quinta-feira, 30 de maio de 2013

Estudante é vítima de sequestro-relâmpago no campus da UFC do Porangabuçu

Uma estudante de odontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), campus do Porangabuçu, foi vítima de um sequestro-relâmpago na tarde da última terça-feira, 28, enquanto entrava em seu carro.
De acordo com a estudante, que preferiu não se identificar, os bandidos a levaram no momento em que ela entrava no seu carro, por volta das 17h, empurraram ela para dentro do veículo e fizeram diversas ameaças de morte. Durante a ação, que durou cerca de duas horas, um dos criminososa forçou a fazer um saque no valor de R$ 600 em uma agência localizada na avenida Bezerra de Menezes.
A estudante foi liberada em um ponto próximo ao North Shopping. O pai da estudante prestou um Boletim de Ocorrência (B.O) no 2º Distrito Policial, no bairro Meireles. O carro da jovem foi encontrado nesta madrugada. Conforme a Polícia informou à jovem, o veículo foi utilizado para vários outros crimes na noite da última terça.
CRIMES FREQUENTES
A estudante informou ao O POVO Online que crimes como este estão acontecendo cada vez com mais frequência na região do Porangabuçu. "Não é a primera vez que acontece isso e vai continuar acontecendo se não houver nenhuma medida de segurança na área", afirmou a jovem.
OUTRAS OCORRÊNCIAS
Nesta segunda-feira, 27, uma estudante da Universidade de Fortaleza relatou ter sido vítima de um assalto no estacionamento da Universidade. Carolina Araripe, de 19 anos, estavaa caminho de seu carro quando avistou um homem suspeito que se aproximou e anunciou o assalto. O bandido fez ameaças e conseguiu levar R$ 170 e os celulares dela e de sua amiga que estava no carro. A estudante pediu ajuda aos seguranças, porém o suspeito não foi encontrado. Ela prestou depoimento no 26º Departamento de Polícia.
PROVIDÊNCIAS
O POVO Online conversou com o diretor da Divisão de Segurança da UFC, que informou que a segurança feita pela Universidade responde mais por casos que ocorram dentro do campus do Porangabuçu, mas já está sendo providenciada, de maneira informal,uma parceria com a Polícia Militar e com o Ronda do Quarteirão na área, reforçando o policiamento na área de forma a inibir os assaltantes da região.
Ainda de acordo com Silva Neto, está sendo feito um planejamento, previsto para ser efetivado até o dia 15 de junho, para implantar uma Ronda na área do Porangabuçu, de forma a garantir mais segurança aos alunos.

Número de furtos de veículos permanece quase inalterado

Enquanto o número de roubos de veículos cresceu, permanecem quase inalterados os casos de furto (quando objetos são subtraídos sem uso de violência). Em 2012, ocorreram 881 crimes. Neste ano, foram 878 casos. O Centro de Fortaleza lidera as estatísticas, com 86 crimes entre janeiro e abril. Em seguida estão Messejana, com 40 casos, e Parquelândia, com 39.

Conforme O POVO publicou no último dia 25 de janeiro, o Centro também foi o bairro onde mais se roubaram e furtaram veículos em 2012. Foram 387 crimes, média de mais de um caso por dia.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) realizou a operação “Centro Seguro”, entre novembro de 2012 e janeiro de 2013. Janeiro, porém, registrou 22 furtos e oito roubos de veículo.

No último dia 23 de março, uma jornalista de 24 anos, que não quis se identificar, teve o carro furtado na avenida do Imperador. Comandante do Ronda do Quarteirão do Centro, o capitão Otoniel Nascimento atribui furtos à grande movimentação na área. (Thiago Paiva)

Vehicle theft grows 61%

In the first four months of this year, 2,090 motor vehicles were stolen in the city, according to information from the Department of Public Security and Social Defense (PDSS). Compared to the same period last year, there was an increase of 61% in the number of registered cases. In the first quarter of 2012 were 1,297 vehicle thefts.


According to the documents, the neighborhoods with the highest incidence of theft are situated in the areas south and west of the city. They are: Messejana (80 cases), José Walter (70), Mondubim (63) and Jorge Henrique (63).


The peak in the number of crimes occurred last March when it was recorded the highest volume of burglaries since last year. In 31 days, there were 554 cases of theft registered.


The balance was made by

PEOPLE based on data available on the website of PDSS. Theft statistics include all types of motor vehicles: cars, motorcycles, trucks, vans, scooters and other.


Assault


But it was in Manibura Park, on April 9, the law student Ana Paula Nascimento, 32, had stolen the car. The university was the four year old son in the vehicle when she was approached by two armed men on the street Matias Barbosa. "They came out of an alley. Jumped in front of a car and another on the side, both armed. Told me to move to the passenger seat, but asked to take my son's car. That's when they gave up the lead, "he recalled.


Vehicle documents and belongings were stolen. Part of the material, including the car was found after one week. "I was very scared because of my son. In front of a gun, you get no reaction. Is deaf. Is silent. Impotence is full. Why there is so much death in assaults. I think people react by fright, fear, "he says.


Holder Precinct Robbery and Theft of Vehicles and Loads (DRFVC), the delegate Dionysus Amaral said it does not comment numbers and that the matter should be handled directly with the PDSS. A spokesperson for the department said the minister, Colonel Francisco Bezerra, could not attend because it would be in Brasilia. Bezerra accompanying Governor Cid Gomes in a hearing on the Confederations Cup.


