quarta-feira, 26 de junho de 2013

Leonelzinho é condenado a pagar R$ 1,3 mil por furto de bicicletas

O vereador Leonelzinho Alencar (PTdoB) foi condenado pela justiça a pagar mais de R$ 1,3 mil de multa pela “obtenção e utilização criminosa” de material subtraído do PSDB na campanha eleitoral de 2010.
Ficou determinado que o valor em dinheiro fosse convertido em latas de leite que deveriam ser doadas ao Iprede até o final deste mês de junho.
Nos autos do inquérito policial consta que “dias antes das eleições estaduais de 2010, foram furtadas de Messejana, várias bicicletas ‘banners ambulantes’, cor azul, que faziam propaganda do PSDB.
Ainda de acordo com o texto do inquérito, Kamila Castro de Oliveira, à época secretária-executiva municipal do partido, recebeu informação de que as bicicletas estariam guardadas no galpão de uma transportadora, no mesmo bairro de onde foram subtraídas.
Na época, o material foi realmente encontrado no referido galpão e, de acordo com a secretária do PSDB, “na ocasião o proprietário do estabelecimento informou que o material pertencia ao vereador ‘Leonelzinho’ Alencar. O parlamentar, em seu depoimento à polícia declarou “ter comprado algumas bicicletas com som, e que elas estariam guardadas no aludido galpão onde foram encontrados os banners.
Complicação
O vereador ficou responsável por apresentar as notas fiscais do material no dia seguinte, mas enviou apenas o advogado. Ele  alegou que as bicicletas não teriam nota porque foram compradas em um ferro velho. Yuri Rodrigues Cordeiro, apontado como participante na ação, disse que comprou o material de um vendedor de sucata por R$ 20 a unidade.
A justiça entendeu que “pela desproporção entre o valor e o preço pago, além da condição de quem ofereceu o produto, o autor do fato deveria ter presumido que havia sido obtido por meio criminoso”. A oferta de transação penal foi oferecida pelo Ministério Público do Estado do Ceará.
Enquanto isso…
Em sua página no Facebook, o vereador publicou uma foto no momento da entrega do leite em pó ao Iprede, conforme determinação judicial, mas tratou o fato como um ato de “solidariedade independente de política.”
A publicação foi excluída do perfil do vereador após repercussão negativa na rede social
Publicação foi excluída do perfil do vereador após repercussão negativa na rede social (IMAGEM: Facebook)
Outros casos
Janeiro de 2013
O vereador Leonelzinho Alencar (PTdoB) foi acusado de improbidade administrativapor ter concedido recursos públicos municipais ao presidente do Instituto Jáder Alencar, e também tio dele, Solinésio Alencar, por meio de emenda parlamentar e convênios com a Prefeitura de Fortaleza. Leonelzinho Alencar foi acusado de enriquecimento ilícito com dinheiro da prefeitura de Fortaleza.
Setembro de 2012

A esposa do vereador Leonelzinho Alencar (PTdoB) recebia dinheiro do Bolsa Família, programa de transferência de renda do Governo Federal. Segundo informações disponibilizadas pelo Portal da Transparência, Adriana Lúcia Bezerra de Alencar fez oito saques de R$ 22, entre os meses de outubro de 2009 e agosto de 2010. O pronunciamento do vereador na Câmara Municipal causou polêmica entre os parlamentares.

Entidades denunciam “higienização social”

