quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Esgotos e sujeiras aumentam casos de internações 28.02.2013


Fortaleza é a 5ª pior capital com relação ao número de doentes, uma taxa de 166,4 para cada mil habitantes



Era para ser uma doença superada, marca apenas de países extremamente pobres. Mas, as infecções intestinais continuam a atingir e até matar, principalmente crianças e idosos. Termômetro do grau de vulnerabilidade e da falta de saneamento básico, Fortaleza é hoje a 5ª capital com maior número de internações, taxa de 166,4 para cada 100 mil habitantes. Só neste ano, 2.731 casos foram notificados na cidade, média de 45 doentes por dia.

Segundo estudo do Instituto Trata Brasil, 51,7% da população de Fortaleza vivem sem coleta de esgoto e 12,9% não têm água potável Foto: Natinho Rodrigues

Divulgado ontem pelo Instituto Trata Brasil, o estudo inédito "Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População" revela a precariedade das moradia de milhares de fortalezenses, principalmente nas áreas mais pobres.

Gastos com internações em 2011 e 2012, por exemplo, passaram de R$ 128.883 mil. Em Fortaleza, conforme o documento, 51,7% da população vivem sem coleta de esgoto e 12,9% sem contato algum com água potável. Realidade triste, mas comum, corriqueira na vida da dona de casa Aurilene Feitosa Maia. "Meus filhos vivem doentes. A gente mora que nem rato, na sujeira grande. Como ter saúde desse jeito? Só milagre", diz.

As internações, segundo o estudo, acabam sendo reflexo da precariedade do serviço oferecido. Doenças relacionadas a sistemas de água e esgoto inadequados e as deficiências com a higiene causam a morte de milhões de pessoas todos os anos, com prevalência nos países de baixa renda, afirma a pesquisa. Ainda segundo instituto, cerca de 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Destas, aproximadamente 84% são crianças.

Nos países de clima quente, as diarreias ocorrem mais durante a estação chuvosa e, tanto as inundações quanto as secas, aumentam o risco de ocorrência dessas doenças, tais como a cólera, giardíase, infecção por shiguella, febre tifóide, infecção por E. coli, entre outras tantas.

"Ter ou não acesso a uma água de qualidade e um bom sistema de coleta e tratamento de esgotos faz toda a diferença para afastar estas doenças que sobrecarregam o sistema de saúde", aponta o estudo final.

E as taxas de internação por cada 100 mil habitantes em Fortaleza têm se mantido altas, conforme o texto. São elas: 195,1 em 2008, 168,9 em 2009, 186,1 em 2010 e 166,4 em 2011. O estudo contemplou os 100 maiores municípios brasileiros em população no período de três anos.

Em 2012, conforme monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza, a Capital registrou 13.694 casos de diarreia, uma média de 37 casos por dia, estatística bem maior que os 9.168 em 2011.

Se esse montante pode até assustar, para o atual coordenador da Vigilância Epidemiológica da SMS, Antônio Lima, há ainda grande subnotificação, esse quadro poderia ser ainda maior.

Felizmente, segundo Lima, os casos de óbitos não são mais tão expressivos como em décadas anteriores. Mas, ainda é desafiante ver a população adoecer de infecções que não deveriam mais nem existir. Bastava, segundo ele, uma democratização de acesso aos serviços básicos.

O contágio é fruto também, segundo Lima, de falta de informação e maus hábitos. "Cerca de 80% dos casos de diarreia revelam a ausência de um serviço básico de saneamento", critica.

Segundo a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), os investimentos de 2013 em esgoto serão de R$ 155,2 milhões. Atualmente, conforme a companhia, 53,71% da Capital tem a cobertura do serviço.

SAIBA MAIS

Em relação às taxas de internação divulgadas pelo estudo, Fortaleza perdeu para Teresina (180,6), Maceió 
(211,1), João Pessoa (213,1) e Belém (354,8).

Em 2011, 396.048 pessoas foram internadas por diarreia no Brasil. Cerca de 14% destas internações, 54.339 pessoas, ocorreram nas 100 maiores cidades brasileiras

Um total de 138.447 crianças menores de 5 anos foi internado em 2011 por diarreia; 28.594 delas

Nas 100 cidades analisadas, ou seja, 20,7% do total no Brasil. Em 2010, foram 40.439 e em 2009, 37.485

Nas 100 cidades, o número de crianças internadas por diarreia (28.594) representou 53% do total

No São Cristóvão população reclama de esgoto a céu aberto


Na Avenida Contorno Sul, no Conjunto São Cristóvão, na periferia de Fortaleza, um canal de esgoto a céu aberto vem incomodando a população do bairro. São em torno de 900 famílias que sofrem diretamente com os problemas ocasionados pela falta de saneamento básico.
A população procura uma solução para o problema, a colocação de um esgoto convencional resolveria o caso. Além da falta de infraestrutura, o sistema de esgoto identifica diretamente com a qualidade de vida e com a saúde, a falta de cuidado pode prejudicar diretamente a saúde dos moradores.
A produção do Gente na TV entrou em contato com a Cagece sobre a situação de extravasamentos de esgoto na Avenida Contorno Sul, esquina com Castelo de Castro, no Conjunto São Cristóvão, segundo a empresa, uma equipe enviada ontem ao local não constatou nenhum extravasamento de esgoto, mas outra equipe será enviada para averiguar melhor a situação.
A Cagece informa que essa é uma área crítica, devido ao acúmulo de lixo nas tubulações, os próprios moradores despejam entulhos na rede de esgoto. Essa é uma prática indevida que gera transtornos para a própria população, por isso, é importante evitar de jogar lixo nas ruas.