Natal police commander, Colonel Carlos Ribeiro said he went on a mission and could not speak to the report.

Roubo de veículos cresce 61%

Nos quatro primeiros meses deste ano, 2.090 veículos motorizados foram roubados na Capital, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 61% na quantidade de casos registrados. No primeiro quadrimestre de 2012, foram 1.297 roubos de veículos.

Segundo os documentos, os bairros com maior incidência de roubo estão situados nas zonas sul e oeste da cidade. São eles: Messejana (80 casos), José Walter (70), Mondubim (63) e Henrique Jorge (63).

O pico no número de crimes ocorreu em março último, quando foi anotado o maior volume de assaltos desde o ano passado. Em 31 dias, houve 554 casos de roubo registrados.

O balanço foi feito pelo 

O POVO com base em dados disponíveis no site da SSPDS. As estatísticas de roubo incluem todos os tipos de veículos motorizados: automóveis, motocicletas, caminhões, caminhonetes, motonetas e outros. 

 
Assalto

Mas foi no Parque Manibura, em 9 de abril, que a estudante de Direito Ana Paula do Nascimento, 32 anos, teve o carro roubado. A universitária estava com o filho de quatro anos no veículo quando foi abordada por dois homens armados, na rua Matias Barbosa. “Eles saíram de um beco. Um pulou na frente do carro e outro na lateral, ambos armados. Mandaram eu passar para o banco do passageiro, mas pedi para tirar meu filho do carro. Foi quando eles desistiram de nos levar”, recordou.

Veículo, documentos e pertences foram roubados. Parte do material, incluindo o carro, foi encontrada uma semana depois. “Tive muito medo por conta do meu filho. Na frente de uma arma, você fica sem reação. Fica surda. Fica muda. A impotência é total. Por isso existe tanta morte em assaltos. Acho que as pessoas reagem pelo susto, pelo medo”, diz.

Titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), o delegado Dionísio Amaral disse que não comenta números e que o assunto deveria ser tratado diretamente com a SSPDS. A assessoria de imprensa da secretaria informou que o titular da pasta, o coronel Francisco Bezerra, não poderia atender porque estaria em Brasília. Bezerra acompanha o governador Cid Gomes em uma audiência sobre a Copa das Confederações.

Comandante do Policiamento da Capital, o coronel Carlos Ribeiro disse que participava de uma missão e não poderia falar com a reportagem.

Alunos dizem conviver com o medo

Nos arredores do campus do Porangabuçu, as histórias de assaltos e o medo de estacionar ou ir às paradas de ônibus são comuns. As ruas Alexandre Baraúna, Delmiro de Farias, Ana Neri e Mosenhor Furtado são, de acordo com os alunos da UFC, as mais perigosas.

A presença de policiais é apontada como rara. “Quase não venho de carro porque não tem onde estacionar. Quando venho, procuro deixar perto do flanelinha que o pessoal já conhece. É menos ruim”, disse a estudante Alana Delfino.

Um dos “olhadores de carro” do lugar, Francisco José Rodrigues, 20, presenciou o sequestro da última terça e disse que não pôde reagir, mas avisou a outros estudantes. “Coisas assim são difíceis de acontecer, mas arrombamentos são quase toda semana.”

Bruno Gadelha, aluno de Medicina, estacionou ontem o carro em uma esquina antes do cruzamento onde Mara foi sequestrada. “Se eu colocar muito longe, venho no meio da aula para tentar achar outra vaga”, revelou. (Sara Oliveira)

36 escolas mapeadas como de ´alto risco´ 30.05.2013


Alunos do período noturno de uma escola pública tentaram agredir uma professora após a chegada de PMs

O clima está pesado nas escolas públicas de Fortaleza. A violência tem reinado: furtos, assaltos, brigas, tráfico de drogas ameaçam o aprendizado. As vítimas agora foram alunos da Escola Municipal Maria Bezerra Quevedo, Novo Mondubim. Um vídeo que circula na Internet, e já teve mais de 3 mil visitas, mostra estudantes agredindo professores, repudiando a presença de policiais militares que iriam proferir palestra sobre a paz. Na tentativa de controlar o fenômeno, a Secretaria Municipal de Educação (SME) mapeou 36 escolas tidas como de "altíssimo risco".

O uso e o tráfico de drogas "tomam conta" das escolas, conforme a coordenadora do Departamento de Mediação de Conflitos Escolares, Lady Vieira. Segundo ela, em alguns casos, é necessária a ajuda policial Foto: Rodrigo Carvalho (29/11/11)

O incidente, ocorrido no último dia 20, foi prova da vulnerabilidade existente nos corredores escolares. Tendo o entorno dominado pelo tráfico, pelas gangues e brigas, a escola foi palco de verdadeiras cenas de guerra.

O vídeo mostra três alunos chutando portas, tentando bater em uma profissional. Um jovem chegou a ser detido e dois foram transferidos. O estopim foi a presença de PMs que foram chamados para tentar mediar o clima.

"Estudantes foram convidados para ver uma palestra sobre paz. Alguns rejeitaram o convite, a diretoria mandou fechar o portão e pancadaria começou", afirma Luciano Nery, coordenador do Distrito de Educação V. Nessa mesma unidade, no dia 3 de julho do ano passado, um vigilante foi assassinado a tiros.

