quarta-feira, 31 de julho de 2013

Banheiros do terminal da Parangaba estão sem água e sem condições de uso

foto eliomar 130731
Enquanto dois banheiros novinhos aguardam uma “misteriosa” disputa entre a Prefeitura de Fortaleza e a Caixa Econômica Federal (CEF), há nove meses, usuários do terminal da Parangaba enfrentam o sufoco de banheiros sem condições de uso.
Nessa terça-feira (30), mais uma vez, faltou água nas descargas e torneiras dos dois únicos banheiros, um masculino e o outro feminino, ambos no andar superior do terminal. Apesar do esforço do pessoal da limpeza, os banheiros estão sem portas e com os aparelhos sanitários encardidos. Alheiros aos transtornos de cerca de 300 mil usuários, a Câmara Municipal, o Ministério Público e a OAB-CE assistem a tudo de braços cruzados.
Segundo a coordenação do terminal, a reforma dos banheiros do andar superior somente poderá ser iniciada, após a inauguração dos banheiros do térreo. De acordo ainda com a coordenação, o “engodo” entre a Prefeitura e a Caixa foi herança da gestão Luizianne Lins. Nem a Prefeitura de Fortaleza, tampouco a Caixa, se manifestaram oficialmente sobre o assunto.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Terrenos baldios acumulam lixo e são risco à saúde

 

37.251 casos de dengue notificados este ano no Ceará, até a última quarta-feira, 24, 34,6% foram na Capital. Em Fortaleza, sete óbitos foram confirmados e 11 estão em investigação. Evitar a proliferação do Aedes Aegypti é a única forma de frear os números da dengue. Um obstáculo, porém, ainda impede a prevenção: a existência de 27.932 terrenos baldios que acumulam lixo e são potenciais criadouros do mosquito. Esses espaços são classificados como pontos estratégicos, junto a depósitos, borracharias, sucatas, entre outros, e merecem atenção tanto do poder público quanto da população.

A Secretaria Executiva Regional (SER) VI possui o maior número de terrenos baldios, com 10.978 unidades. Na sequência, estão a SER V, com 9.607, e a SER II, com 2.630. Os números foram disponibilizados pela Célula de Vigilância Ambiental de Risco Biológico, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Ontem, agentes de endemias da célula visitaram um terreno na Praia de Iracema, onde, há 15 dias, quatro focos de proliferação do Aedes Aegypti já haviam sido identificados. No bairro, existem 16 terrenos baldios, número pequeno, quando comparado aos 2.147 do bairro Siqueira.

“Mas não significa que o bairro que tem maior números de terrenos é o que tem mais problemas”, explicou o supervisor de Endemias da SMS, Nilton Martins. Conforme ele, em muitos casos, é a própria população que corrobora com a sujeira e o acúmulo de resíduos. “O proprietário pode limpar, nós limpamos, e, em poucos dias, tudo está repleto de lixo de novo”, complementou Nilton.

Tentando repreender e orientar a população, as visitas aos terrenos acontecem quinzenalmente e um relatório com a quantidade total dos espaços é feito a cada três meses. Seis supervisores de endemias são responsáveis pelo monitoramento apenas de terrenos baldios, e 1.300 agentes trabalham na prevenção da dengue na Capital.
Fiscalização
Mas e quando o terreno está abandonado e/ou trancado? O coordenador da Célula de Vigilância Ambiental da SMS, Nélio Morais, explica que os agentes tentam identificar o proprietário do espaço conversando com os vizinhos. “Primeiro, eles verificam se há áreas vulneráveis. Se sim, tentam achar o dono. Quando não o encontram, recorremos à SER”, detalhou.

A Secretaria, então, cruza as informações com os dados da Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin), que possui o cadastro do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Em alguns casos, é preciso intervenção do Ministério Público Estadual (MPE) junto à Justiça, para que os agentes possam entrar no terreno. A partir da data de autuação, o proprietário terá 10 dias para executar a limpeza da área.

Fortaleza possui nono pior índice entre as capitais

 


Apesar de ter registrado crescimento de 15,6% nos últimos dez anos, Fortaleza possui atualmente o nono pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre as capitais brasileiras. Os dados fazem parte da pesquisa “Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013”, divulgada ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Em 2000, a capital cearense tinha um IDHM de 0,652, nível avaliado como “médio” pela pesquisa. Dez anos depois, o índice subiu para 0,754, alcançando o status de “alto” e colocando a capital cearense na 467ª posição entre os municípios brasileiros. O índice – versão do IDH utilizado pela Organização das Nacões Unidas (ONU) – varia de 0 a 1, sendo este o valor melhor avaliado.

No Ceará, Fortaleza conta com o mais alto IDHM. Outras cidades, como Sobral, Crato e Eusébio, também apontaram um índice classificado como “alto”. Já o Estado, embora tenha observado, na última década, um crescimento de 26% - maior do que a média brasileira (18%) –, ainda possui um IDHM “médio”, de 0,682. Entre as unidades federativas, o Ceará é o 11º pior avaliado. No Nordeste, porém, o índice do Estado fica abaixo apenas do registrado pelo Rio Grande do Norte.

A realidade cearense acompanha o crescimento dos números nacionais. Entre 2000 e 2010, o País cresceu 18%, alcançando IDHM de 0,727. Quando comparado com o índice registrado em 1991, a avaliação saiu de “muito baixo” para “alto”. Em 2010, apenas 0,6% dos municípios brasileiros foram considerados como “muito baixo”.

Avaliação
Para o professor e coordenador do núcleo de economia do Observatório de Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), Aécio Oliveira, o crescimento do IDHM dos municípios brasileiros deve ser avaliado com cautela.

“O IDH, apesar de ser uma alternativa ao PIB (Produto Interno Bruto), não é um índice completo porque não leva em consideração fatores como a dimensão ambiental e os índices de violência. Então não podemos basear o desenvolvimento de uma nação nele”, comenta. Segundo Aécio, o crescimento brasileiro pode estar associado a variáveis como o crescimento do PIB e o acesso à educação.

