quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Homens rendem PMs em serviço na Aldeota e roubam armas


Uma dupla chegou ao local em um carro de cor azul e levou três pistolas, duas dos policiais e uma particular


Dois homens levaram as armas de dois policiais que estavam em serviço na manhã desta quinta-feira (31). A dupla rendeu os PMs no momento em que eles faziam a segurança na Praça Luiza Távora, popularmente conhecida como Praça da Ceart,  na Avenida Santos Dumont, no Bairro Aldeota.
A Polícia Militar informou que uma dupla chegou ao local em um carro de cor azul e, após render os policiais, levou três pistolas, duas da coorporação e uma particular.  Nesse momento, várias viaturas e o helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas estão fazendo um cerco na região em busca dos criminosos.

Policiais militares têm armas roubadas durante serviço, no Ceará


Policiais realizavam ronda na Praça Luiza Távora, no Bairro Aldeota.
Ao todo, foram levadas três armas, duas da polícia e uma particular.

Dois Policiais Militares (PM) tiveram as armas roubadas na manhã desta quinta-feira (31), quando realizavam ronda na Praça Luiza Távora, no Bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo o coronel da PM, Cláudio Mendonça, nada mais foi levado dos policiais.
De acordo com o coronel, o carro utilizado pelos suspeitos já foi localizado. Buscas estão sendo realizadas para tentar encontrar os assaltantes. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) auxilia os trabalhos. Ao todo, foram levadas três armas, duas da polícia e uma particular.
Two Military Police (MP) had their guns stolen early on Thursday (31), when performed in the round Távora Luiza Square in Neighborhood Aldeota in Fortaleza. According to Colonel PM, Claudio Mendonça, nothing was taken from police.
According to the colonel, the car used by the suspects was already located. Searches are being conducted to try to find the assailants. A helicopter from Air Operations Coordination Integrated (Ciopaer) assists the work. Altogether, three guns were taken, two police and one private.


Fortaleza tem quase um assalto a van por dia no início deste ano

http://g1.globo.com/videos/ceara/cetv-2dicao/t/edicoes/v/fortaleza-tem-quase-um-assalto-a-van-por-dia-no-inicio-deste-ano/2372600/

Fortaleza has an almost van robbery a day earlier this year



Homens rendem PMs em serviço na Aldeota e roubam armas


Uma dupla chegou ao local em um carro de cor azul e levou três pistolas, duas dos policiais e uma particular

Dois homens levaram as armas de dois policiais que estavam em serviço na manhã desta quinta-feira (31). A dupla rendeu os PMs no momento em que eles faziam a segurança na Praça Luiza Távora, popularmente conhecida como Praça da Ceart,  na Avenida Santos Dumont, no Bairro Aldeota.
A Polícia Militar informou que uma dupla chegou ao local em um carro de cor azul e, após render os policiais, levou três pistolas, duas da coorporação e uma particular.  Nesse momento, várias viaturas e o helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas estão fazendo um cerco na região em busca dos criminosos.

Pais dormem em filas para conseguir vagas em creche


Quem precisa de creche no bairro Vila Velha, em Fortaleza, tem que passar por um sufoco. Várias famílias tiveram que acampar, desde a última segunda-feira (28), em frente a Escola de Municipal Educação Infantil e Fundamental Mariza Mendes. Mesmo assim ninguém sabe quando vai conseguir uma vaga.
O atendimento só começa na próxima segunda-feira (4). Um aviso na porta da escola já informa quantas vagas serão disponibilizadas pela escola. Serão 110 vagas, 60 para a educação infantil IV, 50 para o 1º ano. Já os pais que quiserem matricular os filhos no infantil VI, precisam colocar o nome em uma lista de espera.

proxima PRÉ-CARNAVAL 31/01/2013 35 paredões de som são apreendidos pela Prefeitura de Fortaleza