A diretora e uma professora já foram demitidas e uma junta interventora está no local para tentar acalmar os ânimos. A unidade estava "abandonada, faltava pulso", diz. Segundo ele, espaço agora terá normas e código de conduta rígido. A SME condena a atitude de fechamento dos portões e pede diálogo. O órgão afirma que "nada justifica o ato de destruição do patrimônio".

Problemas

Infelizmente, essa cena não é isolada. Para a coordenadora do Departamento de Mediação de Conflitos Escolares, Lady Lima Vieira, o uso de drogas e o tráfico estão "tomando conta"; não há mais segurança e tranquilidade.

"Infelizmente, em alguns momentos temos que pedir ajuda policial. Estamos tentando criar núcleos de mediação nas unidades mais complicadas, vamos fazer trabalho de parceria com diversos sujeitos para levar paz, ordem e dignidade", garante.

Na Secretaria Executiva Regional (SER) I, por exemplo, oito escolas já têm espaços para mediar. Conforme estudo feito pela SME, tendo como base as vulnerabilidades sociais, há, na Capital, 36 escolas que merecem mais atenção da gestão: cinco no Distrito de Educação (ED) I, quatro no ED II, quatro (ED III), duas no ED IV, 11 no ED V e 10 no VI.

Para Rejane Hélvia, assessora técnica de Gestão Escolar da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc), a realidade também se estende para o Ensino Médio.

Uma importante orientação é a implantação em todas as escolas estaduais das Comissões de Prevenção à Violência. "Quando acontece uma situação de violência, a orientação é que seja encaminha diretamente aos conselhos tutelares. Ainda não temos um instrumento específico de acompanhamento dessas denúncias. Outra forma de denunciar é através da ouvidoria do Estado".

´Presença da Polícia não seria melhor solução´

Para o assessor comunitário do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca-Ce), Laudeni Gomes do Nascimento, a presença da Polícia não é a melhor solução. "Os policiais não têm referência na juventude em mediação de conflitos. Pelo contrário, em muitos casos, algumas práticas de abordagem da Polícia são exageradas, desta forma construindo uma imagem negativa da instituição. Segundo, porque que a presença da Polícia num ambiente já hostil irá tornar o ambiente mais complexo", afirma Laudeni Gomes.

Para ele, não há, no entanto, uma receita já pronta, diante de um tema tão polêmico. Uma saída pode ser "aplicação de medidas preventivas de participação, estabelecendo diálogos entre alunos, pais, professores. Parceria entre escola e comunidade".

Para o tenente-coronel Paulo Sérgio Braga Ferreira, comandante do Batalhão do Ronda do Quarteirão, o grupamento tem vários projetos de mediação comunitária, entre eles o Programa de Resistência às Drogas e Violência (Proerd) que já atendeu 300 escolas no Ceará e mais de 270 mil alunos. Sobre o caso na Escola Maria Bezerra Quevedo, informou que não irá se pronunciar até apurar mais o fato.

IVNA GIRÃO
REPÓRTER 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Study on violence in Fortaleza Posted on 02/03/2013

The IPEC - Strategic Applied Research Institute in Ceará, according to Professor Flávio Ataliba, coordinating a study with members of the Secretariat of Public Security state, violence in Fortaleza.

Today in Uol an article signed by journalist Renata Giraldi, the Agency Brazil, in Brasilia, says it was in the North and Northeast that most increased the rate of homicides in Brazil.

The full information:

The highest growth rates of homicides in the country was recorded in the North and Northeast during the period 1999-2010. On average there were 15 murders for every 100 inhabitants in 1999, that number jumped to 35 murders in 2010. In the same period, there was a reduction in numbers in São Paulo, Minas Gerais and Rio de Janeiro.

The result is the search for "The Socioeconomic Advancement, Backward In Public Safety, Brazilian Paradox?" By Professor Dr. Luis Flávio Sapori, coordinator of the Research Center of Public Security of the Pontifical Catholic University of Minas Gerais (PUC-MG). The study uses data from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), the Institute of Applied Economic Research (IPEA) and the United Nations

The cities that recorded the highest increase in homicide rates, according to the survey, were Maceió, Recife, Salvador and Belém For Sartori, what is surprising is that these regions received public investments in an attempt to increase social inclusion, and yet, reported "significant increase" in violence.

"The crime is affected by social factors are complex and diverse, that are beyond mere social inclusion," said the researcher to the Agency Brazil, noting that the implementation of efficient social policies would produce results significant in daily country. As examples, he cited measures implemented by state governments in Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais and Pernambuco.

Sapori praised installing measures such as the Pacifying Police Unit (UPP), controlled by the state government to dismantle the organized groups of drug smuggling and weapons in Rio de Janeiro. Sapori but warned that the measure "will not stop the trafficking of drugs," but it is an action that "can prevent this trade is conducted based on the physical and psychological coercion."