Cerca de 30 moradores de rua foram recolhidos, compulsoriamente, na Beira Mar e em logradouros públicos, no Centro de Fortaleza, desde o dia 14 deste mês, e levados para locais desconhecidos.
A denúncia, feita pela representação local do Movimento Nacional da População de Rua do Ceará, segue sendo apurada pelo Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas (NDHAC) da Defensoria Pública do Ceará. Segundo as acusações, na ação irregular de higienização social, que ocorre durante a madrugada, os supostos responsáveis utilizam fardas do Exército. A instituição, integrante das Forças Armadas, diz desconhecer o fato e nega qualquer participação nos atos.  
As ações, conforme o coordenador do Movimento da População de Rua, Marcelo Conde, ocorreram na Av. Tristão Gonçalves, nas proximidades da Estação de Metrô; onde 20 moradores foram recolhidos; na Praça da Sé; com cinco recolhimentos; e na Beira Mar, onde houve quatro ocorrências. Na Praça José de Alencar, segundo Marcelo, também foram registradas irregularidades, porém, os demais moradores, que alegaram ter fugido durante o procedimento, não conseguiram mensurar quantas pessoas foram levadas.
AÇÃO NA MADRUGADA
De acordo com Marcelo, os moradores são atraídos por pessoas vestidas com roupas de estampas camufladas, que remetem ao Exército, trazidas por kombis e caminhões. Os supostos recolhedores informam que irão garantir a expedição de documentos de identificação desta população, e logo, recolhem compulsoriamente as vítimas.
O destino dos moradores, que são transportados nestes veículos, é desconhecido. “Temos depoimentos de pessoas que conseguiram escapar das ações em diferentes locais e horários. E apesar destas pessoas não se conhecerem, elas descrevem, basicamente, o mesmo procedimento. Estranhamos muito que isso ocorra justamente no período da Copa”, completou.
INVESTIGAÇÃO
O Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas da Defensoria Pública do Ceará foi acionado, oficialmente, sobre os episódios, no dia 18 de junho, conforme o defensor público Régis Pinheiro. Segundo ele, até agora a Defensoria não conseguiu identificar pessoas que, supostamente, tenham sido vítimas dessas ações irregulares, nem quem são os autores de tal procedimento. Porém, o defensor ressaltou que o Núcleo, detectou uma significativa diminuição da população de rua, em dois locais denunciados pelo Movimento.
Na Av. Tristão Gonçalves, onde segundo o defensor, aproximadamente, 130 moradores de rua costumavam pernoitar, hoje, há somente cerca de 20. Na Beira Mar, de acordo com Régis, também foi verificada esta diminuição. Conforme o defensor, o Núcleo investiga ainda o deslocamento forçado desta população para duas cidades da Região Metropolitana, Guaiúba e Pacatuba. Entretanto, as vistorias realizadas pelo Núcleo, nesses municípios, ainda não comprovaram a suspeita. As investigações deverão ter continuidade, segundo o defensor. 
“ÓRGÃOS NÃO NOTIFICADOS”
De acordo com o defensor, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e o Ministério Público Militar foram oficiados, no dia 18 deste mês, sobre as denúncias. Porém, nenhuma resposta foi encaminhada pelos órgãos até o momento. Em contato com o jornal O Estado, a Assessoria de Comunicação da SSPDS garantiu que a Pasta não foi comunicada oficialmente sobre os procedimentos irregulares, que não tem relação com as ocorrências e por isso não se pronunciará sobre o caso. O jornal também tentou contato com o MPM, mas até o fechamento desta edição não obteve êxito.
O chefe da seção de Comunicação Social da 10ª Região Militar de Fortaleza, coronel Montefusco, garantiu que o Exército desconhece qualquer ação desta natureza e disse ainda que não foi notificado sobre as ações irregulares que, supostamente, envolvem agentes da instituição. O coronel pediu ainda que a equipe do Jornal oficializasse o contato e as informações apuradas na reportagem, através de um email, para que o Exército possa tomar nota sobre o assunto e assim encaminhar as devidas providências.
REPÚDIO ÀS AÇÕES
Conforme a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Setra), o titular da Pasta, Cláudio Ricardo, informou ter tido conhecimento das ocorrências, mas garantiu que não foi acionado pela Defensoria. De acordo com a Assessoria, ele ressaltou que a Pasta é completamente contra tal prática, tida como uma “medida de higienização social” e garantiu que a Assistência Social do Município continua atuando, normalmente, com o serviço especializado de abordagem de rua, sem intensificação, por conta da Copa das Confederações.
Serviço
• Denúncias relacionadas à violação de direitos da população de rua podem ser feitas, ao Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas da Defensoria Pública do Estado, através do telefone: 3278-7390.
THATIANY NASCIMENTO
thatynascimento@oestadoce.com.br

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Falta de boa iluminação deixa cidadão vulnerável