O professor atribui o aumento acima da média dos índices cearenses às “condições historicamente desfavoráveis” do Nordeste. “Quando você tem um crescimento sobre uma base ruim, ele acaba não significando muito.”

Saiba mais

A pesquisa Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 foi realizada pelo Pnud em parceira com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.
 
O IDHM compreende indicadores de três dimensões: longevidade, educação e renda. Quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano.

A categoria educação passou por uma mudança metodológica nesta última publicação. Antes, ela era calculada pela taxa bruta da frequência escolar. Agora, é uma média de porcentagens entre diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade.
 
A pesquisa levou em consideração dados colhidos pelos censos populacionais de 1991, 2000 e 2010

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Família com criança pequena mora em área do calçadão da Beira Mar

yadashii
Um família, com criança pequena, está morando em ponto do calçadão da avenida Beira Mar. O coordenador do Movimento Amigos da Beira Mar, Tadashi Enomoto, alerta e pede apoio das autoridades para prestar o apoio.
(Foto – Tadashi Enomoto)

Estudantes de dois colégios têm futuro incerto devido a remoção


Por causa das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), escola particular do bairro Vila União terá de ser removida nos próximos dias. A mudança pode afetar escola pública da região, avaliada pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para receber possível transferência de alunos da instituição particular atingida pelas obras. Embora o Governo do Estado afirme que não haverá perdas a nenhuma das partes, sentimento entre moradores é de confusão e insegurança.

“A gente não sabe se é verdade, se vai ter de mudar os filhos de escola nem se vão perder aula. A gente não sabe é nada”, diz a dona de casa Cleidiane Farias, 42. A história corre todo o bairro: uma das primeiras unidades públicas construídas na Vila União, a Escola Estadual General Manoel Cordeiro Neto estaria sob risco de ser desativada para receber transferência da Trenzinho Mágico, escola da iniciativa particular inclusa nas remoções do VLT.

A perspectiva da mudança desagradou moradores. Na última sexta-feira, pais de alunos e professores da escola realizaram protesto. “Eu nem acreditei quando soube. Estudei aí e minhas filhas também estudam. É a melhor escola do bairro”, diz Ana Sousa, 35.

Apesar da comoção na comunidade, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), responsável por definir destino da Trenzinho Azul, não confirma a transferência nem a suposta desativação da General Manoel Cordeiro Neto. Confirma, porém, que estuda a mudança e mantém contato com a escola estadual.

“No momento, todas as informações sobre o tema estão sendo avaliadas. Assim que a Seduc tiver definição, será agendada reunião para comunicar à escola. A Seduc volta a assegurar que os alunos não serão prejudicados em suas atividades escolares”, diz a pasta, em nota oficial.

Um dos proprietários da Trenzinho Mágico, Manoel Moura, 62, afirma que a mudança também não é do interesse da instituição privada. “Nós queríamos ficar onde estamos. Até o governador já veio aqui apresentar proposta para a gente sair, mas nunca ficou nada certo. Nunca deram nenhuma garantia de que os alunos não serão prejudicados”, diz.

Responsável pelas obras do VLT, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) afirma que a Trenzinho Mágico é a única “remoção total” de imóvel não residencial do projeto. Afirma ainda que nenhum equipamento público será desapropriado. “Ao contrário do que falam por aí, o Governo tem buscado reduzir ao máximo as desapropriações”, diz assessoria da pasta.
Por causa das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), escola particular do bairro Vila União terá de ser removida nos próximos dias. A mudança pode afetar escola pública da região, avaliada pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para receber possível transferência de alunos da instituição particular atingida pelas obras. Embora o Governo do Estado afirme que não haverá perdas a nenhuma das partes, sentimento entre moradores é de confusão e insegurança.

“A gente não sabe se é verdade, se vai ter de mudar os filhos de escola nem se vão perder aula. A gente não sabe é nada”, diz a dona de casa Cleidiane Farias, 42. A história corre todo o bairro: uma das primeiras unidades públicas construídas na Vila União, a Escola Estadual General Manoel Cordeiro Neto estaria sob risco de ser desativada para receber transferência da Trenzinho Mágico, escola da iniciativa particular inclusa nas remoções do VLT.

A perspectiva da mudança desagradou moradores. Na última sexta-feira, pais de alunos e professores da escola realizaram protesto. “Eu nem acreditei quando soube. Estudei aí e minhas filhas também estudam. É a melhor escola do bairro”, diz Ana Sousa, 35.

Apesar da comoção na comunidade, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), responsável por definir destino da Trenzinho Azul, não confirma a transferência nem a suposta desativação da General Manoel Cordeiro Neto. Confirma, porém, que estuda a mudança e mantém contato com a escola estadual.

“No momento, todas as informações sobre o tema estão sendo avaliadas. Assim que a Seduc tiver definição, será agendada reunião para comunicar à escola. A Seduc volta a assegurar que os alunos não serão prejudicados em suas atividades escolares”, diz a pasta, em nota oficial.

Um dos proprietários da Trenzinho Mágico, Manoel Moura, 62, afirma que a mudança também não é do interesse da instituição privada. “Nós queríamos ficar onde estamos. Até o governador já veio aqui apresentar proposta para a gente sair, mas nunca ficou nada certo. Nunca deram nenhuma garantia de que os alunos não serão prejudicados”, diz.

Responsável pelas obras do VLT, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) afirma que a Trenzinho Mágico é a única “remoção total” de imóvel não residencial do projeto. Afirma ainda que nenhum equipamento público será desapropriado. “Ao contrário do que falam por aí, o Governo tem buscado reduzir ao máximo as desapropriações”, diz assessoria da pasta.

Por causa das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), escola particular do bairro Vila União terá de ser removida nos próximos dias. A mudança pode afetar escola pública da região, avaliada pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para receber possível transferência de alunos da instituição particular atingida pelas obras. Embora o Governo do Estado afirme que não haverá perdas a nenhuma das partes, sentimento entre moradores é de confusão e insegurança.