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8CJh5dYfsZ0

Túneis do CEC são depredados 28.02.2013


O Departamento de Arquitetura e Engenharia do Estado prometeu encaminhar uma equipe para verificar os danos ao patrimônio público FOTO: MARÍLIA CAMELO

Inaugurados há menos de um ano, os túneis construídos para melhorar o tráfego na Avenida Washington Soares já sofrem com o processo de depredação ocasionado por vândalos. Quem passa pelo local não tem como não observar as pichações nas paredes dos equipamentos construídos nas proximidades do Centro de Eventos do Ceará (CEC).

De acordo com os soldados da Polícia Rodoviária Estadual, Carvalho e Luciano, os problemas aconteceram antes da fiscalização que atualmente é realizada no local. "Isso já tem uns três meses. Depois das denúncias, os túneis passaram a ser fiscalizados e, desde então, não temos mais ocorrência neste sentido".

Conforme os policiais, existem três equipes que fazem ronda nas quatro construções. São dois policiais em cada turno: pela manhã, das 6h30 às 11h40; tarde, das 11h40 às 17 horas; e noite, das 17 horas às 22 horas. No entanto, depois desse horário, as ações de vandalismo têm sido constantes no local.

O Departamento de Arquitetura e Engenharia do Estado (DAE), autarquia vinculada à Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e que é responsável pela obra da construção dos túneis, prometeu encaminhar uma equipe para verificar os danos ao patrimônio público e fazer um orçamento para a recuperação da área pichada. O documento elaborado será encaminhado à Procuradoria Jurídica do DAE para ser enviado ao órgão responsável.

Os dois primeiros túneis (4 e 2) foram liberados em junho do ano passado pelo Governo do Estado. Na inauguração do Centro de Eventos, realizada em agosto do ano passado, os túneis 1 e 3 também já estavam liberados. Cada um possui 9,5 metros de largura. Eles eliminaram dois semáforos e agilizam a entrada e a saída para o CEC e equipamentos vizinhos. A construção foi orçada em R$ 94.662.962,62. Os serviços foram iniciados em novembro de 2010. As intervenções foram realizadas pelo consórcio Galvão Engenharia S/A e Construtora Andrade Mendonça S/A.

O túnel 1, chamado Deputado Edson Queiroz Filho, conta com 700 metros de extensão, sendo 394 metros de coberta com laje. Seu sentido: passa por baixo da Avenida Washington Soares, no sentido praia-sertão. Termina no estacionamento do CEC. Já o túnel 2, Pintor Antônio Bandeira, possui 665 metros de extensão, sendo 362 metros de coberta com laje. Corta a Avenida Washington Soares pela Avenida Des. Manoel Sales, no sentido oeste-leste, ligando a Avenida Rogaciano Leite ao CEC. Também facilita o acesso ao estacionamento da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Extensão

Além disso, o túnel 3, denominado Sérgio Nogueira, conta com 465 metros de extensão, sendo 170 metros de coberta com laje. O seu sentido é saída do CEC e da Unifor, rumo ao bairro Messejana. Por fim, o túnel 4, que recebeu o nome de Olga Barroso, tem 365 metros de extensão, sendo 107 metros coberto com laje. O equipamento corta a Washington Soares pela Firmino Aguiar (ao lado do Shopping Salinas), e serve para quem sai do CEC, Unifor e outros equipamentos ao redor em direção à Avenida Rogaciano Leite.

Falta manutenção em espigões e Ponte dos Ingleses na Praia de Iracem


A beleza do cenário ninguém discute. Porque o pôr do sol e o ir e vir das ondas na Praia de Iracema são espetáculos bonitos por natureza - especialmente nos fins de tarde. Problemas têm os “camarotes” que o homem fez para observar a beleza natural. Feitos ou recuperados há menos de três anos, os espigões da avenida Rui Barbosa e da rua João Cordeiro e a Ponte dos Ingleses sofrem com o desamor de alguns frequentadores e a falta de manutenção.

No mais recente equipamento feito pela Prefeitura de Fortaleza, o espigão da João Cordeiro, sobram pichações e faltam algumas das lâmpadas postas ao longo do braço de pedra que entra 640 metros mar adentro. O espaço, parte de um pacote de intervenções na Praia de Iracema, chegou a ter inauguração agendada em dezembro último pela então prefeita Luizianne Lins (PT), mas a abertura acabou cancelada e nunca mais foi marcada.

As pichações não surpreenderam as turistas cariocas Francisca de Oliveira, 64, e Shirley Paiva, 32. Mãe e filha passeavam pelo espigão no último sábado e perceberam que os problemas que enfeiam a Cidade Maravilhosa estão em Fortaleza também. “Pensei que isso não tinha aqui, mas vi que tem também. Chama a atenção não ter uma fiscalização”, lamentava Shirley.

