externo da Corte e pelo Ministério Público de Contas (MPC). A ponte está orçada em R$ 338 milhões, e o Executivo pretende construí-la no modelo de Parceria Público-Privada (PPP).
As investigações começaram em julho, quando comissão técnica do TCE abriu auditoria nos documentos da licitação. À época, verificaram-se ausência de detalhamento dos custos da obra e indícios de dano aos cofres públicos, em suposta subavaliação do preço de terreno do Estado que será transferido à vencedora da concorrência. O imóvel aparece nas planilhas com custo de R$ 83,4 milhões, quando, conforme alega a inspetoria, valeria R$ 88 milhões.
Com base no relatório da inspetoria, o MPC entrou em cena e incluiu novas contestações. Para o Órgão, o Governo não apresentou estudo que comprove a vantagem do modelo de PPP. O MPC diz, ainda, que faltam explicações sobre como o Estado irá bancar as obrigações da Parceria, entre outros supostos problemas.
O MP solicitou que o TCE expedisse liminar suspendendo a licitação, mas, no último dia 3 de outubro, o conselheiro Pedro Timbó decidiu apenas “recomendar” a não homologação do certame, dando prazo de dez dias – a contar da notificação – para que o Estado esclarecesse as questões levantadas. O prazo se encerra nesta semana.
Na terça-feira, O POVO tentou contato com a Procuradoria Geral do Estado, que responde pela parte jurídica da obra. Por meio da assessoria de imprensa, a pasta informou que “todas as dúvidas e questionamentos serão certamente esclarecidos e dirimidas a tempo”. Ontem, novas perguntas foram enviadas à Procuradoria, sobre os pontos específicos levantados pelo TCE. Até o fechamento desta edição, não houve retorno.

domingo, 13 de outubro de 2013

Terrenos no Centro onde deveria haver jardins viraram estacionamentos

 

Onde deveria haver flores, há somente carros. Dois terrenos destinados à construção de jardins - próximos ao Centro de Turismo (Emcetur), à Santa Casa de Misericórdia e ao Passeio Público, no Centro - viraram estacionamentos irregulares. Três flanelinhas “lotearam” o espaço, dividido por eles em três estacionamentos. “É organizado. Um não invade o espaço do outro”, afirmou um deles, sem se identificar. O problema é que os terrenos, onde eles cobram em média R$ 3 para motoristas estacionarem, pertencem ao Estado. A área total dos lotes é de 10 mil metros quadrados.

O flanelinha diz que tem filhos para criar e usa um lugar “sem utilidade” para sustentar a família. Ele defende a permanência do grupo nos terrenos, por terem feito uma “limpeza” no espaço. “Quando chegamos aqui, faz uns oito meses, só tinha ladrão. Quem vinha pra cá tinha medo de ser assaltado. Só tinha drogado. Nós ‘botamos moral’ aqui e os bandidos correram”, afirma.


Os dois terrenos acumulam entulhos que se amontoam entre os veículos. Motorista que pediu para não ser identificado confirmou ter pago para estacionar no local. “Melhor parar aqui do que levar multa na rua”. O flanelinha diz que não cobra nada aos motoristas e que cada um paga se achar justo. No entanto, o motorista afirmou ter amigos que foram hostilizados no local por não pagarem. “Eles pedem R$ 3, toda vez que venho aqui, pedem esse valor. Mas não dou sempre. Hoje só vou dar R$ 1, estou sem trocados”, comentou.

Jardins
Em entrevista ao O POVO, na edição de 5 de setembro de 2012, o titular da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur), Bismarck Maia, prometeu a construção dos jardins num prazo de dois meses. Ele disse que os jardins valorizariam a área, tornando possível enxergar os prédios da Santa Casa e da Emcetur, a partir da avenida Presidente Castello Branco, a Via Expressa.