“A gente não sabe se é verdade, se vai ter de mudar os filhos de escola nem se vão perder aula. A gente não sabe é nada”, diz a dona de casa Cleidiane Farias, 42. A história corre todo o bairro: uma das primeiras unidades públicas construídas na Vila União, a Escola Estadual General Manoel Cordeiro Neto estaria sob risco de ser desativada para receber transferência da Trenzinho Mágico, escola da iniciativa particular inclusa nas remoções do VLT.

A perspectiva da mudança desagradou moradores. Na última sexta-feira, pais de alunos e professores da escola realizaram protesto. “Eu nem acreditei quando soube. Estudei aí e minhas filhas também estudam. É a melhor escola do bairro”, diz Ana Sousa, 35.

Apesar da comoção na comunidade, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), responsável por definir destino da Trenzinho Azul, não confirma a transferência nem a suposta desativação da General Manoel Cordeiro Neto. Confirma, porém, que estuda a mudança e mantém contato com a escola estadual.

“No momento, todas as informações sobre o tema estão sendo avaliadas. Assim que a Seduc tiver definição, será agendada reunião para comunicar à escola. A Seduc volta a assegurar que os alunos não serão prejudicados em suas atividades escolares”, diz a pasta, em nota oficial.

Um dos proprietários da Trenzinho Mágico, Manoel Moura, 62, afirma que a mudança também não é do interesse da instituição privada. “Nós queríamos ficar onde estamos. Até o governador já veio aqui apresentar proposta para a gente sair, mas nunca ficou nada certo. Nunca deram nenhuma garantia de que os alunos não serão prejudicados”, diz.

Responsável pelas obras do VLT, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) afirma que a Trenzinho Mágico é a única “remoção total” de imóvel não residencial do projeto. Afirma ainda que nenhum equipamento público será desapropriado. “Ao contrário do que falam por aí, o Governo tem buscado reduzir ao máximo as desapropriações”, diz assessoria da pasta.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Capital ainda encontra dificuldades em contar a sua história por meio de bens, que sofrem com a falta de conservaçãoA capital cearense tem 287 anos. Com quase três séculos de existência, são muitas as histórias para contar através de sua arquitetura, bens materiais e imateriais. Isso, entretanto, não é tarefa fácil. A intenção ora esbarra na atitude de gestores públicos, ora na falta de informação e desinteresse da sociedade. Hoje, Fortaleza possui 28 bens tombados, sendo a maior parte deles no Centro. Alguns, mesmo protegidos por lei, estão completamente deteriorados e sem previsão exata para restauro.

O tombamento garante que o bem não seja derrubado ou destruído, pois toda intervenção passa a depender de autorização dos gestores públicos, como explica o coordenador de Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria de Cultura de Fortaleza, Alênio Carlos Alencar.

Isso, entretanto, não é o que acontece. A Escola Jesus Maria José e o Mercado da Aerolândia, por exemplo, carecem de restauro. A antiga escola pertence à Arquidiocese de Fortaleza, que cedeu o prédio à Prefeitura. O equipamento foi tombado em 2006, e espera reforma para abrigar a Casa da Fotografia.

Já a Secretaria Regional VI informou que a ordem de empenho para o início das obras do projeto de revitalização do Mercado da Aerolândia foi assinada no último dia 17 de julho. Para a obra, R$ 3,8 milhões já estão assegurados pelo Ministério da Integração Nacional. A obra deverá ser licitada até o mês de outubro. A partir desta data, o prazo de entrega é de dez meses.

Consciência
Tombar, manter e preservar vai muito além da reforma de um prédio antigo. O que o torna especial de fato é o sentido de ser de cada bem material ou imaterial. A sua preservação liga as gerações passadas às gerações futuras. É o que diz o professor de Mestrado em História da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Erick Assis. Para ele, não basta tombar, é necessário que a sociedade compreenda a necessidade de se preservar.

De acordo com o historiador, a população não se reconhece nos bens tombados, o que causa um sentimento de indiferença. "O grande problema com relação ao tombamento dos bens não se encontra na estrutura dos prédios, dos monumentos ou da lei, mas, sim, na sociedade".

Cuidados
A maioria dos tombamentos de Fortaleza aconteceu nos últimos oito anos, na administração da ex-prefeita Luiziane Lins (19). A gestão de Maria Luíza foi a segunda que mais tombou patrimônios (7), seguida pelas de Antônio Cambraia (1) e Juraci Magalhães (1). Dos 28 tombados na Capital, dez são de propriedade privada.

O proprietário de um patrimônio tombado ganha incentivos, como a redução ou isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Ele também tem deveres a cumprir: manter o bem em bom estado, além de dar a manutenção ou realizar reformas necessárias, preservando as características originais.


Bens Tombados
Espera por melhorias
O Mercado da Aerolândia aguarda o início das obras do projeto de revitalização, cuja ordem de empenho foi assinada no último dia 17 de julho. A Escola Jesus Maria José também espera reforma para abrigar a Casa da Fotografia. Já a Rua José Avelino é um dos poucos trechos de Fortaleza que ainda mantém pavimentação original em pedra tosca. Fotos: Lucas de Menezes


Mais informaçõesNo Diário Plus, versão exclusiva para iPad, é possível ver mais detalhes desta reportagem com galerias de foto e infográfico interativo. O conteúdo foi antecipado na edição de ontem à noite.

Preservação é desafio em Fortaleza

Capital ainda encontra dificuldades em contar a sua história por meio de bens, que sofrem com a falta de conservação
A capital cearense tem 287 anos. Com quase três séculos de existência, são muitas as histórias para contar através de sua arquitetura, bens materiais e imateriais. Isso, entretanto, não é tarefa fácil. A intenção ora esbarra na atitude de gestores públicos, ora na falta de informação e desinteresse da sociedade. Hoje, Fortaleza possui 28 bens tombados, sendo a maior parte deles no Centro. Alguns, mesmo protegidos por lei, estão completamente deteriorados e sem previsão exata para restauro.

O tombamento garante que o bem não seja derrubado ou destruído, pois toda intervenção passa a depender de autorização dos gestores públicos, como explica o coordenador de Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria de Cultura de Fortaleza, Alênio Carlos Alencar.