Os irmãos João Henrique, 28, e Davi Moura, 27, aproveitaram o cenário do espigão para fotos no entardecer e reconheceram: falta cuidado de quem frequenta o lugar. “É gente que não tem educação e usa de maneira inadequada”, diz Davi, que indica serem poucas as lixeiras do espigão para o “volume de pessoas” passando por ali. Para João Henrique, a falta de seguranças circulando pelo espigão também é problema. “Podiam colocar guarda municipal aqui andando, não parados”, sugere. Quando O POVO esteve no local, havia três guardas no calçadão em frente ao acesso ao espigão.

No outro espigão da praia, o da Rui Barbosa, a técnica em informática Luciane de Almeida, 32, sugere que as lixeiras ganhem tampas. “Porque é muito vento”, explica. Ela diz ter visto muito lixo no mar porque o vento carrega a sujeira. Além disso, Luciane citou que faltavam lâmpadas em alguns dos postes.

Morador da região, o representante comercial Fábio Oliveira, 60, citou nunca ter visto manutenção da área, mas destacou se sentir mais tranquilo no espigão da Rui Barbosa que no da João Cordeiro - “lá tem mais gente diferente”, tentou se explicar.

Ausência sentida

Já na Ponte dos Ingleses, o problema apontado por frequentadores não é tanto o que já existe: é o vazio dos quiosques ao longo da ponte que incomoda. A dona de casa Inês Vieira, 54, mora em São Paulo e lembrou que, na última vez que esteve em Fortaleza, comprou cartões postais num dos comércios que funcionava ali. O cunhado dela, Francisco Duarte, 58, reforça a ausência. “Muita gente reclama que não tem mais. Antes de fechar (para a reforma) tinha sorveteria, restaurante”, recorda-se.

Segundo a Secretaria Executiva Regional (SER) II, está sendo feito “um diagnóstico sobre os reparos necessários nos espigões urbanizados da Praia de Iracema”. Após isso, que não tem data de término, a manutenção deve começar.

Já a Secretaria do Turismo do Estado (Setur-CE), responsável pela Ponte dos Ingleses, informa que “até meados de março” deve haver uma “definição” sobre a ocupação dos quiosques. No mesmo prazo, os banheiros devem ser reabertos. Segundo a assessoria da Setur-CE, eles foram danificados na última ressaca do mar.

ENTENDA A NOTÍCIA

A Praia de Iracema é ponto turístico muito frequentado por turistas. Além disso, a beleza da área convida o próprio fortalezense a curtir a Cidade. Por isso, os espigões e a Ponte dos Ingleses precisam de manutenção frequente.

Saiba mais

A Ponte dos Ingleses ficou fechada para reforma entre junho de 2011 e julho de 2012. A recuperação foi executada pela Secretaria do Turismo do Estado (Setur). Entre outras medidas, foram trocadas as madeiras da mureta e do piso, houve nova pintura e recuperação dos quiosques. A obra custou cerca de R$ 371 mil.

Já o espigão da João Cordeiro foi construído pela Prefeitura de Fortaleza. São 640 metros de comprimento e o guarda-corpo foi pintado com esmalte sintético, o que protegeria a madeira da maresia. A obra custou mais de R$ 1,7 milhão.

O espigão da Rui Barbosa foi urbanizado em 2011. Antes da inauguração, já sofria com ações de vandalismo.

A guarda municipal tem posto permanente na Praia de Iracema, como O POVO mostrou em 8/2. A área tem também PMs do batalhão turístico

Detalhes que fazem toda a diferença



Praia de Iracema em imagens
1) Na Ponte dos Ingleses, reclamação mais frequente é o vazio dos quiosques que outrora abrigaram restaurante e lojas de artesanato; 2)No espigão da João Cordeiro, são frequentes as pichações. Algumas estão no piso e no guarda-corpo do espaço; 3) Já no espigão da Rui Barbosa, sobram falhas no guarda-corpo. Faltam algumas lâmpadas também.

Praia de Iracema in pictures
 
1) In the English Bridge, is the most frequent complaint of empty kiosks that once housed restaurant and craft shops, 2) The spike of John Lamb, are frequent graffiti. Some are on the ground and in space guardrail, 3) In the spigot of Rui Barbosa, remaining gaps in guardrails. Missing some lamps too.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MP pede indenização de R$ 3 mi por demolição de imóvel, em Fortaleza