Total de homicídios em Fortaleza em 2012 é mais de seis vezes maior do que o que a OMS considera epidemia

Fortaleza Sem Medo
As estatísticas comprovam o medo sentido pela população de Fortaleza
Nesta semana falei no meu comentário na Tribuna Band News FM (101,7) sobre ativismo digital, comentando a respeito do que alguns chamaram de “investigação social”. Nada mais do que pessoas se reunindo em fóruns pela internet para analisar fotos, vídeos, fatos, delírios, tudo que pudesse servir de pista para localizar os responsáveis pelo atentado de Boston.
Um tema que hoje mobiliza as redes sociais dos moradores de Fortaleza é a violência. Todos os dias os testemunhos de vítimas se multiplicam. Não tem hora, local, nem razão. Não existe local seguro na cidade. Cercas de arame em aspirais usadas nos campos de concentração da segunda guerra são “moda” em Fortaleza. No condomínio onde moro tem uma coisa horrosa dessa. Já escrevi que é impossível não ter medo em Fortaleza. A violência atinge o interior, os estádiosnoite e diatodas as estatísticas provam a urgência da situação. Eu morei 25 anos no Rio, um em São Paulo, passei temporadas em Luanda e Salvador e posso dizer com bastante preocupação: nunca senti medo, o que hoje, sobretudo quando estou com a família, sinto o tempo todo em Fortaleza.
A partir do mesmo sentimento, os profissionais de marketing Bosco Couto e Elias Hissa resolveram criar uma página no facebook – https://www.facebook.com/Fortalezasemmedo – para transformar todo este caos de desesperos pessoais num movimento coletivo e integrado. Hoje são cerca de sete mil pessoas fazendo parte, trocando informações e propostas. Segue entrevista com Bosco Couto, que explica com mais detalhes o que é e o que pretende o “Fortaleza sem Medo”
Tribuna do Ceará – Quem criou e por que foi criada a página Fortaleza sem Medo?
Bosco Couto – Eu e o Elias criamos a página e o movimento, somos dois empresários, temos uma empresa especializada em estratégia e marketing. Tínhamos uma inquietação com o estado da cidade, suja, feia e principalmente violenta, sempre discutíamos que deveríamos usar parte de nossa energia e de nosso conhecimento em estratégia para uma causa social, para ajudar a cidade. Com o crescimento da violência em Fortaleza, evidenciado pelas notícias e relatos  de algumas pessoas, começamos a amadurecer que esta seria a causa. Temos filhos pequenos e não queríamos que eles crescerem rodeados por grades, com medo de andar na rua ou pior, que fossem as próximas vítimas. Acho que pensar em nosso filhos foi o empurrão que faltava e após ler uma notícia sobre um crime, escrevi um texto chamado pequenos massacres diários, que você publicou no Tribuna do Ceará. O texto teve uma enorme repercussão e dias depois criamos o FortalezaSemMedo.
Tribuna do Ceará – O movimento tem uma proposta muito bem formatada. Existe alguma entidade por trás da iniciativa?
Bosco Couto – Não, ela é bem formatada porque nosso trabalho é o desenvolvimento de estratégias e planos. A gente faz isto todo dia e nossa cabeça é treinada para pensar assim. Quando criamos o movimento, pensamos que seria bom planejar o movimento e não só desabafar. Entendemos de fato sobre engajamento, hábitos, comportamentos, etc e sabíamos que teríamos que trabalhar o movimento em 3 frentes: mostrar a realidade nua e crua, com fatos, dados e relatos, pois isto engajaria as pessoas e com muita gente o Poder Público seria pressionado; pesquisar ideias e iniciativas já realizadas pelo mundo, pois só reclamar cairia no lugar comum, queria ter ideias para dizer, cobramos e sugerimos, no mundo corporativo, sempre dizemos que quando for chegar com um problema a pessoa deve trazer a solução, fizemos o que cobramos dos outros, para isto fizemos uma grande pesquisa com ideias e programas de outras cidades, lemos revistas e livros e usamos nosso conhecimento em planejamento e estratégia para organizar, reformular e criar algumas ideias que faltavam e terceiro, fizemos conexões e usamos o pensamento em design para estruturar os pensamentos e textos, explicando melhor, sabemos que gráficos funcionam melhor que textos, recortes de jornais, manchetes, pequenos quadros comunicam bem melhor. Também indagamos mais do que afirmamos, o que leva as pessoas a pensarem. Usamos nosso conhecimento para potencializar a causa.
Não existe nenhum partido político conosco, nenhuma entidade, nenhuma empresa. Somos somente eu e o Elias, e agora quase sete mil pessoas.
Tribuna do Ceará – Há uma impressão de que as pessoas preferem contar no facebook os casos de violência sofridos a registrar boletins de ocorrência. Isso existe?
Bosco Couto – Tem duas análises neste ponto. Uma é que existe um certo descrédito no sistema, não por culpa da polícia e sim por culpa do sistema todo. Algumas pessoas acham que não vai dar em nada, que não existe estrutura para investigar e isto desestimula muita gente, neste sentido muitos recorrem ao FortalezaSemMedo, pois acreditam que colocando suas histórias estão ajudando a pressionar a opinião pública e a mídia, que por sua vez pressionam o Governo a mudar este contexto, e de fato os relatos ajudam muito. A segunda questão é a do desabafo, a pessoa que sobre uma violência, um trauma precisa compartilhar e desabafar para poder suportar melhor, ela precisa gritar, neste sentido também o FortalezaSemMedo funciona bem.
Tribuna do Ceará – Esse é um ponto importante. Muitas manifestações nas redes sociais parecem apenas desabafos. Como o ativismo digital pode ter um desdobramento concreto?
Bosco Couto – Muitas são de fato desabafos e isto é muito válido. O direito de falar, de reclamar, de sugerir, de ser ouvido. Desta forma as pessoas participam de fato de uma causa pública e isto é ótimo, pois é transformador, gente que às vezes estava conformada e acomodada e de repente se engaja e tem sua voz escutada. É uma forma de estímulo à cidadania. Só este fato já seria uma conquista, mudar a mentalidade de uma população que geralmente só pensa em seus problemas e passa a pensar e agir pelo coletivo. O desdobramento disto é que muitos começam a participar e o grupo vai aumentando, quanto mais gente, mais pessoas acreditam n movimento e se estimulam a entrar, vira uma bola de neve.
Muita gente significa relevância e relevância significa que o coro dos descontentes engrossa e isto pressiona o poder público. Deixamos de ser invisíveis e passamos a incomodar, principalmente quando temos ideias e dados, não é só reclamação. O Governo já nos monitora, já ligou para a gente, já apresentamos nosso movimento e ideias para a prefeitura, já somos matéria de jornal e programas de rádio e aí a pressão aumenta. O tema segurança faz parte da pauta da sociedade e agora do Governo, isto é uma grande conquista.
Tribuna do Ceará – Existe algum diagnóstico confiável do quadro de segurança na cidade?
Bosco Couto – Sim ,claro, um caos, assaltos diários em todos os bairros, taxas altas de homicídios. Só para você ter uma ideia, Fortaleza em 2012 teve 1.628 homicídios. Isto equivale a aproximadamente 66 homicídios por grupo de 100mil habitantes, Fortaleza tem 2.450.000 habitantes. São Paulo, que tem 10.800.000 habitantes, teve em números absolutos em 2012, 1.497 homicídios, ou seja, 13,86 homicídios por grupo de 100mil habitantes. Note que em números absolutos temos mais assassinatos que São Paulo, que está sujeito às mesmas leis, sendo que SP tem 4X a população de Fortaleza. Além disto nossa taxa de homicídios por 100mil é 66 e SP é só 13.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera acima de 10 homicídios por 100mil uma EPIDEMIA. Em Londres a taxa é de 2 por 100mil. Só em janeiro e fevereiro deste ano já foram registrados 305 homicídios em Fortaleza. Se fizermos uma projeção simples (305 dividido por 60 e multiplicado por 365) o número vai para 1.855 homicídios em 2013, o que daria 75,7 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. Bogotá, que já foi considerada uma das cidades mais perigosas do mundo tinha em 1995 uma taxa de 80 por 100mil. Hoje, depois de vários programas estruturados de combate a violência, a cidade estampa um índice de 22 homicídios por 100mil, ou seja, muito mais segura que Fortaleza. O número de assaltos a coletivos é outro absurdo e penaliza a população mais necessitada da cidade. Em 2012 foram 557 ocorrências, no ano todo, em 2013 somente nos 3 primeiros meses foram 579, ou seja 3 meses já tem mais assalto que 1 ano todo.
Tribuna do Ceará – Hoje quase 7 mil pessoas fazem parte do Fortaleza Sem Medo. Por tudo que vocês têm ouvido e conversado, já existe hoje esperança em dias melhores, com os cidadãos de Fortaleza podendo ocupar com tranquilidade o espaço público?
Bosco Couto – Sim, esperança sim. Achamos que ainda existe um longo caminho, mas já temos sinais positivos. Primeiro de parte da sociedade que está discutindo o tema e exigindo respostas. Mudar isto já é uma vitória. Segundo: o Governo está incomodado, está ciente do movimento e das ideias, a reação ainda é de negação, de desqualificar, mas sabemos que ele está agindo, errado ou não, estruturado ou não, saiu do estado de letargia. Acredito que deve aparecer algumas ações do Governo em breve, mudança de lideranças, estruturação, etc. Mas uma mudança interessante está vindo do lado da prefeitura. Foi criada a secretaria de segurança cidadã, foram convidadas pessoas sérias, estudiosas do tema.
Foi criado um grupo multidisciplinar que se reúne toda segunda e eles estão pensando em soluções coerentes. Nos chamaram para apresentarmos as nossas ideias. Fizemos isto, eles gostaram, muita coisa eles já tinham pensado, outras não. Perguntaram se podiam usar as ideias na cidade. Demos o sinal verde, ou seja abriram um canal de diálogo e querem de fato mudar. Já estão agindo em temas que são da competência da prefeitura, como ordenamento urbano, fechamento de bares, retiradas de barracas irregulares, vão rever a iluminação, calçadas, segurança nos terminais. Se usarem nossas ideias, (17 se aplicam à prefeitura), já será uma grande vitória.
A roda está girando, constante, o tema é complexo e difícil, não se resolve rápido, mas as ações têm que começar agora.