“Se as ruas fossem mais iluminadas, a gente saía, ocupava mais os lugares. Talvez, assim, pudesse afastar a violência de perto dos nossos filhos, mas a gente acaba se fechando dentro de casa”. A opinião vem da costureira Sandra Maria da Silva, 37, moradora do bairro Barra do Ceará. A crença de Sandra encontra apoio e explicações nos estudos da pesquisadora sobre violência e direitos humanos Glaucíria Mota Brasil, da Universidade Estadual do Ceará (Uece). A professora defende que uma boa iluminação pública inibe a ação de bandidos, diante dos eminentes riscos à noite.
O bairro onde Sandra vive está no topo do ranking dos mais violentos da Capital, com registro de 28 homicídios no primeiro quadrimestre deste ano, segundo estatísticas da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE). Ainda que a Secretaria não possua um mapeamento sobre horários e locais específicos onde mais ocorrem furtos e roubos a pessoas em Fortaleza, a professora Glaucíria alerta que o desleixo acerca do debate e da aplicabilidade sobre a confluência entre má iluminação e violência pode afetar, principalmente, o desenvolvimento de uma sociabilidade saudável.
Durante três dias, O POVO visitou 11 bairros da Capital pertencentes às seis Secretarias Executivas Regionais (SERs) e Centro. Buscou-se registrar ruas e avenidas - secundárias ou de fluxo intenso - mal iluminadas e conversar com os moradores sobre tal deficiência. O resultado são depoimentos amedrontados. “Tudo a gente marca para antes de anoitecer”, diz um morador do Mondubim. “Peço meus filhos para não ficarem conversando à noite na calçada com os colegas. É tudo tão escuro e deserto”, teme uma mãe no Meireles.
Iluminação x segurança
Coordenadora do Laboratório de Direitos Humanos (Labvida) e pesquisadora do Laboratório de Estudos da Conflitualidade e da Violência (Covio), os dois da Uece, a professora Glaucíria classifica como “muito pertinente” o cruzamento entre má iluminação das vias e ocorrências de casos de violência à noite. “Nossa cidade não é bem iluminada, mesmo com os postes todos funcionando. As luzes amarelas da forma como temos são ineficientes. A sensação de segurança do cidadão não depende só disso, claro, mas passa com grande importância pelo fator iluminação pública sim. Ruas mal iluminadas são muito mais propensas a assaltos e agressões”. A pesquisadora destaca que se sentir seguro abarca também outros cuidados, como manter uma cidade limpa, bem policiada e ordenada.
O sociólogo e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcos Silva, traz também à discussão a importância de a iluminação está inclusa nas demandas de políticas públicas de segurança. “Não se deve achar normal ter medo de se movimentar na cidade à noite”. De acordo com o professor Marcos, há “um déficit histórico de iluminação pública”. Ele diz que não se tem um projeto de urbanização adequado para uma cidade como Fortaleza. “É preciso possibilitar a boa convivência da coletividade e cuidar de espaços onde ela esteja presente, como as praças. Isso melhora a sensação de segurança”, acredita Marcos. (Colaboraram os motoristas Antônio Pessoa,Raimundo Fernandes e Ronaldo Bezerra)
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O POVO visitou 11 bairros da Capital para registrar locais com deficiência em iluminação pública - pontos recorrentes da ação de bandidos, e convida você a fazer o mesmo pelo mapa colaborativo no O POVO Online. 

ServiçoPara reclamar sobre falta de iluminação pública ou problemas de baixa potência das lâmpadas dos postes
0800 280 2115 (Citéluz / Iluminação Pública)

Saiba mais
Bairros e homicídios
Os bairros Barra do Ceará e Bom Jardim registraram os maiores índices de homicídios entre janeiro e abril deste ano. Foram 28 e 22 assassinatos, respectivamente, de um total de 662 ocorrências. Foram classificados como os bairros mais violentos da Capital.
Quando se trata de roubos e furtos de veículos, no mesmo período, o funesto topo é ocupado pelos bairros Messejana, José Walter, Mondubim e Henrique Jorge. Juntos, eles representam 13% do total de 2.090 veículos, cujos proprietários ficaram no prejuízo.

Ser cauteloso é melhor que ter ruas iluminadas

Para o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), delegado Dionísio Amaral, o fator iluminação é importante quando o crime ocorre à noite,mas, segundo defende, uma boa iluminação também não garante a segurança das pessoas. “É preciso, antes de qualquer coisa, ser cauteloso. É bom evitar locais de pouca visibilidade para estar ou estacionar, por exemplo”, orienta Amaral.
Já o diretor adjunto da Divisão de Homicídios, Franco Pinheiro, acredita que a iluminação interfere “muito pouco” nos índices de criminalidade. “Eles matam e assaltam de dia. Isso não inibe. Às vezes, até ajuda. Quanto mais claro, mais eles têm controle da situação. As pessoas precisam é estar mais prevenidas porque o bandido se aproveita de oportunidades”, justifica Franco.
O POVO buscou contato com o titular da Delegacia de Roubos e Furtos, mas as ligações ao celular não foram atendidas. Foi solicitado à SSPDS locais onde mais acontecem tais ocorrências e em que situações os casos são mais registrados. A Secretaria informou não dispor de tais estatísticas. (Sara Rebeca Aguiar)
Bastidores
Das 18h30min às 22 horas dos dias 4, 5 e 7 deste mês, foram pelo menos 120 quilômetros percorridos na Capital em bairros como: Aldeota, Barra do Ceará, Bom Jardim, Centro, Henrique Jorge, José Walter, Maraponga, Meireles, Messejana, Mondubim e Montese.
O POVO chegou às ruas e avenidas listadas no mapa por indicações de leitores e colaboradores. Em diversas vias e praças escuras, moradores chegavam à equipe para orientar sobre a necessidade de cuidados redobrados no local. Algumas ruas, como a Senador Jaguaribe, no Centro, foram fotografadas de dentro do carro por representarem perigo de assalto à equipe. Em nenhuma delas, O POVO viu policiais sequer nas proximidades.
Enquanto a equipe fotograva e conversava com pedestres e motoristas, na rua Canuto de Aguiar, no bairro Aldeota, duas mulheres chegaram queixando-se de um assalto que acabara de acontecer com elas. Contaram que, recém-chegadas de um desembarque no Aeroporto Internacional Pinto Martins, pararam em uma lanchonete ali próxima para tomar um caldo. O carro foi arrombado.
Malas, bolsas e outros pertences das mulheres foram levados pelos ladrões. Eram cerca de 21 horas da noite da terça-feira, 4 de junho.
Multimídia
Mapa Colaborativo
Indique locais mal iluminado