Chácara Flora, no Bairro Benfica, estava em processo de tombamento (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)Chácara Flora estava em processo de tombamento
quando foi demolida.
(Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)
O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) entrou com ação civil pública para que uma construtora e funcionários da Prefeitura de Fortaleza paguem indenização de R$ 3.175.635,55 pela demolição da Chácara Flora, no Bairro Benfica, em Fortaleza.  A ação é datada de 21 de fevereiro e  assinada pelo promotor de Justiça Raimundo Batista de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.
Conforme a ação, o imóvel foi demolido no em 30 de dezembro de 2011, quando já estava em processo de tombamento pela Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Na ação, o promotor destaca que a construção datava de 1898 e era avaliada como o último exemplar das típicas chácaras existentes da época, mesclava elementos urbanos e rurais do final do século XIX, com traços europeus que marcaram a expansão da cidade.
De acordo com as investigações do MP, a construtora foi notificada em julho de 2011 sobre o início do tombamento, ocasião em que foi advertida sobre a necessidade de comunicar previamente à Secultfor sobre qualquer modificação ou reforma a ser feita no prédio. A secretaria já havia oficiado a Secretaria Executiva Regional IV (SER IV) para avisar aos gestores que a chácara estava sob proteção e que deveriam ser observados eventuais pedidos de autorização de obra no endereço.
No entanto, em agosto do mesmo ano, o então titular e os engenheiros da SER IV, assinaram um termo de autorização de demolição. Por este motivo, na ação civil pública, o promotor Raimundo Batista de Oliveira pede a concessão de uma medida liminar que imponha à construtora a suspensão de qualquer obra ou intervenção no terreno onde antes se situava a Chácara Flora até que seja feito o pagamento dos danos morais e materiais irreversíveis causados ao patrimônio histórico de Fortaleza.
O MP-CE pede ainda que a empresa seja condenada a não poder construir no local qualquer edificação cujas altimetria e volumetria ultrapassem as dimensões da chácara que foi demolida. O MP-CE também solicita à Justiça que seja determinada à Prefeitura a proibição de autorizar construções no local cujas altimetria e volumetria ultrapassem as do antigo imóvel. “Na verdade, esse é o pedido principal da ação, tendo em vista que a demolição está relacionada à especulação imobiliária”, considera Raimundo Batista de Oliveira.

MP-CE pede mais de R$ 3 milhões de indenização.
Construtora e ex-funcionários da Prefeitura de Fortaleza foram citados.



Vagas de idosos desrespeitadas em Fortaleza 27.02.2013


De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, quem estacionar em local irregular é multado no valor de R$ 53,20

Desde 2003, o artigo 41 da Lei 10.741 - o Estatuto do Idoso - assegura que 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados devem ser destinadas aos idosos. Em Fortaleza, somente no ano passado, 6.570 se credenciaram na Autarquia Municipal de Trânsito e Serviços Públicos de Fortaleza (AMC) para poder estacionar nesses locais. Porém, apesar da lei em toda a Capital esses espaços são constantemente desrespeitados.

Mesmo com um grande número de vagas disponíveis na Avenida Beira-Mar, os locais destinados às pessoas com mais de 60 anos eram ocupados indevidamente. Para ter direito à vaga, o idoso deve se credenciar na AMC Foto: Fabiane de Paula

Na Avenida Beira-Mar, por exemplo, mesmo com um grande número de vagas livres, na tarde de ontem, os motoristas estacionavam seus veículos nos locais destinados às pessoas com mais de 60 anos. Nem mesmo as sinalização vertical e horizontal inibia essas pessoas.

Para o aposentado Geovani Passos, esses problemas acontecem devido ao desrespeito com os mais velhos. "Se eles não respeitam nem os idosos, imagine o que fazem com os mais novos", reclamou.

Ele acredita que essa questão será modificada apenas quando os infratores forem multados rigorosamente. "Eles precisam sentir no bolso para não estacionarem nesses locais novamente", disse Passos.

Credenciais

Neste ano, a unidade móvel da AMC esteve em dois bairros para a emissão de credenciais para vagas de estacionamentos de idosos e pessoas com deficiências. Em 17 dias de operação no Centro e Meireles, foram atendidos 3.633 beneficiários. Somente na Av. Beira-Mar foi feita uma média de 334 emissões por dia.

Segundo o presidente da Autarquia, Vitor Ciasca, o órgão sabia da carência dessas credenciais, mas não que a demanda seria tão grande, na unidade móvel, em tão pouco tempo. "Esse é um problema muito grande do trânsito de Fortaleza. Desde que o motorista tira a sua carteira de habilitação, ele sabe que é proibido estacionar nesses locais, portanto, se estão fazendo isso é por falta de educação", avalia.

Ele explicou que, nesses casos, são os agentes da AMC que fazem a fiscalização. Se o carro estacionado na vaga para idoso não estiver com o credenciamento no painel, o proprietário será multado. "É importante ressaltar que, para ter direito àquela vaga, não é preciso apenas ter mais de 60, mas também ser credenciado na AMC".

Desde a última segunda-feira até o próximo dia 2, a unidade móvel da Autarquia estará fazendo credenciamentos no Shopping Benfica, de 8h às 22h. Em seguida, entre os dias 11 a 16 de março, o atendimento será realizado no Shopping Center Um, na Aldeota.

Documentos

Para fazer o credenciamento, o idoso precisa levar uma série de documentos, como cópia do RG; cópia do CPF e cópia do comprovante de residência que pode ser a conta de água, luz ou telefone.

Já pessoa com deficiência precisa ter em mãos a cópia do laudo ou atestado médico e, no caso de menores de idade, acrescentar cópias dos documentos dos responsáveis. O credenciamento fica pronto na mesma hora.

De acordo com o artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro, estacionar em desacordo com a regulamentação corresponde a infração leve, passível de multa no valor de R$ 53,20 e também medida administrativa de remoção do veículos.