Estudo sobre violência em Fortaleza Publicado em 02/03/2013

O Ipece – Instituto de Pesquisas Estratégica Aplicada no Ceará, segundo o professor Flávio Ataliba, coordena um estudo, com integrantes da secretaria de Segurança Pública estadual, a violência em Fortaleza. 
Hoje, no Uol, uma matéria assinada pela jornalista Renata Giraldi, da Agência Brasil, em  Brasília, diz que foi no Norte e Nordeste que mais aumentou a taxa de homicídios no Brasil.
A íntegra da informação:
O maior crescimento das taxas de homicídios do país foi registrado nas regiões Norte e Nordeste no período de 1999 a 2010. Em média, eram 15 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes em 1999, número que saltou para 35 assassinatos em 2010. No mesmo período, foi registrada uma redução dos números em São Paulo, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
O resultado está na pesquisa “Avanço No Socioeconômico, Retrocesso Na Segurança Pública, Paradoxo Brasileiro?”, do professor doutor Luis Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas de Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). O estudo usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e das Nações Unidas
As cidades que registraram maior aumento nas taxas de homicídios, conforme a pesquisa, foram Maceió, Recife, Salvador e Belém. Para Sartori, o que surpreende é que essas regiões receberam investimentos públicos na tentativa de aumentar a inclusão social, e, no entanto, registraram “aumento expressivo” da violência.
“A criminalidade é afetada por fatores sociais diversos e complexos, que estão além da mera inclusão social”, disse o pesquisador à Agência Brasil, lembrando que a execução de políticas sociais eficientes surtem efeitos expressivos no cotidiano do país. Como exemplos, citou medidas aplicadas pelos governos estaduais no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e também em Pernambuco.
Sapori elogiou a instalação de medidas como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), controlada pelo governo estadual para desarticular os grupos organizados de contrabando de drogas e armas no Rio de Janeiro. Mas Sapori alertou que a medida “não vai acabar com o tráfico de drogas”, porém é uma ação que “pode evitar que esse comércio seja realizado com base na coerção física e psicológica”.