Isso, entretanto, não é o que acontece. A Escola Jesus Maria José e o Mercado da Aerolândia, por exemplo, carecem de restauro. A antiga escola pertence à Arquidiocese de Fortaleza, que cedeu o prédio à Prefeitura. O equipamento foi tombado em 2006, e espera reforma para abrigar a Casa da Fotografia.

Já a Secretaria Regional VI informou que a ordem de empenho para o início das obras do projeto de revitalização do Mercado da Aerolândia foi assinada no último dia 17 de julho. Para a obra, R$ 3,8 milhões já estão assegurados pelo Ministério da Integração Nacional. A obra deverá ser licitada até o mês de outubro. A partir desta data, o prazo de entrega é de dez meses.

Consciência
Tombar, manter e preservar vai muito além da reforma de um prédio antigo. O que o torna especial de fato é o sentido de ser de cada bem material ou imaterial. A sua preservação liga as gerações passadas às gerações futuras. É o que diz o professor de Mestrado em História da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Erick Assis. Para ele, não basta tombar, é necessário que a sociedade compreenda a necessidade de se preservar.

De acordo com o historiador, a população não se reconhece nos bens tombados, o que causa um sentimento de indiferença. "O grande problema com relação ao tombamento dos bens não se encontra na estrutura dos prédios, dos monumentos ou da lei, mas, sim, na sociedade".

Cuidados
A maioria dos tombamentos de Fortaleza aconteceu nos últimos oito anos, na administração da ex-prefeita Luiziane Lins (19). A gestão de Maria Luíza foi a segunda que mais tombou patrimônios (7), seguida pelas de Antônio Cambraia (1) e Juraci Magalhães (1). Dos 28 tombados na Capital, dez são de propriedade privada.

O proprietário de um patrimônio tombado ganha incentivos, como a redução ou isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Ele também tem deveres a cumprir: manter o bem em bom estado, além de dar a manutenção ou realizar reformas necessárias, preservando as características originais.

Bens Tombados
Espera por melhorias
O Mercado da Aerolândia aguarda o início das obras do projeto de revitalização, cuja ordem de empenho foi assinada no último dia 17 de julho. A Escola Jesus Maria José também espera reforma para abrigar a Casa da Fotografia. Já a Rua José Avelino é um dos poucos trechos de Fortaleza que ainda mantém pavimentação original em pedra tosca. Fotos: Lucas de Menezes


Mais informaçõesNo Diário Plus, versão exclusiva para iPad, é possível ver mais detalhes desta reportagem com galerias de foto e infográfico interativo. O conteúdo foi antecipado na edição de ontem à noite.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Buraco predomina na rua do Beco

buracio
Leitor do Blog apela à Prefeitura de Fortaleza.
Este buracão fica na rua Elizeu Uchoa Beco, quase esquina da rua Manuel Firmino Sampaio (Bairro Guararapes). Bem pertinho do Shopping Iguatemi e a cerca de 200 metros por trás do Shopping do Automóvel.

Trabalhadores são detidos por escavarem dunas


Quatro trabalhadores foram detidos pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), na manhã de ontem, 18, quando retiravam areia das dunas do Cocó. Segundo Jorge Verçosa, chefe da equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), o trecho pertence à Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie). Com os homens, a Polícia apreendeu três carros de mão, duas pás e duas enxadas.

Por volta das 11 horas, os operários foram encaminhados ao 15º Distrito Policial (DP), no bairro Cidade 2000. De acordo com Verçosa, “é necessário que haja autorização e licença ambiental (para intervenção na região), o que não foi constatado”.

Segundo o titular do 15º DP, Alízio da Justa, os homens foram ouvidos e liberados. Eles devem responder inquérito policial. “Ainda vamos fazer investigações para o caso. Os trabalhadores eram contratados por uma construtora que diz ter direito de propriedade do terreno”, relatou o delegado.
 
Aterramento

A areia, afirmou Verçosa, seria usada para aterrar uma região próxima à escavação, feita perto do cruzamento das avenidas Sebastião de Abreu e Padre Antônio Tomás. 

O POVO apurou que o aterramento estaria sendo feito para que sejam abertas ruas e realizada construção de empreendimento no local. 


A Seuma informou que os quatro homens estavam a serviço da Construtora Flórida. Representantes da empresa estiveram no 15º DP para acompanhar os depoimentos. “Foi lavrado um auto de contatação pela equipe de fiscalização da Seuma à empresa responsável. Eles terão cinco dias úteis para realizar sua defesa e a obra está paralisada. A Seuma também encaminhará um relatório ao 15º DP”, assegurou o chefe da equipe de fiscalização da secretaria.

Por nota, a Associação Cearense dos Empresários da Construção e Loteadores (Acecol) disse que a “área do Loteamento Jardim Fortaleza não integra o Parque do Cocó” e que “é falsa a afirmação que o terreno é uma Arie, tendo em vista que a referida legislação sofre questionamento judicial quanto à sua constitucionalidade”.

A nota relata também que “as pessoas, alvo da denúncia, procediam apenas a limpeza habitual do terreno”. (colaborou Emmanuel Montenegro).

Fortaleza é 6ª capital com maior taxa de homicídios de jovens


A família ainda não encontrou explicação. O assassinato de Webster da Silva Saldanha, então com 18 anos, foi há mais de dois anos. Webster morreu durante assalto a um ônibus da linha Planalto Ayrton Senna/Parangaba, em fevereiro de 2011, quando voltava do trabalho. Não reagiu, relataram testemunhas, mas acabou baleado pelos assaltantes.

“Meu Deus, a gente educa um filho, e do que adianta?”, questiona-se Francisca Lídia da Silva, 45, mãe de Webster, um dos 624 jovens mortos em Fortaleza em 2011. A estatística faz parte do Mapa da Violência 2013, divulgado ontem.

Na pesquisa, organizada pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (Cebela), Fortaleza é a capital com a 6ª maior taxa de assassinatos de pessoas entre 15 e 24 anos em 2011. O índice, que relaciona o número total de mortes ao da população, é de 129,7 casos para 100 mil habitantes - 148,4% a mais que em 2001 e 2,1% que em 2010.