THIAGO ROCHA
REPÓRTER

Cadê a avenida que aliviaria a ponte da Sabiaguaba?


sabiaguaba
Caro Eliomar de Lima,
Eis a Avenida Manuel de Castro, que liga a Avenida Washington Soares à ponte da Sabiaguaba continua na mesma: só poeira. Isso, desde 2010, quando essa ponte foi entregue sob promessa de que seria importante para desafogar o trânsito de Fortaleza.
O processo de licitação ainda esta em curso e, enquanto isso, nós, população, sofremos principalmente em época de chuva. I transporte publico utiliza essa via, sem qualquer condição e sinalização. A população sofre com a violência e o comercio da área geralmente fecha as portas as 17 horas por conta do medo. Até quando?
Sem mais,
Joelyton Figueiredo,
com foto sua.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Fortaleza sofre com a falta de conforto ambiental


Por Souto Filho
soutofilho@oestadoce.com.br
Não se pode negar que o Ceará é um estado abençoado por Deus. Sua geografia única e seus cenários praianos inigualáveis enchem os olhos de turistas. Fortaleza não foge à regra.
É difícil encontrar visitantes que voltam para suas cidades de origem relatando não terem gostado da estadia. Entretanto, não é só de praia e de turistas que vive uma Capital. Também é impossível pensar uma cidade onde a sua população não usufrui de boa vivência. Apesar do grande potencial urbano e ecológico que a Capital do sol ainda tenta desenvolver, ainda carece de um importante índice de bem-estar – o chamado conforto ambiental.
Mas, o que significa isso? Conforto ambiental nada mais é do que a adequação dos princípios físicos envolvidos e as necessidades de caráter ambiental - hidrotérmicas, visuais, acústicas e da qualidade do ar interno e externo - aos projetos construtivos. Conciliar o conforto ambiental e a eficiência energética das edificações é um dos principais desafios para a arquitetura. Espaços verdes e locais onde ofereçam comodidade ambiental a quem os transitam ainda são “artigos de luxo” em Fortaleza.
A titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Águeda Muniz, revelou que a quinta cidade do Brasil em população ainda precisa melhorar, e muito, sua relação com seus espaços físicos e a boa utilização destes por seus cidadãos. Neste sentido, planejamento e controle do solo urbano são essenciais. Para ela, destinar espaços livres (parques e praças) e promover diretrizes para a implantação de edificações sustentáveis são exemplos de ações concretas.

RELAÇÃO É DESIGUAL
De acordo com a secretária, a relação entre natureza e cidadãos ainda é desigual e s sistemas naturais da cidade vem sendo degradados. “Claro que em algumas áreas, especificamente nas áreas nobres, a natureza passou a ser parâmetro de valorização imobiliária, ao passo que nas áreas mais carentes são áreas sem interação com seu entorno e muitas delas ocupadas de forma irregular. Isto tem que mudar”.

Para tornar Fortaleza uma cidade com eficiência ambiental, Águeda explicou que é preciso o desenvolvimento de áreas verdes que possam ser bem utilizadas pela população. O Parque do Cocó, implantado no final de 1980, iniciou esse processo de harmonia. No entanto, ainda não existe equilíbrio ecológico e urbano.
“Muito interessante seria retornar com a adoção de praças pelo setor, no que se refere à manutenção. Mas o principal seria adotar políticas e diretrizes voltadas para a construção dos edifícios sustentáveis com selos internacionalmente validados. Neste sentido, estamos pensando que na atualização do Código de Obras e Posturas de Fortaleza. A grande mudança será relacionada à sustentabilidade ambiental na cidade e nos edifícios.”
EMPRESÁRIOS TENTAM COMPENSAR
A construção civil é um dos grandes propulsores do desenvolvimento do conforto ambiental. Entretanto, por mais que locais urbanos ainda sofram com falta de comodidade climática e verde, os empresários do setor estão tentando compensar isso com os novos empreendimentos.

O conselheiro consultivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), José Carlos Gama, ressaltou que a temática da preservação ambiental é algo que está na agenda de qualquer empresário consciente já há bastante tempo, desde a Rio 92. Para ele, até mesmo o consumidor, atualmente, mostra-se mais exigente quanto ao assunto, e exige cada vez mais imóveis ambientalmente sustentáveis.
“São itens simples, mas de grande valia: bacias sanitárias e torneiras com redutor de vazão, obrigatoriedade de medidores individuais de consumo de água, indicador de presença nas áreas comuns para redução do consumo de energia, triturador de alimentos na pia de cozinha, seletor e armazenador do óleo de cozinha para reaproveitamento, armazenamento da água de chuva para posterior reaproveitamento, entre outros”.
Carlos Gama salientou que o Sinduscon-CE, como entidade maior da  classe no Ceará tem, juntamente com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), desempenhado um papel fundamental de difusão deste novo conceito que denominamos Programa Construção Sustentável, com sete temas prioritários - água, com a utilização racional; desenvolvimento humano com a sua permanente valorização; energia através da maximização da eficiência energética; materiais e sistemas sustentáveis; desenvolvimento urbano; mudanças climáticas com a redução de gases de efeito estufa e resíduos com a redução progressiva ao longo do tempo.
“Apesar de ainda estarmos iniciando neste aspecto, no Ceará já existem edifícios cuja geração de parte da energia consumida nas áreas comuns é realizada através dos ventos ou da energia solar. Inclusive em habitações populares do Programa Minha Casa, Minha Vida, onde um projeto piloto foi desenvolvido por empresário cearense”.
PREOCUPAÇÃO FACILITA FINANCIAMENTOS
Os órgão públicos também começam a mostrar maior preocupação com a implementação de conceitos ambientalmente corretos, através da facilidade de financiamento para empresários que atendem exigências previstas do Programa Selo Azul, da Caixa Econômica Federal.