Fortaleza: Cidade está cercada pelo medo e violência 11/01/2013



O ano de 2013 começa com desafios para a área de segurança do Governo do Estado. A cada dia, um tiroteio. E dessa guerra entre bandidos e polícia, estão vítimas inocentes em todas as idades. Nem mesmo os policiais – homens e mulheres dedicados a defender a população, conseguem escapar do cerco dos marginais. Uma onda de crimes crescente e sem limites. Para quem mora em Fortaleza, a sensação de segurança é no papel, mesmo com alguns carros do ronda do quarteirão em circulação e policiais em motos. Os números da violência neutralizam, porém, a chamada sensação de segurança. São assaltos a mão armada, arrastões em avenidas de grande fluxo de carros e famílias dentro dos veículos como reféns do tudo ou nada dos bandidos. As cenas de violência voltaram a acontecer nesta quinta-feira (10) na Via Expressa – uma das principais avenidas de Fortaleza. Uma das vítimas – uma mãe com uma criança de três anos de idade se viu cercada por assaltantes armados e entrou em pânico. Na Avenida 13 de maio, clientes de um restaurante, após voltarem do jantar, encontraram carros arrombados. Muitas dessas ocorrências não chegam à polícia. As pessoas, cansadas, não querem perder tempo em delegacias, É a violência que cresce e tira o sono de cada cidadão, mãe, pai de família. E para escapar dos bandidos: muita oração.
Clique no link comentar e ouça o áudio completo do editorial.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Eight homicides in Greater Fortaleza 27/05/2013

The Coordinating Integrated Security Operations (CIOPS) recorded eight homicides in Greater Fortaleza, from Saturday to Sunday. Among these crimes is a double homicide in Vila Velha, in Fortaleza.

According to information from police, the two young men, 24 to 27 years, identified only as James and Francis, were murdered in the street Palmácia by four men who were on two motorcycles. The motivation for the crime is unknown. The suspects were not identified. The event occurred around 20 hours on Saturday, will be investigated by the team of Homicide and Protection of Persons (DHPP).

The other deaths occurred in Messejana; Mondubim; Park Brothers; Park St. Anthony in Itaitinga; Set in Bandeirantes and the district Pajuçara in Maracanaú.

Oito homicídios na Grande Fortaleza 27.05.2013


A Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) registrou oito homicídios na Grande Fortaleza, de sábado para domingo. Dentre estes crimes está um duplo homicídio ocorrido no bairro Vila Velha, em Fortaleza.

De acordo com informações da Polícia, os dois jovens, de 24 e 27 anos, identificados apenas como Tiago e Francisco, foram assassinados, na Rua Palmácia, por quatro homens que estavam em duas motocicletas. A motivação do crime é desconhecida. Os suspeitos não foram identificados. O caso, ocorrido por volta das 20 horas de sábado, será investigado pela equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

As outras mortes aconteceram em Messejana; Mondubim; Parque Dois Irmãos; Parque Santo Antônio, em Itaitinga; no Conjunto Bandeirantes e no distrito de Pajuçara, em Maracanaú.

Poço da Draga padece com problemas crônicos

THATIANY NASCIMENTO
thatynascimento@oestadoce.com.br

São 505 casas, que abrigam cerca de 2.029 moradores. Uma comunidade centenária, cravada na beira da antiga Praia Formosa, hoje, Praia de Iracema. “Esmagados” por grandes equipamentos turísticos e culturais de Fortaleza, os residentes do Poço da Draga, embora veja o “progresso” passar no entorno, ainda não usufruem dos possíveis benefícios. Nem mesmo a localização estratégia, nos mais de 100 anos de existência, serviu como apelo. Hoje, a comunidade ainda padece com a ausência total de saneamento básico.
“Mudou o tempo, mudaram as pessoas. Tudo aqui cresceu, mas quando chove a água ainda alaga tudo. Infraestrutura mesmo é o que pouco vi crescer aqui”, relatou a aposentada Geraldina Pereira Costa, que com 89 anos, já viu o cenário que circunda a comunidade passar por inúmeras transformações urbanísticas. Residente no local desde o tempo em que as atividades da alfândega (atual prédio da Caixa Cultural) ocorriam a pleno vapor, ela lamenta as mazelas que atingem e acredita que com a “articulação” dos mais jovens será possível alcançar, de fato, as melhorias necessárias.     
O pescador Francisco Daniel, conhecido como “Chico da Rosa”, que há 30 anos reside na comunidade, partilha das percepções da aposentada. Na parede da sua casa, marcas da água da chuva, que a cada precipitação, alaga novamente o imóvel. “São décadas vivendo assim. Já subi o chão da minha casa três vezes”, disse mostrando uma janela, que de tanto a casa ser aterrada, hoje, já está próxima ao chão.