Maceió, que está no topo do ranking, teve 288,1 para 100 mil; São Paulo, a maior metrópole do País, 20,1. Quando o documento foca os homicídios na população de todas as faixas etárias, Fortaleza passa para a 8ª posição no ranking das capitais.

Para o estudo, foram considerados os dados do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
 
Homicídios no Ceará

O Ceará ocupa a 11ª posição no Brasil na taxa geral de homicídios, com um índice de 32,7 mortes por 100 mil habitantes em 2011 - no total, foram 2.788 assassinatos. Em 10 anos, o índice quase dobrou: em 2001, ela era de 17,2 homicídios/100 mil pessoas. O aumento na década foi de 90,1%.

Os gráficos apontam uma escalada da violência a partir de 2010. De 2001 a 2009, a taxa passou de 17,2 para 25,4 homicídios. Em 2010, a taxa subiu para 31,9 homicídios. “A tendência, nos últimos quatro anos, é de aumento (no número de homicídios) e o Governo não está conseguindo barrar isso”, analisa o sociólogo Marcos Silva, pesquisador do Laboratório dos Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A tendência de alta também é observada em 2012 e 2013, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). No ano passado, foi registrado o pico de 3.571 assassinatos em todo o Estado. Nos cinco primeiros meses de 2013, houve um acréscimo de 20,6% no número de homicídios em relação ao mesmo período de 2012.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Doze PMs são assassinados neste ano no Ceará

“Somente neste ano, foram registrados 12 homicídios contra policiais no Ceará. Três das vítimas foram mortas nos últimos 10 dias, durante supostas tentativas de assalto. No ano passado, foram 17 mortes. Os dados são da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece). O último homicídio foi registrado esta semana, na noite da segunda-feira, no bairro Jardim Guanabara. O sargento da Polícia Militar (PM) Abraão Coelho de Morais, de 57 anos, foi alvejado com três tiros, durante um possível latrocínio.
De acordo com o supervisor do policiamento da Capital, major Dulcildo Bezerra, o homicídio ocorreu por volta das 21h50min, em frente à residência da vítima, localizada na rua Guilherme Mendes. O sargento estava numa motocicleta quando foi surpreendido por dois homens armados, que chegaram ao local realizando vários disparos. Dois tiros atingiram Coelho no tórax.
Após balearem o policial, os suspeitos fugiram levando a quantia de R$ 6 mil que a vítima havia sacado minutos antes, em uma agência bancária. Uma pistola da marca Taurus, de calibre ponto 40, também foi levada. O sargento foi encaminhado ao Frotinha do Antônio Bezerra, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.
Acusados presos
Na tarde de ontem, no barro Jardim Iracema, policiais do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) prenderam dois homens apontados como autores do crime. De acordo com informações do major Márcio Oliveira, comandante do Raio, José Carlos de Lima Martins, 43, e Marcos Bruno Saldanha Marques, 20, foram detidos com um revólver calibre 38 e um Corsa de cor preta, usados no latrocínio. Outro acusado, Bruno Oliveira Santos, 20, foi baleado na troca de tiros com o PM e está internado no Instituto Doutor José Frota (IJF), sob escolta policial.”
(O POVO

terça-feira, 16 de julho de 2013

2013 registra seis homicídios no bairro

Somente este ano, a Praia de Iracema, em Fortaleza, registrou pelo menos seis homicídios. Foram dois assassinatos em março, um em abril, um em junho e dois em julho. O caso mais recente foi o do padre Elvis Marcelino de Lima, morto no último dia 13.

O levantamento foi feito pelo O POVO a partir de dados divulgados no site da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). No ano passado, foram 11 homicídios no bairro, sendo nove somente no primeiro semestre (quatro casos a mais do que no mesmo período de 2013). 

Estatísticas


Outros dados da SSPDS sobre crimes registrados no bairro também apontam redução nos índices este ano, quando comparado a 2012. Houve queda nos casos de roubo e furto a pessoa e de roubo de veículos. O único aumento foi em furto de veículos.

Os casos de assalto diminuíram 2,6%. Foram 181 ocorrências de janeiro a abril deste ano, contra 186 no mesmo período de 2012. A redução de furtos foi de 34,7% (em 2013, foram 15 ocorrências. No ano passado, 23).

O roubo de veículos na região também caiu. A diminuição foi de 41,6% nos cinco primeiros meses do ano. Este ano, sete veículos foram roubados. No mesmo período de 2012, foram 12 casos. Já os furtos de veículo aumentaram 27,2%. Em 2013, foram 14 ocorrências. No ano passado, 11 casos.

Números contestados

As estatísticas, porém, não convencem pessoas como o comerciante Pedro Welington Sales Peixe, de 57 anos, que teve o estabelecimento arrobado por duas vezes este mês. O restaurante fica localizado na rua José Avelino, próximo ao local onde o padre Marcelino foi morto. “O policiamento na região é muito fraco. A rotina de assaltos nas esquinas é constante. Alguns criminosos costumam se passar por flanelinhas para assaltar”.

Morador da Praia de Iracema há 22 anos, o metalúrgico João Santos, 56, e diz que o volume de roubos e furtos cresceu muito nos últimos três anos. “Nunca vi tantos assaltos aqui como os que estão ocorrendo de 2010 para cá”.

A titular da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur), Adriana Arruda, atribui a violência no bairro ao tráfico de drogas”. “A mola mestra da criminalidade é a droga. Mesmo com as operações da Delegacia de Narcóticos (Denarc), combater o tráfico é muito difícil”, disse.

A pedido do setor de Relações Públicas da PM, O POVO tentou ouvir o comandante do Batalhão de Policiamento Turístico, coronel Cláudio Mendonça, e o comandante do 8º Batalhão da PM, tenente-coronel Sávio Bezerra. As chamadas nos celulares de ambos, contudo não foram atendidas.