O conselheiro do Sinduscon-CE relatou que é preciso que os órgãos licitantes estimulem mais através dos seus editais, tanto o uso de produtos reciclados como de práticas que garantam a sustentabilidade das edificações. “Se houver um estímulo por parte da empresa contratante, mais fácil será a disseminação do conceito”.
O especialista em Arquitetura Sustentável e professor de curso de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (UFC), Antônio Carlos Neto, destacou que a Capital cearense precisa sofrer uma reformulação do seu Código de Obras e Posturas de Fortaleza. Também é necessário preservar ainda mais as áreas verdes remanescentes e conciliar os interesses urbanos com os dos investidores.
“Cada projeto deve ser analisado. É preciso ter mais planejamento e ser fiel a este planejamento. O que vemos muitas vezes é a elaboração de projetos que contemplam o conforto ambiental, mas, por algum motivo, não são dados sequências.
Nos novos empreendimentos imobiliários, até vejo pontos positivos. Sempre possuem áreas para recreio, facilitando esta questão. Não são investimentos baratos, mas que valem a pena, sendo uma boa maneira de diminuir os impactos ambientais”. 

Dengue triplica no País; Fortaleza fica em alerta


Até 16 de fevereiro, 204,7 mil casos foram identificados, frente a 70,5 mil casos registrados no mesmo período de 2012, segundo balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.
Oito Estados concentram quase 85% dos casos, puxados pelo Mato Grosso do Sul, com 42 mil registros. O risco da dengue nesse Estado é quase 15 vezes maior que o índice nacional. Os dados indicam a ocorrência de epidemia em Mato Grosso do Sul e outros quatro Estados --Tocantins, Mato Grosso, Acre e Goiás.
No Ceará houve redução de 51% do número de casos notificados. Em 2012 foram identificadas 3.481pessoas contaminadas pelo mosquito Aedes aegypti, contra 1.711 ocorrências no período de 1º de janeiro a 16 de fevereiro de 2013. Na capital cearense foram contabilizados somente este ano, 181 casos de dengue. Até o momento, nenhum óbito foi registrado no Estado.

O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, vê duas razões que explicam o aumento no número de casos: 1) A chegada do subtipo 4 do vírus da dengue a locais onde ele não tinha forte circulação e, assim, encontrou agora a população vulnerável a ele; e 2) Uma alta infestação de mosquitos, que sustenta a transmissão da doença.
Segundo Barbosa, Estados e municípios não devem agir apenas baseados no conceito de epidemia a partir da incidência de 300 casos por 100 mil habitantes --que classifica os cinco Estados como em epidemia.
“Qualquer aumento de transmissão deve ser considerado como surto”, diz.
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) fez dois alertas, um para a região Sudeste, que concentra parte importante da população, e outro para o Nordeste, que concentra quase metade das cidades em situação de alerta.

“Nós temos, sim, epidemia em alguns Estados e municípios do país. Qualquer Estado ou município que ainda não está classificado como em epidemia não pode reduzir as medidas de combate. O maior número de transmissões é até maio”, disse o ministro.
Dos 983 municípios analisados, 267 apresentaram infestação por larvas do mosquito que indicam risco para epidemia. Outros 478 estão em situação de alerta, e 238 apresentaram situação satisfatória.

QUEDA DE MORTES
Apesar de o número de casos ter subido, caiu o total de mortes e casos graves registrados este ano em comparação às primeiras semanas de 2012.
Enquanto o número de casos graves caíram 44% em relação às primeiras semanas de 2012 e 91% em relação ao início de 2010 - ano de forte transmissão da doença -, o número de mortes pela dengue caíram 20% em comparação com o mesmo período em 2012 e 77% em comparação a 2010.
Barbosa afirmou não ser possível, ainda, classificar o tamanho da epidemia este ano. “Temos que esperar até março para ter uma perspectiva. Não acredito que seja como 2010. No pior cenário, talvez se aproxime de como foi em 2011”, disse.

O ministério alertou para que gestores locais e a população prestem atenção aos criadouros de mosquitos e para que os municípios estejam com a rede de saúde preparada para atender os casos da doença

Vereador quer CPI sobre Habitafor 26.02.2013


Dos 80 apartamentos do Condomínio São Bernardo, 21 teriam sido entregues a militantes do PT e ex-funcionários da Prefeitura de Fortaleza Foto: Kiko Silva

O vereador Márcio Cruz (PR) quer uma investigação sobre matéria publicada no Diário do Nordeste sobre ex-funcionários da Prefeitura e militantes do PT que teriam sido beneficiados com casas do programa Federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O republicano cogita a possibilidade de pedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. Ele protocolou, ontem, na Câmara Municipal, um requerimento solicitando uma audiência pública para debater o assunto.