sábado, 22 de junho de 2013

Insegurança em Fortaleza é destaque na mídia espanhola


Os jornais falam que o Brasil é um suposto gigante 'em ebulição que deseja exportar sua imagem e que se comprometeu com todos os eventos que se possa imaginar


"
Apesar do nome, Fortaleza engana. Não é precisamente um fortim". É com essa expressão que a mídia espanhola vê Fortaleza.  Com grande destaque na mídia da Espanha, as manifestações em todo o Brasil não deixaram de lado as notícias sobre a Fúria. Na capa da versão online do El País, principal jornal da Espanha, o destaque do futebol é para a continuação da Copa das Confederações, mesmo após a sequência de atos no país do futebol.
 
O jornal considerou o Brasil como uma terra "sem controle" a partir de uma manchete do jornalO Globo e afirmou que o Brasil é um suposto gigante "em ebulição que deseja exportar sua imagem e que se comprometeu com todos os eventos que se possa imaginar". A publicação fala sobre os jogos Pan-Americanos de 2007, Copa das Confederações deste ano, Visita do Papa em julho, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
 
Outra preocupação do El País é que a equipe espanhola, que se encontra em Fortaleza desde a última sexta-feira (21), está em uma cidade que, de janeiro a abril, registrou 965 homicídios, em comparação aos números do ano passado, 1.628 assassinatos.
 
A recomendação de agentes de turismo espanhóis é que os hóspedes não se afastem muito da avenida Beira Mar.
 
Já o El Mundo, lembrou o assalto que a atriz Susana Werner, esposa do goleiro Julio Cesar, sofreu no bairro Aldeota.
 
O jornal ABC publicou um vídeo da chegada da Fúria em um hotel na Beira Mar com forte esquema de segurança e na matéria se ateve apenas a preparação do time para enfrentar a Nigéria neste sábado (22)
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terça-feira, 18 de junho de 2013

http://www.oestadoce.com.br/noticia/35-mil-criancas-nao-sabem-ler-e-escrever

Com o objetivo de promover novas políticas públicas para as crianças e adolescentes do Município, a Prefeitura de Fortaleza divulgou, ontem, no Paço Municipal, um documento sobre os atuais indicadores do perfil socioeconômico da população de Fortaleza, composta pela faixa etária de zero a 14 anos.  Elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), em parceria com o gabinete da primeira-dama, Carol Bezerra, o estudo aponta para que a próxima geração tenha um grau social maior, reduzindo, por exemplo, a pobreza. A atual gestão deverá a partir de hoje, investir, prioritariamente, na Educação.
Todo o estudo foi baseado no Censo de 2010, onde, Fortaleza, já contava com cerca de 54 mil crianças e adolescente com idade de zero a 14 anos, o que representava 26% da população total. Victor Hugo Miro Couto Silva, que participou da elaboração do Estudo pelo Ipece, afirmou que se o Município deseja que a futura geração tenha uma mão de obra mais qualificada e uma cultura elevada, é necessário realizar, a partir de agora, um esforço dedicado nesta fase etária, para que, assim, se erradique, também, o ciclo vicioso da pobreza.
O censo informou que 436.358 crianças e adolescentes, estão na escola.  Entretanto, a faixa etária considerada pelos grandes estudiosos, como fundamental para o desenvolvimento do indivíduo que é de zero a três anos, das 134.801, apenas, o contingente de 8.228, têm acesso à creche.
“A percepção, nos números dos estudos, aponta que a pobreza tende a se perpetuar dentro de uma família que já é pobre. Uma forma de romper, é oferecer educação de qualidade. Esse é o instrumento de política pública que pode romper com o clico Intergeracional da pobreza”, disse Vitor Hugo, realçando, que algum dia, essa política pública precisa tornar-se realmente de extrema prioridade em Fortaleza”.
ANALFABETOS
Outro indicativo, que chama atenção e preocupa a atual gestão, é que cerca de 34.570 crianças de seis a 14 anos não sabem ler e escrever na Capital. No mapeamento das Regionais, onde o problema é de maior pertinência, está a Regional V,  com  11,5 %  e as Regionais I e VI com 10,9% e 10,2%, respectivamente.

O diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba, classificou como “grave”, a atual situação social da infância e adolescência, em Fortaleza. Segundo ele, a situação potencializar-se-á quando as atuais crianças e adolescentes chegarem ao mercado de trabalho, pois encontrarão  uma situação de desigualdade.  O diretor do Instituto avalia que a falta de educação contribui para uma sociedade violenta.
“Então, se Fortaleza é uma cidade completamente injusta e desigual, pelo que se observa nos números, a gente tende a continuar com esse perfil social. E o desdobramento disso, é o que a gente vê, hoje. Fortaleza tornou-se uma cidade violenta, perigosa de se viver, e que uma das soluções estruturais deve ser a implantação de creches para crianças de zero a três anos e escola em tempo integral”, reverberou, assegurando que o Governo do Estado vai construir junto com a Prefeitura, 29 escolas de tempo integral de ensino médio, nos bairros mais violentos da Capital.
110 mil adolescentes e crianças na miséria
Se a Educação é primordial para o desenvolvimento da sociedade, a situação econômica é um fator determinante. Mas, a pesquisa assinalou que, já em 2010, Fortaleza tinha 109.523 crianças e adolescentes de zero a 14 anos, vivendo  na condição de extrema pobreza, sobrevivendo com menos de um quarto de salário, que corresponde a  cerca de R$ 170,00 e 167.485 vivendo com R$ 170,00  a R$ 339,00.
Entre todas as Regionais, a situação com maior número de crianças vivendo, na extrema pobreza ficou por conta da Regional V, com o contingente de 29.056.  Além da falta de equipamentos para agregar todas as crianças e adolescente à Educação, o documento aponta outro fator que pode interferir diretamente no desenvolvimento infantil, que é a questão da a estrutura familiar. Atualmente, 146.784 crianças vivem em domicílios uniparentais.

Conforme a primeira-dama, Carol Bezerra, o documento será usado para direcionar a aplicação de novas políticas públicas, na infância e na adolescência, de acordo com que foi “enxergado” no Estudo. “Trabalhar em cima de dados concretos da realidade de Fortaleza, facilita o nosso trabalho e foca onde mais precisa ser trabalhado”, reafirmou.
Sobre a falta de creche para atender a atual demanda, Carol Bezerra afirmou que desde que iniciou esta gestão, essa foi uma preocupação pertinente do prefeito Roberto Cláudio e do secretário de Educação, Ivo Gomes. “Estamos trabalhando com afinco na questão das creches, não adianta aumento, por exemplo, aumentar o número de matrículas, quando, também, tem que elevar a qualidade”, completou.

Aeroporto de Fortaleza é o mais atrasado nas obras para a Copa do Mundo

O ministro-chefe da secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, constatou que oAeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, é o mais atrasado nas obras para a Copa do Mundo de 2014. Para ele, as obras vem em um ritmo  muito baixo. “Nós já estamos reunidos com o consórcio que executa a obra lá, que é o mesmo do Galeão, [no Rio de Janeiro], para que os problemas que existam possamos resolvê-los para garantir o cumprimento do calendário”, disse.
No início de maio, Moreira Franco visitou as obras no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Em reunião com o governador Cid Gomes e o prefeito Roberto Claudio, o ministro disse na ocasião que era imprescindível a conclusão das obras no prazo estipulado. "É fazer ou fazer”, disse à época.
A entrega da primeira etapa das obras do Aeroporto Internacional de Fortaleza está prevista para março de 2014, com uma ampliação do terminal de passageiros, pátio de aeronaves e adequação do sistema viário.
Após a conclusão da primeira etapa, o Aeroporto de Fortaleza terá capacidade para atender a 8,6 milhões de passageiros por ano e deverá absorver uma demanda estimada de 7,4 milhões de embarques e desembarques em 2014. O terminal de passageiros hoje tem 38.500 m² e ao término da segunda etapa, que deverá ser concluída em 2017, a área total do terminal será de 133.820 m², com capacidade operacional para 11,2 milhões de passageiros ao ano. 
Segundo o ministro, o caso mais grave era no Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim, mas o problema, de acordo com ele, já está equacionado. Moreira garantiu que os compromissos assumidos com as empresas que executam as obras serão cumpridos. “Com relação aos aeroportos da Copa, eu não tenho plano B. Eu só tenho plano A. O calendário está definido. Esses aeroportos precisam estar em condições de operar com capacidade para atender à demanda que teremos. Creio que esse problema vamos enfrentar com sucesso”, declarou.