Após assassinato, medo na região se intensifica 16.07.2013


Insegurança acaba afastando visitantes do local. Os que ainda frequentam, tomam suas precauções

O assassinato do Padre Elvis Marcelino de Lima, 47, no último sábado (13), traz à tona uma situação nada incomum na capital cearense: o problema da insegurança no entorno do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, na Praia de Iracema. Diariamente, relatos de quem frequenta ou passa pelo local dão conta de assaltos, arrombamentos e roubos de carros e até tentativas de sequestros relâmpagos. No início da noite de ontem, apenas um policial foi visto patrulhando a Praça Verde.

O Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura afirma que existe uma preocupação com a segurança de seus visitantes e procura manter um diálogo com as autoridades policiais no reforço à segurança do local FOTO: TUNO VIEIRA

Instrumento de promoção da arte e da cultura no Estado, o Dragão do Mar, e estabelecimentos próximos, acabam sendo um dos principais atrativos de Fortaleza. Os que passam por lá, no entanto, se previnem como podem. A estudante Regina Moura, 23, por exemplo, levou o enteado para passear, na noite de ontem, mas preferiu se manter na área do playground, que é cercado por grades de proteção. Para ela, não basta se trabalhar em mais policiamento sem mais investimentos nas questões sociais. "Falta ser feita muita coisa para a gente poder sair de casa se sentindo segura", diz.

Trabalhando nas redondezas todas as noites, o taxista Oliveira Costa, 48, afirma que os assaltos na Praça Verde e no entorno são diários, ressaltando que muitas famílias deixaram de frequentar o local com medo da ação dos bandidos. Além disso, reclama da presença de usuários de droga e de não vê policiamento. "Chego a rejeitar algumas corridas com medo. Na Copa das Confederações tinha policial até demais, mas depois que acabou sumiram". A funcionária pública Patricia Pinheiro, 34, que mora em Tocantins, mas visita com frequência a capital cearense, diz que costuma se precaver não saindo muito à noite. "O índice de violência está muito alto agora, e isso me assustou".

Para a gerente administrativa Edylla Souza, 25, andar pela região, somente em grupos. "Procuro chegar cedo e estacionar bem perto de onde estou, senão corro o risco de voltar e o carro não estar mais lá. Fico triste, porque é um lugar turístico e os que não conhecem nossa cidade sempre pedem para vir para cá, e nossa imagem sai prejudicada".

Em contato com o Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, a assessoria de comunicação afirmou que há uma preocupação com a segurança de seus visitantes, mantendo sempre o diálogo com as autoridades. Segundo a assessoria, em dias de eventos o Centro envia ofício para os órgãos competentes solicitando reforço policial. Sobre a frequência de visitantes, a assessoria de imprensa esclareceu, ainda, que já houve uma reconquista de público, mantendo sempre uma preocupação em levantar o espaço com investimento na programação.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Capital cearense tem efetivo escasso

Neste período de alta estação, as praias de Fortaleza seguem sempre lotadas. Com o aumento significativo de banhistas no mar, como as crianças, os riscos de acidentes aumentam, tendo os salva-vidas que redobrarem a atenção. Contudo, em toda a orla marítima da Capital, aqueles que são responsáveis para guardar vidas, diariamente, trabalham com um efetivo “escasso”, além de não contarem boas condições para realizarem o trabalho.
Na Praia do Futuro, existem cerca de nove postos fixos (torres de observação), contendo, pelo menos, dois a três salva-vidas. Algumas estruturas apresentam problemas. Muitas estão sem portas, quase caindo, em detrimento das ferrugens, e as cobertas, que deveriam privar os bombeiros do sol e da chuva, possuem buracos, expondo os bombeiros às intempéries do tempo.
Um salva-vidas, que não quis se identificar, relatou que no período da noite, as torres de observação são utilizadas como abrigos por marginais, como pontos de utilização de droga e até prática de sexo. “Chegamos de manhã, para assumir o serviço, e, muitas vezes, encontramos camisinhas usadas, pontas de cigarro, latinhas utilizadas por usuários de crack. Todo tipo de coisa”, realçou.
O major Salviano da Luz, do Corpo de Bombeiros, salientou que os guarda-vidas têm perfeita condição de realizar salvamento aquático em qualquer parte do litoral do Ceará. Segundo informou, “o Corpo de Bombeiros detém, na Praia do Futuro, dois jet-skis, um bote e viaturas estilos Troller para agilizar o salvamento”. Para os guarda-vidas, assegurou que é pago individualmente, protetor solar, óculos de boa qualidade, nadadeiras e um flutuador. Sobre o efetivo, informou que já foi aberta uma solicitação de proposta para concurso público que deverá abrir mais 270 vagas para soldados.
O fiscal de praia do Corpo de Bombeiros, sargento André, reconheceu que alguns postos estão desgastados, em virtude do tempo, e reafirmou que o Governo do Estado deverá realizar, no segundo semestre, uma reforma nos postos, além da realização do  concurso que “consequentemente, aumentará o número de salva-vidas”.
ATENÇÃO REDOBRADA
A advogada Lígia Machado, 33 anos, pontuou que ao ir para qualquer uma das praias da Capital, com suas duas filhas, a atenção é “redobrada”, tendo em vista, que na sua opinião, ainda é baixo o efetivo de salva-vidas. “Sempre procuro ficar próximo a um posto, o mar é perigoso, pode acontecer um acidente”, disse.
Já o aposentado Francisco Gilberto, 78 anos, ressaltou a importância do trabalho dos salva-vidas, e revelou que já foi testemunha de um salvamento na Praia do Futuro. “Esses meninos guardam nossas vidas, apesar de ver que falta mais estrutura para trabalharem, eles conseguem driblar as dificuldades”, afirmou.

APROSPEC
Para o diretor da Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Estado do Ceará (Aprospec), Rômulo Eustáquio, “não é só a orla marítima de responsabilidade do Corpo de Bombeiros, que compreende do Náutico ao Caça e Pesca, que está em situação crítica”.  Segundo ele, a monitoração de responsabilidade da Guarda Municipal, que inicia na Barra do Ceará, e segue até o Náutico, também, está em condições precárias. “Lá têm umas gambiarras de madeira levantadas, os guardas municipais compram os materiais do bolso deles, para melhor desempenhar o trabalho”, disse.