A informação de possível tráfico de influência no MCMV chegou ao Diário do Nordeste por meio de denúncia de que ex-funcionários ligados à Prefeitura de Fortaleza, na gestão passada, e militantes partidários do PT foram beneficiados com, pelo menos, 21 apartamentos, do total de 80, no Condomínio São Bernardo, entregue pela Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), em 2012, no bairro Serrinha.

Márcio Cruz entende que, se for comprovado que houve favorecimento, então as famílias que realmente precisam de uma casa foram passadas para trás. Através da audiência pública, o vereador acredita que poderão ser ouvidas as entidades que atuam no segmento habitacional e checar a liberação das moradias.

O vereador disse que solicitou à Habitafor a documentação referente ao programa. Cruz quer ter acesso ao cadastro de quem recebeu as casas para verificar se os beneficiados obedeciam ao perfil exigido pelo MCMV. O vereador disse que já poderia requerer a instalação de uma CPI, mas quer ter embasamento e documentação suficiente.

Para o líder do PT na Câmara Municipal, vereador Deodato Ramalho, o caso merece ser investigado. Todavia, para o petista, não se justifica afirmar que houve ilegalidade na distribuição de casas baseado apenas no fato de que militantes e ex-funcionários da Prefeitura foram agraciados.

Ele questionou se não foi feito um levantamento para saber se as demais pessoas beneficiadas com o programa também não possuem filiação partidária. Quanto aos ex-funcionários, Deodato Ramalho argumenta ter conhecido muitas pessoas que trabalhavam na Prefeitura e que se encaixavam no perfil do programa habitacional.

Fila para marcar consultas 26.02.2013


População reclama da falta de informação sobre o número de vagas; problema foi agravado, ontem, pois o sistema saiu do ar Foto: Viviane Pinheiro

Acordar de madrugada, pegar fila e, ao fim do dia, saber que não há mais vaga para a especialidade médica que deseja. Esta é a rotina de pessoas que necessitam dos serviços da saúde pública em Fortaleza. Ontem, quem passou em frente ao Centro de Saúde Escola Meireles, no bairro Varjota, viu pacientes do lado de fora da unidade esperando para marcar consultas e exames especializados.

De acordo com a assistente social do local, Leda Maria Aires Albino, o problema acontece porque, por mais que o posto de saúde seja de responsabilidade do Estado, o sistema utilizado para marcar consultas, exames e procedimentos especializados é o da Central de Marcação de Consulta do município de Fortaleza. "Hoje, por exemplo, o sistema ficou fora do ar. O município avisa qual o dia que vai abrir para o agendamento e informamos para a população, por isso a grande quantidade de pessoas na fila nesta segunda-feira".

O que chateia os moradores é a falta de informação. "A gente fica aqui horas e horas, esperando, sem ninguém para dizer alguma coisa", reclama a depiladora Regina Lúcia Souza.

Leda informou que não tem como informar o tempo todo as especialidades que ainda possuem vagas disponíveis, pois isso depende do sistema.

"Muitas vezes, só quando a pessoa acaba de fazer a ficha é que o sistema informa que as vagas acabaram. O atendimento é feito simultâneo em todos os postos, por isso acabam rápido", lamenta a assistente social.

Leda explicou que muitas das pessoas que estavam na fila vão marcar procedimentos na unidade, no entanto, pedem para serem atendidos em outro posto, de outro bairro.

"Como é um sistema único, o paciente pode marcar para qualquer local, ou seja, quem está na Parangaba pode marcar para cá ou vice-versa. Outro problema que ocasiona grandes filas é que vem gente de outros bairros para cá e até de outras cidades, como Caucaia", acrescenta.

Serviços

O Centro de Saúde Escola Meireles conta com as especialidades de pneumologista, cardiologista, psicologia, cirurgia, dermatologia, entre outros. Já os exames especializados são de imagem e raio-x, além de procedimentos ginecológicos. "Vale salientar que não é necessário pegar fila para pediatria, clínico geral e exames laboratoriais. Estamos trabalhando junto com o município para melhorar cada vez mais o atendimento e o sistema", garante Leda.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde confirmou que houve um problema no servidor ontem, o que tornou lenta a marcação, enquanto era resolvido. Ainda informou que o dia 25 de cada mês é quando a central libera as vagas, por isso a formação de filas. No entanto, destacou que os pacientes podem procurar os postos de saúde nos outros dias. 