ACÚMULO DE MAZELAS
Somada à falta de saneamento básico, ausência de creches, posto de saúde, alto índice de desemprego, e um diálogo inexistente entre a comunidade, e o “desenvolvimento” que a cerca, “vemos o progresso passar em nossa porta, mas não somos incluídos e continuamos sofrendo com as mesmas faltas”, desabafou a moradora do local e diretora da ONG Vilamar, que atua no interior da comunidade, Isabel Lima.

De acordo com ela, apesar da construção e/ou reestruturação de grandes equipamentos, no entorno, como a reforma do calçadão da Praia de Iracema, recuperação do Pavilhão Atlântico, inauguração da Caixa Cultural e a execução da obra do Acquário, nenhuma dessas intervenções alcançou a comunidade, de modo a envolver os moradores nas possíveis atividades. “A gente se apropria desses locais, porque estão muito próximos, mas dessas obras não temos praticamente nenhum legado”, ressaltou.
PROMESSAS
Dentre as possíveis transformações, ontem, durante a prestação de serviços que celebrou os 107 anos do Poço da Draga, promessas de implantação de uma creche e reestruturação do campo de futebol da comunidade, foram, segundo os moradores, feitas pelo prefeito Roberto Cláudio.

Além disso, Isabel garantiu que o chefe do Executivo também comprometeu-se a analisar a implantação de um Posto de Saúde, no entorno da comunidade, já que atualmente, o equipamento mais próximo fica quase 2 km do local.
PROJETO DE ESTRUTURAÇÃO
Se as promessas de construção de alguns equipamentos, que podem suprir algumas lacunas, são, novamente, evidenciadas, outras continuam distantes. A estruturação do saneamento básico, de acordo com o coordenador de regularização fundiária da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), Leonardo Barreto, depende, hoje, da aprovação de um projeto apresentado pela Pasta ao Ministério das Cidades, este ano.

“Achamos que teremos alguma resposta dentro de 30 dias. Caso seja aprovada a estruturação da rede de esgoto, nós iremos elaborar o projeto de reestruturação das habitações e as demais intervenções”, explicou. Caso os recursos federais não sejam liberados, segundo o coordenador, a demanda, embora básica, seguirá na espera. “Para este ano não temos orçamento voltado para o Poço da Draga, até porque trabalhamos com orçamento aprovado na gestão passada. A prioridade, nesse caso, são as intervenções voltadas para as Copas”, completou.
A regularização fundiária dos imóveis, que conforme o Plano Diretor de Fortaleza, aprovado em 2009, estão localizados em uma Zona Especial Interesse Social (Zeis), de acordo com o representante da Habitafor, só será possível após a etapa de garantia de saneamento e pavimentação.

Abin indicates high risk of crime and traffic accidents in Fortaleza

Brazilian Intelligence Agency pointed Fortaleza as a city with the highest percentage of high risk of danger during the Confederations Cup. Threats of extremist groups or incidents with fans are reduced

After two visits to Fortaleza to evaluate the possibilities of threats and danger during the Confederations Cup, the Brazilian Intelligence Agency (Abin) identified that Fortaleza has index 11% higher risk of threats - the largest among the five Competition seats, which occurs in less than three weeks.



The hazards identified as most likely to occur were common crimes and traffic incidents. Already threats related to incidents with fans or the danger posed by extremist groups were identified as those with lower risk to occur. According to the Agency, the average concentration, low and very low chance of problems represent 89% of the identified risks.


The evaluation of Abin, made in all World Cup host cities, identifies sources of threats that could harm the performance of the tournament and undermine public safety. Threats are defined as groups, people or situations that produce negative impact.


The expectation is that, even in May this year, intelligence teams return to Fortaleza to update the risk variables, to anticipate dangerous situations and advise the government.


Government Actions

The Ceará Government is aware of the data since April 4. On Friday, Secretary of Public Security, Francisco Bezerra, said at a news conference that the apparatus for the prevention and repression of crime during the event will be the official National Security Force (NSF), which will be stationed at the provision of PDSS for emergencies. The troop may also act on patrol ostensibly general in escorting authorities and inspection of facilities. According announces the Government, these men will be equipped with special weapons - weapons to non-lethal weapons caliber - and large vehicles such as motorcycles and Harley Davidson truck bomb.


"We have a cabinet discussion, headed directly for me and also formed by the Federal Police, Abin, the Highway Patrol, the Air Operations Coordination. The public security system, with its effective and these friendly forces will be ready to respond. Be the occurrence simpler routinely committed against someone or against the people of Ceará any tourist or some institution. We are prepared, "Bezerra said.



As


UNDERSTAND THE NEWS


The officers of the board were in Fortaleza in the second half of 2012 and early 2013 when Arena Castellan toured the stadium, the airport, the training centers and three hotels that receive delegations.



Learn more



Sources of threats evaluated by Abin:

- Crime common.

- Incidents traffic.

- Pressure groups.

- Technical failures.

- Incident fans.
- Groups extremists and terrorists.

The first two were considered at greatest risk in Fortaleza. The last two, the lower probability of occurrence.