Na avaliação de Moreira Franco, houve uma expectativa elevada em relação ao número de pessoas passando pelos aeroportos no período da Copa do Mundo, e quando vieram os números da Federação Internacional de Futebol (Fifa) foi possível verificar que a movimentação seria menor, do ponto de vista do uso das estruturas, que garantem a mobilidade das pessoas. “Um percentual muito alto dos ingressos está sendo vendido para pessoas que vivem na região metropolitana. Então a pressão sobre o sistema não é uma pressão que corresponda à expectativa gerada. Creio que quando tivermos a visita do papa Francisco, aí sim teremos uma situação que pressiona em um só ponto”, explicou.

Também com vistas à Jornada Mundial da Juventude, o ministro disse que a secretaria está se articulando para um esquema de atendimento nos aeroportos com mais agilidade, quando houver o fim do encontro. Segundo Moreira Franco, o check out nos hotéis será por volta do meio-dia e a tendência é das pessoas irem para o aeroporto. “No caso do Galeão a expectativa é de fazer uma área grande, com praça de alimentação e internet, para que os jovens que estejam esperando os voos não fiquem dentro do sítio aeroportuário até que possam tomar os seus voos sem que isso redunde em um agravamento da circulação dentro do aeroporto”, disse.

O ministro negou a possibilidade de mudanças no comando da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), conforme chegou a ser noticiado na imprensa. “Não há nenhuma articulação ou movimento nesse sentido. Seria absolutamente equivocado e até um pouco leviano se colocar às vésperas da Copa das Confederações uma notícia dessa que gera certa inquietação. Estamos trabalhando para garantir qualidade e eficiência. Basta os problemas reais que já temos no sistema aeroportuário brasileiro. Não vamos criar problemas desnecessários”, declarou.

Preços no aeroporto até 296% mais caros geram queixas 18.06.2013


A sensação dos passageiros que viajam pelo País é de que nos aeroportos, os preços estão ainda mais caros

Não é preciso chegar ao hotel ou a Arena Castelão para que o turista sinta que está pagando mais caro por produtos e serviços. Basta ele colocar o pé na cidade, ainda no Aeroporto Internacional Pinto Martins, e lá está a diferença gritante entre os preços identificados dentro e fora do local. No setor de alimentos, a variação chega a ser quatro vezes maior. A sensação dos passageiros que viajam frequentemente pelo País é de que nos aeroportos, os preços estão ainda mais caros por conta do evento esportivo, principalmente, nas cidades que recebem os jogos da Copa das Confederações.

"Como a gente precisa esperar o voo, o jeito é comprar um lanche para não ficar com fome. E ainda temos poucas opções", afirma o engenheiro pernambucano Herculano Lins, que esteve no aeroporto ontem. Para tomar um café com leite acompanhado de uma porção de pães de queijo, gastou R$ 16,80. "Na rua, com esse valor, é possível almoçar", completa.

Impacto

Fora do aeroporto, na Casa do Pão de Queijo, o consumidor compra um bolinho por R$ 2,40. Preço que salta para R$ 6 (150%) no Pinto Martins. O café expresso de 50 ml custa R$ 2,40 na rua e R$ 4 (66%) no aeroporto. O suco de laranja com acerola de 400 ml varia de R$ 3,60 para R$ 8 (122%). Já o tradicional pão de queijo vai de R$ 2,60 para R$ 4 (53%).

O mesmo processo pode ser identificado no Bob´s. Só que a diferença entre os preços é menor. Fora, o milk shake clássico de 500 ml custa R$ 8,50, valor que sobe para R$ 9 (6%) no aeroporto. O sanduíche Big Bob varia de R$ 10,50 para R$ 17,25 (64%). A batata frita média vai de R$ 4,40 para R$ 4,80 (9%). E a casquinha de sorvete é comercializada a R$ 1,75 fora e a 2,00 (14%) no aeroporto.

Restaurante

No restaurante Sheng Chi, os preços dos alimentos escolhidos pela reportagem não sofrem variação. O quilo do self service, por exemplo, é vendido por R$ 51, e o yakissoba custa R$ 34,50. Apesar disso, o estabelecimento segue os outros com relação aos preços de produtos industrializados. Uma latinha de refrigerante de 350 ml custa R$ 5,00.

Industrializados

No aeroporto, uma barra de cereal Trio de 20 g vale R$ 4. Com o mesmo valor, em supermercados de Fortaleza, como o Pão de Açúcar, o consumidor compra quatro unidades e ainda recebe troco. Um bombom Sonho de Valsa é encontrado por R$ 2,50, valor três vezes maior que o dos supermercados.

Já uma barra de chocolate branco Laka vale R$ 4,99 na rua e R$ 12 (140%) no aeroporto. E o preço da batata Pringles pula de R$ 9,65 para R$ 15 (55%).