Banheiros completam 9 meses sem uso, apesar de concluídos

term parangaba banheiros
Em julho de 2011, a então gestão Luizianne Lins anunciou a reforma do banheiro masculino no piso do terminal da Parangaba, além da construção do banheiro feminino e de um elevador para pessoas com necessidades especiais. As obras foram concluídas ainda na gestão anterior, mas um “imbróglio” entre a Prefeitura de Fortaleza e a Caixa Econômica Federal impedem a inauguração dos equipamentos de primeira necessidade à população.
Há cinco meses, o coordenador do terminal, Vilemar Brito, disse ao Blog que aguarda com ansiedade a inauguração dos banheiros no andar térreo para que possa dar início às reformas dos banheiros do piso superior, que sofrem com encanação precária e estrutura deficiente.
Usuários com necessidades especiais e idosos acabam em situação vexatória, quando precisam fazer uso dos banheiros e não têm como subir a escadaria que dá acesso ao piso superior. Apesar de imprescindíveis à população, o Ministério Público ainda não se pronunciou sobre a questão dos banheiros do terminal da Parangaba.
DETALHE – Bom seria se nossos políticos e agentes da Justiça fossem obrigados a viver um dia no mês como a população, com direito a ônibus superlotados e atendimento pelo SUS

Manifestantes mandam foto sobre área desmatada do Cocó para construção de viadutos

atocoror
Manifestantes e pessoal do Sindifort circulam pelo local
Eis a situação, nesta segunda-feira, de trecho que a Prefeitura vem desmatando em área do Parque do Cocó com objetivo de abrir para obras de dois viadutos que prometem desafogar o tráfego naquela banda de Fortaleza. Ambientalistas estão no local e fazem protesto.
A Prefeitura esclarece que a derrubada, iniciada na última semana, só atinge 90 árvores e que haverá compensação ambiental como o plantio de três arvores por cada uma derrubada. Adianta ainda que a área não é de mangue.
(Foto – Haroldo Barbosa)

Sacerdote tentava conter crise; grupo pode fechar

A fragilidade financeira do Grupo Piamarta preocupava padre Elvis Marcelino. Nos últimos anos, o sacerdote dedicava horas e horas à implementação de medidas e busca de parceiros que dessem saúde ao caixa da instituição, ameaçada de fechar as portas em 2014 após 41 anos de trabalhos prestados.

O padre conseguiu melhorias. Reformou, por exemplo, a capela onde inúmeras atividades religiosas aconteciam no Centro Educacional da Juventude, na avenida Aguanambi, em Fortaleza. Todo em madeira, o equipamento estava carcomido de cupim. Agora reformado, recebeu uma multidão no velório do religioso, ontem . Mas a caminhada pela estabilidade econômica das unidades de ensino do grupo precisa de mais passos.

Só a verba repassada pelo Governo, o arrecadado em doações e o lucro da produção do restaurante-escola e da mecânica que funcionam no prédio da Capital não dão conta de manter a sede em Fortaleza, a escola agrícola de Limoeiro do Norte e a Casa da Criança e o Lar Nazaré, em Itaitinga.

São necessários R$ 7 milhões/ano (R$ 583 mil/mês) para ofertar os serviços educacionais e de inclusão social aos 2.470 alunos do grupo, 600 dos quais dependem por completo do Piamarta. Eles moram ou passam o dia nos quatro espaços. “Se o governo não socorrer, a previsão é de fechar ano que vem. Estamos de coração ferido pela morte do padre, mas não vamos deixar a luta dele ser em vão. Ele tombou em missão”, diz o padre José Dias Corrêa.

Segundo o coordenador de educação profissional do grupo, William Leite, os repasses governamentais diminuem ano a ano. Na tentativa de suprir essa lacuna com o fomento de doações, a instituição criou o movimento “Amigo do Piamarta”. É possível doar quantias em dinheiro ou mão-de-obra voluntária aos quatro equipamentos. “A gente já encaminhou mais de 20 mil pessoas pro mercado. Aqui, todo mundo tem o seu valor. Todo mundo tem nome e identidade. É o contrário do que eles encontram lá fora.”

O POVO tentou falar com o titular da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, Evandro Leitão, para saber da possibilidade de socorro do Governo ao Piamarta, mas ele não atendeu às ligações. O mesmo aconteceu com a assessoria de Leitão.

domingo, 14 de julho de 2013

Viaduto do Antônio Bezerra está em condições precárias


O viaduto do Antônio Bezerra, no cruzamento das avenidas Mister Hull e Perimetral, apresenta sérios problemas de manutenção. No início do elevado, ao lado da rua Engenheiro Serraine, há um vão de aproximadamente 22 metros sem proteção de grade, a uma altura de cerca de 5 metros no ponto mais alto. 

As calçadas da via, além de estreitas, têm buracos e bocas de lobo quebradas. O gradeado é frágil e balança com facilidade, se empurrado. Em determinado trecho, para conter a fragilidade acentuada da grade, foram soldadas escoras que invadem metade da calçada, impossibilitado o livre trânsito de ciclistas e cadeirantes.

“A impressão que dá é que a Prefeitura não cuida”, diz o estudante João Régis, que passa pelo viaduto diariamente, de ônibus. João alerta para o trânsito intenso da região nas adjacências do Terminal do Antônio Bezerra. Para ele, a falta de manutenção do viaduto e o excesso de velocidade dos veículos deixam os cidadãos em situação vulnerável.

A recepcionista de uma autoescola próxima, Rosângela Bernardini, relata que a região convive com constantes acidentes. “Acontece toda hora (acidente). O pessoal tenta atravessar a pista e é atropelado. Ninguém faz nada”, conta. Com comércios e moradias circundando o elevado, a condição precária da grade aumenta a preocupação com a segurança de quem transita, trabalha e vive no lugar.
 
Soluções
O Ministério Público recomendou à Prefeitura de Fortaleza, em 2011, a retirada das moradias e comércios irregulares do entorno do viaduto do Antônio Bezerra. Antes disso, a Prefeitura executou remoções em 2007 e 2009, mas os ocupantes acabaram voltando para lá. A retirada mais recente de pessoas da área foi em 21 de março deste ano, quando 25 famílias foram removidas do local. 