Segundo a assessoria de imprensa da Setur, foram gastos R$ 4,6 milhões com a desapropriação dos terrenos. O órgão diz ainda que a demora no início das obras é por conta do processo licitatório, que só foi concluído em setembro último. Além do valor indenizatório, serão gastos R$ 550 mil na colocação de gradil, taludes e gramado. Não foi informado que providências serão tomadas acerca da atuação dos flanelinhas no espaço. (Aflaudisio Dantas/ Especial para O POVO)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Equipe da TV Verdes Mares é assaltada no Pirambu

Uma equipe de reportagem da TV Verdes Mares (Canal 10) foi assaltada, nesta manhã de quinta-feira, no bairro Pirambu. Três homens armados atacaram o carro e levaram celulares da equipe – cinegrafista, motorista e a repórter Alana Araújo.
A matéria no Pirambu era sobre um acidente envolvendo um ônibus que, atingido por um carro, acabou derrubando duas casas e um ponto comercial, mas não houve feridos.

Moradores do Benfica estão em pânico com a onda de assaltos que se registrou, de ontem para hoje, em pontos do bairro. Em trechos das ruas Juvenal Galeno e Senador Catunda, que ficam entre a avenida da Universidade e Marechal Deodoro, foram registrados quatro assaltos. Um bar, um lava-jato e dois pedestres foram as vítima de motoqueiros. Diariamente, os assaltos se registram na área e a polícia não consegue resolver, dizem moradores, que pedem providências.

Moradores do Benfica estão em pânico com a onda de assaltos que se registrou, de ontem para hoje, em pontos do bairro. Em trechos das ruas Juvenal Galeno e Senador Catunda, que ficam entre a avenida da Universidade e Marechal Deodoro, foram registrados quatro assaltos. Um bar, um lava-jato e dois pedestres foram as vítima de motoqueiros.
Diariamente, os assaltos se registram na área e a polícia não consegue resolver, dizem moradores, que pedem providências. Vários carros também estão sendo puxados na área.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

15 pessoas assassinadas em menos de 24 horas

Foto: Alex Costa
Foto: Alex Costa
Atualizada às 21h11min
15 pessoas foram assassinadas na Grande Fortaleza somente entre as  noites de segunda-feira e de hoje (8). Os crimes de morte ocorreram nos bairros Vila União (3), Barra do Ceará, Carlito Pamplona, Jangurussu (3), Conjunto Palmeiras, Parque das Nações, Araturi, Cumbuco, Tabapuá, Parque Presidente Vargas, Aquiraz . Na Barra do Ceará, Antônio Marcos Ferreira da Silva, 29, foi executado, a tiros, dentro de casa, na Avenida Radialista José Limaverde.
Fugitivo da Justiça é executado com 13 tiros
Já na manhã de ontem, o corpo do assaltante e fugitivo da Justiça Lucifran de Figueiredo Farias, 39, foi executado com 13 tiros de pistola, na Praia do Cumbuco, em Caucaia. A delegada Marta Reis, titular do 31º DP (Cumbuco), já investiga o caso junto com a DHPP. Na tarde de ontem, dois homens foram mortos no Conjunto Palmeiras e no Parque Tabapuá, em Caucaia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Carro desgovernado invade pizzaria e deixa família ferida

Foto: Naval Sarmento
Foto: Naval Sarmento
Um carro desgovernado invadiu uma pizzaria na Rua João Aurora, no bairro Vila Manuel Sátiro e atingiu três pessoas de uma mesma família. O acidente por volta das 18h48min, no último domingo (6).
De acordo com informações da Polícia, as três vítimas estavam dentro do estabelecimento. Uma criança que brincava no pula-pula, a irmã da criança e seu pai foram atingidas e socorridas.  Não há informações sobre o hospital ou estado de saúde das vítimas.
O motorista do buggy amarelo é o técnico de informática Antônio Almeida Filho, 24, que foi levado ao 30º DP (São Cristóvão), e  autuado em flagrante por embriaguez ao volante.