Decon

A secretária executiva do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor no Ceará (Decon/CE), Ann Celly Sampaio, destaca que o abuso de preços existe no aeroporto, considerando as altas variações, que chegam a mais de 100%. Por outro lado, avalia que a questão é bastante subjetiva.

´Livre mercado´

"Vivemos num livre mercado. Geralmente, não obtemos êxito nas ações judiciais relacionadas ao assunto. Argumenta-se que nos preços dos produtos estão embutidos todos os custos, como o do aluguel. O que podemos fazer é orientar o consumidor a procurar estabelecimentos com preços diferenciados, não acima do mercado", diz a secretária.

Contraponto

O gerente do Sheng Chi do aeroporto, Gabriel Alves de Sousa Filho, informa que os valores dos pratos de lá são os mesmos da unidade da Avenida Washington Soares.

Com relação a produtos industrializados, o representante da Sheg Chi afirma que a empresa procura sempre vender mais barato que os outros estabelecimentos, completa.

A Casa do Pão de Queijo e o Bob´s também foram procurados pela reportagem, mas ambos preferiram não se pronunciar sobre o assunto.

ENQUETE

O que acha dos valores que você encontrou?

"Recentemente, viajei por sete capitais brasileiras. Nas cidades-sede da Copa das Confederações, percebi que estão cobrando ainda mais caro. Isso é muito desagradável para todos os consumidores e não é bom para o turismo"

Henrique Outeda
Enfermeiro

"Os preços nos aeroportos estão mais caros porque a demanda está aumentando por conta da Copa das Confederações. Com relação aos alimentos, muitas pessoas compram porque não tem outras opções. Os valores deveriam ser mais justos"

Lígia Correia
Administradora de empresa

Quiosque econômico foi licitado e vigora em julho

A instalação de quiosque para exploração comercial de lanchonete com preços registrados no Aeroporto Internacional Pinto Martins já foi licitada. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o contrato passa a vigorar no próximo dia 1º de julho.

Com a lanchonete popular, os preços de itens ofertados deverão sair mais em conta para o consumidor, como é o caso do café expresso, a R$ 2,60 FOTO: REUTERS

A empresa vencedora do processo licitatório foi a Amba Shopping Coffee Ltda. ME, que poderá explorar a área por um período de 48 meses.

O quiosque deve passar a operar próximo ao posto de informações da Infraero, no primeiro piso. A preços mais acessíveis, os passageiros poderão optar por diversas bebidas não alcoólicas e alimentos, como refrigerantes, sucos, água, café, chás, achocolatados, além de lanches, biscoitos, salgadinhos e sanduíches.

Outra iniciativa da Infraero para aumentar a oferta de serviços no aeroporto e reduzir os preços cobrados são as "vending machines", máquinas de venda automática de alimentos e bebidas. No Pinto Martins, existem dois conjuntos de três máquinas, sendo uma na sala de embarque e outro no saguão.

Com relação aos valores dos produtos alimentícios em estabelecimentos do aeroporto, a Infraero informa que muitos poderiam vender os itens mais em conta, pois não pagam tão caro pelo espaço e têm receitas altas.

Fluxo em junho

Com a perspectiva de fluxo de 500 mil passageiros neste mês de junho, já incluídos os 14,5 mil turistas residentes a mais de 500 quilômetros de Fortaleza e que já adquiriram ingressos para o jogo Brasil x México, "o Pinto Martins está preparado para a Copa das Confederações". A garantia é do superintendente da Infraero, Wellington Santos.

De acordo com ele, o número de passageiros previstos para circular este mês no aeródromo foi estimado com base no movimento registrado em igual mês de 2012, quando passaram pelo aeroporto de Fortaleza, entre embarques e desembarques, 474,9 mil pessoas. "A Copa das Confederações é um evento muito pontual, difícil de mensurar o fluxo", justificou o executivo. (RS)

RAONE SARAIVA
REPÓRTER

























segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cadê a consciência cidadã?

espigoa
O vandalismo não perde tempo. Algumas luminárias como esta do espigão da Praia de Iracema, em frente ao Bar Boteco, apareceram quebradas. Triste, pois esse prejuízo será pago por todos nós contribuintes.
(Foto – Daniela Nogueira)

… E na fachada escrito em cima que é um lar…

foto eliomar morador rua 130614
Em pleno sol escaldante do meio-dia, eis que alguém dorme em seu “lar”, para mais tarde trabalhar como flanelinha. Em plena calçada do chique Náutico Atlético Cearense, na área da Beira Mar.