Abin aponta alto risco de crimes e acidentes de trânsito em Fortaleza


Agência Brasileira de Inteligência apontou Fortaleza como cidade com maior percentual de risco alto de perigo durante a Copa das Confederações. Ameaças de grupos extremistas ou incidentes com torcedores são reduzidas

Após duas visitas a Fortaleza para avaliar as possibilidades de ameaças e situações de perigo durante a Copa das Confederações, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) identificou que a capital cearense tem índice de 11% de risco alto de ameaças - o maior entre as cinco sedes da competição, que ocorre daqui a menos de três semanas.

Os perigos detectados como os de maior probabilidade de ocorrer foram crimes comuns e incidentes de trânsito. Já as ameaças relacionadas a incidentes com torcedores ou o perigo representado por grupos extremistas foram apontados como aqueles com menor risco de ocorrer. De acordo com a Agência, a concentração média, baixa e muito baixa de chance de problemas representam 89% dos riscos identificados.

A avaliação da Abin, feita em todas as cidades-sede da Copa, identifica fontes de ameaças capazes de prejudicar a execução do torneio e atentar contra a segurança do público. As ameaças são definidas como grupos, pessoas ou situações que possam produzir impacto negativo.

A expectativa é que, ainda em maio deste ano, equipes de inteligência voltem a Fortaleza para atualizar as variáveis de risco, para antecipar situações de perigo e assessorar o poder público.
 
Ações do Governo
O Governo do Ceará está ciente dos dados desde 4 de abril. Na última sexta-feira, o secretário da Segurança Pública, Francisco Bezerra, disse, em entrevista coletiva, que o aparato de prevenção e repressão ao crime durante o evento contará com oficiais da Força Nacional de Segurança (FNS), que ficarão aquartelados, à disposição da SSPDS para casos de emergência. A tropa poderá atuar também no patrulhamento ostensivo geral, na escolta de autoridades e na vistoria de instalações. Segundo anuncia o Governo, esses homens estarão equipados com armamento especial – de armas não letais a armamento de grosso calibre – e com veículos de grande porte, como motos Harley Davidson e caminhão antibomba.

“Temos um gabinete de discussão, chefiado diretamente por mim e formado também pela Polícia Federal, a Abin, a Polícia Rodoviária, a Coordenadoria de Operações Aéreas. O sistema de segurança pública, com seu efetivo e com essas forças amigas, estará pronto a dar resposta. Seja na ocorrência mais simples, rotineira, cometida contra alguém do povo cearense ou contra algum turista ou alguma instituição. Estamos preparados”, afirmou Bezerra.

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

Os agentes do órgão estiveram em Fortaleza no segundo semestre de 2012 e no início de 2013, quando vistoriaram o estádio Arena Castelão, o aeroporto, os centros de treinamentos e três hotéis que receberão as delegações.

Saiba mais

As fontes de ameaças avaliadas pela Abin:
- Criminalidade comum.
- Incidentes de trânsito.
- Grupos de pressão.
- Falhas técnicas.
- Incidentes com torcedores.
- Grupos extremistas e terroristas.
Os dois primeiros foram considerados os de maior risco em Fortaleza. Os dois últimos, o de menor probabilidade de ocorrência.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

21% dos alunos da rede pública são analfabetos



Levantamento feito pela Secretaria Municipal da Educação aponta que 13.747 estudantes não sabem ler e escrever. Alunos passarão por programa
Fortaleza tem 13.747 alunos na rede pública municipal de ensino que, mesmo estando entre o 3º e o 5º anos do ensino fundamental, ainda não sabem ler e escrever. Isso representa 21% dos alunos nessa faixa etária. Esse índice foi obtido por meio de levantamento realizado pela Secretaria Municipal da Educação (SME) no começo do ano letivo de 2013.

A partir dele, a SME decidiu incluir esses alunos em turmas voltadas só para a alfabetização. Assim, os estudantes com deficiência no aprendizado deixarão as turmas regulares por um período de três a cinco meses.

“A (nossa) compreensão é de que o aluno está fora do processo de aprendizagem de qualquer disciplina se ele não está alfabetizado”, explica a coordenadora de Ensino Fundamental da SME, Dóris Leão. As aulas das novas turmas serão inciadas em 3 de junho próximo.

Segundo a coordenadora, essas turmas funcionarão nas escolas onde os alunos estudam. “A não ser em caso de escolas vizinhas e com poucos alunos, a gente pode juntar numa só escola temporariamente”, disse.

As turmas de alfabetização utilizarão metodologias de ensino desenvolvidas pelo Programa de Correção de Fluxo em Alfabetização do Ministério da Educação e do Grupo de Estudos em Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa).

Outra ferramenta utilizada será o software Luz do Saber, criado pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), que proporciona a alfabetização com auxílio da computação. “A meta é alfabetizar 100% dos alunos”, enfatiza Dóris. Segundo a coordenadora, os estudantes passarão por avaliações a cada 15 dias.
 
O programa

Presidente do Geempa e pesquisadora de aprendizagem, Esther Grossi informa que o programa Correção de Fluxo conseguiu alfabetizar 80% dos 60 mil alunos atendidos pelo projeto ano passado. Para ela, o analfabetismo entre as crianças é explicado pela metodologia convencional utilizada para a alfabetização.

Graduado em Letras e formador de alfabetização do Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) em Maracanaú, Jean James Travassos alerta que é preciso evitar que o projeto “caia no rótulo de reforço”. Para ele, é necessário trabalhar a alfabetização de maneira interdisciplinar, possibilitando que os alunos não fiquem com conhecimento desafado em relação aos demais.