O trânsito nosso de cada…


estaciona
“Quando teremos um trânsito em Fortaleza que tenha sua sinalização respeitada? Ou então tiremos essas placas que não intimidam o desrespeito”, desabafa para o Blog o leitor Cyro Rodrigues, que nos mandou essa foto.
Isso acontece todos os dias na rua Bento Albuquerque com Via Expressa. Ele diz que a AMC, por la, é fantasma.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Metrofor vai blindar janelas de trens contra pedradas de vândalos


dilmmatrem
Depois dos trens do Metrofor, quem sofre agora com ataques de pedradas são os ônibus de turismo. Principalmente quando circulam pela BR-116, altura do bairro Aerolândia.
Por falar em trens do Metrofor, a cúpula do órgão informa: fará a blindagem das janelas dos trens do VLT da Linha Oeste com policarbonato. Sairá mais barato do que estar gastando, com cada janela quebrada, R$ 1 mil.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Fortaleza “privatizada”


Com o título “Fortaleza e a Ocupação Irregular dos Espaços Públicos”, eis artigo do vereador Carlos Dutra (PSDB). Ele toca num problema antigo e que nunca tem solução. O que se vê na rotina da cidade é a ocupação irregular e o comodismo de entes públicos diante de situações como, por exemplo, a ocupação de terreno em frente ao Aeroporto Pinto Martins. Dos barracos com plástico, surgiram casas de alvenaria com energia da Coelce e tudo. Confira o texto:
Fortaleza é uma cidade que deixa transparecer a ideia que não tem leis, nem normas. O cidadão ainda não se conscientizou plenamente, muito por culpa do próprio Poder Público, de que vive numa sociedade de direitos e deveres. Basta uma olhada rápida, em qualquer direção, percorrendo qualquer bairro da cidade, que percebemos o desordenamento urbano.
Não há porque falar em ordenamento, em ordem, em organização, se as calçadas estão cheias de obstáculos, as praças repletas de bares, mesas, cadeiras, banquinhas de churrasco e sanduíche e toda a ordem de coisas e atividades ocupando o sagrado espaço do trânsito de pessoas. Não pode haver ordem numa cidade que não respeita e não cuida dos seus espaços públicos.
A Câmara Municipal se prepara para iniciar os trabalhos de uma Comissão Especial para tentarmos traçar o primeiro mapa do desordenamento urbano da cidade. Não para tratar apenas de casos como o da feira de confecção da Rua José Avelino. Aquilo é apenas um sintoma mais agudo de uma cidade doente.
O mesmo ocorre com a ocupação de calçadas por vendedores ambulantes na área do Centro. E, de forma bem mais grave, acontece com as barracas da Praia do Futuro, onde alguns estabelecimentos privados ocupam áreas de até 10 mil metros quadrados. Nas praças da cidade, de norte a sul, de leste a oeste, tem sempre alguém que se sente dono do espaço público. São bares e lanchonetes, com toda a infraestrutura de mesas, cadeiras, toldos, banheiros e muito lixo, montados em cima das praças, com pessoas desenvolvendo atividades comerciais como se fossem donos dos espaços.
Há centenas, talvez milhares de exemplos que poderíamos oferecer. Poderia citar casos como o do Bosque Eudoro Correia, na Avenida Desembargador Moreira, que é uma área bem arborizada. Ali nós temos um caso clássico de exploração do espaço público para a venda de plantas e vasos. Apesar de vender um produto que combina com o espaço, ainda assim há ali uma ocupação privada de um espaço público. O espaço da praça é menor por conta daqueles cercados.
Na Avenida Humberto Monte, próximo à UFC, nós temos uma lanchonete, famosa pelo seu pastel, fincada no meio de uma pracinha. Tudo ali funciona como se fossem donos da praça. Vendem o melhor pastel da cidade e impedem a população de usar a praça.
Lá no José Walter o caso é ainda mais crônico e grave. As duas maiores praças, da segunda e terceira etapas, são tomadas por bares sobre as praças. Nos dois casos do José Walter, algum iluminado da Regional 5, há uns sete anos atrás, fez vista grossa para a construção de um total de 21 bares de alvenaria. Em ambos, as mesas, cadeiras, cervejas e cachaças ficam postas há poucos metros da porta das escolas. Uma afronta ao próprio Estatuto da Criança e do Adolescente.
E outros casos, de forma até bem intencionada, mas não menos equivocadas, espalha-se pela cidade os exemplos de canteiros centrais ocupados indevidamente por jardins particulares. Oficinas com carros sendo consertados nas calçadas ou na própria rua. Isto acontece com revendas de carros, revendas de frutas, revendas de comidas prontas. São trailers, lixeiras, canos de ferro, batentes, árvores, gradis, escadas, bancas de roupas, enfim, tudo estrategicamente instalado para atrapalhar a passagem do pedestre. E, também, para ferir de morte o ordenamento de leis da cidade.
Por outro lado, a Prefeitura perdeu a noção e o controle sobre os terrenos públicos, áreas verdes e áreas institucionais. Centenas de termos de cessão de uso de terras públicas estão em vigência. Uma constatação é certa: a Prefeitura não tem o controle exato de como estão sendo utilizados esses espaços. A própria Câmara Municipal aprova cessões de uso de terrenos e bens públicos, que valem por 10, 20 ou 30 anos, mas jamais fiscalizou se aquela associação está utilizando bem aquela área, se está privatizando, ou simplesmente se abandonou tudo.
Há bem pouco tempo um escândalo pairou sobre a campanha eleitoral. O Governo Federal precisava construir as UPAS e a Prefeitura não tinha os terrenos disponíveis. A nova comissão terá o condão de viabilizar a catalogação oficial dessas áreas públicas, inspecionar as praças, bairros e, ao final, produzir uma espécie de marco zero do ordenamento urbano da cidade. Do jeito que está, é que não dá pra aceitar