Buraco no Centro leva apreensão a motoristas

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Um bueiro aberto, no cruzamento das ruas Pedro Pereira com 24 de Maio, no Centro, vem causando apreensão entre motoristas e transeuntes. Segundo vendedores ambulantes, que trabalham nas proximidades, o buraco está aberto há pouco mais de um mês e já provocou quatro acidentes de trânsito.
Lojistas afirmaram para o Blog que já reclamaram para a AMC e para a Cagece, mas até este domingo (16) nenhum dos órgãos apareceu para constatar o perigo.

domingo, 16 de junho de 2013

16/06/2013 Vamos começar a fazer uma Fortaleza mais cidadã?

Existem cidades cotidianas dignas de puxões de orelha. Talvez, se você e eu repararmos, fazemos parte delas - ou pelo menos permitimos que elas sigam existindo - e, sim, também merecemos uma chamada de atenção. Porque, deixe-me perguntar, quantas vezes, vendo um lixo jogado pelo chão de Fortaleza por mãos indelicadas, nos abaixamos para recolhê-lo? Quantas vezes, empurrados na fila do terminal de ônibus, paramos, sem reproduzir o empurrão?

Reflitamos.

Você e eu nos acostumamos à indelicadeza e, vez ou outra, a reproduz - como se fosse o natural. Essa é a verdade. E assim, reproduzem-se várias Fortalezas mal-educadas, onde não vale a norma aprendida na escola de, abrindo os braços, descobrir qual é o próprio espaço de direitos e deveres. Por aqui, o espaço público (a soma coletiva dos espaços individuais) parece ser de todos e de ninguém e, talvez por isso, seja tão maltratado.

Jogar o lixo na rua é maltratar. É um “errozinho”, como justificou a dona de casa Sandra Maria Lucas, de 42 anos, ao descartar o pacote de pipoca no meio-fio da rua Barão do Rio Branco, no Centro - com a lixeira a menos de três metros. “Eu não tinha prestado atenção... Mas em casa eu não faço isso”, garantiu e seguiu o caminho. Não recolheu o papel abandonado no chão da grande casa que é a cidade.

No trânsito é que as indisciplinas se materializam. Parece que nem há lei. O que impera é a necessidade individual - e que os outros se virem para seguir caminho. Parado na mesma Barão do Rio Branco, pisca-alerta aceso (para muitos, sinal de permissão), o motorista particular aguardava. A topique ocupava uma das faixas. “Eu tô fazendo certo e não tô”, argumentou (?) o motorista - que não quis dizer o nome.

A atitude dos motoristas pode nem incomodá-los pessoalmente, mas faz com que pessoas como a dona de casa Lucicleide de Brito, 22 anos, arrisquem-se. Ela e outros pedestres são obrigados a trocar calçada por asfalto para seguir caminho. “Se eu vou pro meio da pista, os carros podem bater em mim”, lembra ela, seguindo pela avenida Gomes de Matos, no Montese.

Depende de mim

“Fileira de pessoas, colocadas umas atrás das outras, por ordem de chegada, que se forma nos lugares de grande afluência de interessados”. Isso é uma fila - no dicionário, pelo menos. Porque, nos terminais de ônibus da Capital, não há muito respeito à definição. “Vão empurrando, empurrando, passando na frente”, descreve a doméstica Antônia Pereira, de 54 anos, esperando o Antônio Bezerra/Papicu. E como transformar fila-do-terminal em fila-do-dicionário? “A pessoa tem que mudar”, ensina a salgadeira Maria Edilene da Silva, 42.

“A gente espera cada um fazer a sua parte”, reforça o pizzaiolo Rubens Fabrício, 25, um dos vários pedestres a esperar pela delicadeza dos motoristas na avenida Senador Carlos Jereissati, a do Aeroporto. “A gente espera sempre melhorar”, resume Rubens. Que tal começar a construir uma cidade mais gentil agora?

Multimídia

Contra o desrespeito, bom humor
O site do movimento “Esta vaga não é sua nem por um minuto” disponibiliza “multa moral” para motorista que ocupa irregularmente vaga de estacionamento para pessoas com deficiência. Você pode imprimir a “multa” e colocá-la no carro do infrator. Site: is.gd/opsfW7

Números

82%
dos brasileiros entrevistados em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) reconheceram que é fácil desobedecer às leis no País

79%
dos entrevistados concordam que, sempre que possível, o cidadão apela para o “jeitinho”. A pesquisa investigou o cumprimento das leis no Brasil

Saiba mais

O poder público tem papel de conscientizar, fiscalizar e punir as ilegalidades, lembra a secretária do Urbanismo e Meio Ambiente, Águeda Muniz. E tem tomado medidas para isso: a AMC realiza operação para coibir estacionamento que, em um mês, rebocou 689 veículos e autuou 2.553 veículos.
 
A Seuma retirou, até sexta-feira, 5.421 estruturas irregulares que causavam poluição visual.

 
Além disso, 272 equipamentos sonoros que estavam sendo usados de forma irregular foram apreendidos até a mesma data