Para mantê-lo livre, a atual gestão municipal estuda a construção de um polo de lazer na região. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Executiva Regional (SER) III, o projeto ainda não pode ser divulgado.

Quanto à condição ruim da grade de proteção do viaduto, a SER III diz que ela será totalmente trocada.

Polícia Padre é assassinado a tiros na Praia de Iracema 14.07.2013

Um assalto na Praia de Iracema terminou na morte do diretor do Centro Educacional da Juventude Pe. João Piamarta, padre Elvis Marcelino de Lima, na noite de sábado (13).
O religioso foi surpreendido por três pessoas quando entrava em seu carro, estacionado próximo ao Centro Cultural Dragão do Mar. Ao tentar fugir foi atingido por disparos e morreu no local. Após o crime, o grupo fugiu no carro do padre.
Padre Elvis Lima foi morto durante assalto na noite de sábado Foto: Reprodução/Facebook
A ocorrência foi informada ao Ciops às 22h31. De acordo com a Polícia, o veículo foi encontrado abandonado na manhã deste domingo (14), próximo à Avenida Dom Manuel. Segundo um funcionário do Centro Educacional, no sábado Pe. Elvis Lima realizou uma missa no colégio às 17h, e de lá, seguiu para outra celebração na Praia de Iracema.
Os criminosos continuam foragidos.
Velório
O velório acontece a partir das 9h deste domingo (14) na Capela do colégio Pe. João Piamarta, na Av. Aguanambi, Bairro de Fátima. No local será realizado uma missa de corpo presente

sábado, 13 de julho de 2013

Protesto no entorno do Acquario deve se estender até a noite

Cerca de 40 pessoas ainda estão reunidas no entorno da obra do Acquário Ceará, na manhã deste sábado, 13. O evento, intitulado #ocupeacquario, foi divulgado no Facebook e prevê ainda oficinas, palestras e debate até às 19 horas, podendo se prolongar até mais tarde. Veja galeria de fotos.
A proteção da área está sendo feita por 60 policiais, 15 deles do Batalhão de Choque encarregados pela segurança da obra. Conforme o calendário do evento, os manifestantes estão realizando uma Plenária do Comitê Popular da Copa para tratar de temas como educação, saneamento básico e plebiscito para a construção do Acquario.
Mesmo com o arquivamento do projeto, os manifestantes solicitam que até a aprovação do plebiscito as obras permaneçam paradas

Ambulâncias paradas preocupam 13.07.2013


Enquanto a população reclama de atendimento do Samu, sete veículos são encontrados em oficina para conserto

Em meio a diversas questões envolvendo a saúde pública no Brasil, Fortaleza não fica atrás na quantidade de reivindicações, entre elas, o atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na Capital. As principais queixas da população são referentes à burocracia na abertura dos chamados e a demora para chegar aos locais.

Em apenas uma oficina, sete ambulâncias estavam paradas para conserto. A gerência do lugar disse não ser autorizada a dar informações Foto: Bruno Gomes

Diante desta situação, em que o número de veículos disponíveis pode ser fundamental para o êxito das ocorrências registradas, a reportagem do Diário do Nordeste flagrou, na manhã de ontem, somente em uma oficina, sete ambulâncias paradas. Em contato com o estabelecimento, a gerência informou não estar autorizado a repassar informações sobre os reparos.

Experiência

O supervisor de call center Edson Almeida, 26, sabe muito bem o que significa esse problema. Envolvido em um acidente de moto há menos de um mês, o jovem, que ficou bastante ferido, tentou utilizar o serviço do Samu, mas em virtude da demora, desistiu de esperar e foi para o hospital por conta própria.

Para ele, o ideal é que fossem disponibilizados mais ambulâncias para o resgate. "Passados 30 minutos, eu liguei para uma amiga e ela veio me pegar". Com sequela na coluna, o jovem acredita que se tivesse recebido o atendimento adequado a situação seria outra. "Ter os primeiros socorros já no local do acidente me livraria dessa sequela".

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Nascelia Silva, a situação é bastante preocupante e vem se estendendo há vários anos, atribuindo o problema a má gestão municipal. "Muitas vezes, os trabalhadores são responsabilizados por uma irresponsabilidade dos próprios gestores". Conforme avalia, a quantidade de veículos disponível, 11 no total, não tem como cobrir toda a cidade, chegando ao caso de haver apenas quatro ambulâncias rodando na Capital. "Os carros quebram todo dia. A população não sabe disso, mas tem dias que são apenas dois carros".

Para um atendimento de qualidade, no entanto, não basta ter mais carros em atividade, segundo ressalta Nascelia. Como agravante ao problema, a presidente destaca as péssimas condições de mobilidade urbana as quais Fortaleza está inserida, que dificultam ainda mais o atendimento de um caso de forma mais rápida. "É um trânsito que você não vê mudanças. Os corredores exclusivos não estão resolvendo o problema. São muitos engarrafamentos, acidentes no trânsito, o motorista não pode passar por cima dos carros. Precisamos urgente de políticas direcionadas à mobilidade".

Efetivo

O diretor técnico do Samu, Mozart Rolim, admite que o aumento da demanda populacional nos últimos dez anos vem atrapalhando o serviço, havendo a necessidade de melhorar, mas nega ter havido casos em que apenas quatro ambulâncias rodaram para cobrir toda a Capital. Segundo ele, Fortaleza conta, hoje, com 18 unidades do Suporte Básico de Vida, usadas nos casos em que o paciente não tem risco iminente de vida, quatro unidades do Suporte Avançado de Vida, usadas quando há o risco de vida, e mais quatro unidades de motolância. "Estamos tentando aumentar o número de ambulâncias nos próximos meses", afirma.

Sobre a quantidade de veículos fora de circulação no momento, o diretor informou que 80% da frota está rodando, e que os carros parados geralmente passam por reparos leves. Mozart Rolim destaca, ainda, que o Samu recebe, por dia, uma média de 3 mil ligações, mas apenas 300 geram remoção.

RENATO BEZERRA
REPÓRTE