Dos 35 equipamentos apreendidos pela Prefeitura de Fortaleza em janeiro, 31 foram nos três fins de semana de Pré-Carnaval, o que representa 88% do total. As apreensões não têm intimidado o uso dos equipamento
Em um mês, 35 equipamentos conhecidos como paredões de som foram apreendidos em Fortaleza. Janeiro termina com média de pelo menos um aparelho recolhido a cada dia por fiscais da Prefeitura. Segundo balanço da Secretaria do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), 31 equipamentos foram retirados das ruas somente nos três fins de semana de Pré-Carnaval, o que representa 88% do total. O tema estará em pauta, na manhã de hoje, em reunião na Câmara de Vereadores da Capital.
 No ano passado, nos três fins de semana do Pré em que houve fiscalização da Seuma (à época, na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins, conhecida como Semam), foram 62 os paredões apreendidos. Para a coordenadora da equipe de controle da poluição sonora da secretaria, Astrid Câmara, a queda deve-se às ações de prevenção que a Seuma realizou em locais onde, tradicionalmente, estacionavam os veículos.
Ela exemplifica citando o Lago Jacarey, na Cidade dos Funcionários. “No ano passado, em um único dia, foram apreendidos 19 equipamentos. Este ano, fizemos operação em conjunto com a Polícia e uma ação preventiva lá. No primeiro fim de semana, que o pessoal não sabia da operação, nós recolhemos dez equipamentos. No segundo e no terceiro, nenhum. Isso já é uma resposta do trabalho preventivo”, avalia.

Com a percepção de que os equipamentos migraram para postos de combustíveis na região, a fiscalização da Prefeitura de Fortaleza - que acontece em parceria com a Polícia Militar - também mudou de lugar. No segundo fim de semana do Pré-Carnaval, oito paredões foram encontrados nos postos da avenida Washington Soares.
A Praia de Iracema, onde se concentram muitos foliões nos fins de semana, tem o segundo maior número de apreensões de paredões no Pré: foram quatro no primeiro fim de semana, dois no segundo e outros dois no terceiro.

Segundo Astrid Câmara, 22 fiscais do Município farão operação de combate aos paredões neste que será o último fim de semana do Pré-Carnaval. Porém, ela defende, para os paredões sumirem de vez das ruas, em cumprimento à legislação, ser preciso educação e consciência dos proprietários.


Apreensão e retomada

Quando um paredão de som é apreendido pela Seuma, o proprietário recebe um documento chamado Auto de Constatação e deve comparecer à secretaria dentro de cinco dias úteis e pode fazer uma defesa. Pelo desrespeito à lei, será cobrada multa que varia de R$ 850,80 a R$ 8.508. Há ainda a possibilidade de o proprietário assinar um termo de compromisso e pagar uma medida compensatória a ser determinada pelo Município e depositada no Fundo de Defesa do Meio Ambiente (Fundema).
Caso o proprietário do equipamento não compareça à Secretaria em 60 dias, o paredão é doado. Se a apreensão tiver sido feita pela Polícia Militar, o proprietário responde judicialmente pelo crime.

A coordenadora da equipe de controle da poluição sonora da Seuma afirma ainda que a Prefeitura de Fortaleza pode dar autorização para o uso de equipamentos de som em um evento, por exemplo. “A pessoa tem que contratar um técnico em acústica que vai dizer quais os cuidados vão ser tomados, para Que, ao ser usado, o equipamento não extrapole os níveis que estão estabelecidos na legislação”, diz Astrid Câmara.
 ENTENDA A NOTÍCIA
No período que antecede o Carnaval, festas pipocam pela cidade. No meio delas, gente que quer impor uma música em um volume ilegal. Os paredões simbolizam desrespeito ao bom convívio e são proibidos por lei.

Serviço
Reunião sobre a fiscalização do uso de paredões no Pré-Carnaval de Fortaleza
 Quando: hoje, às 8h30min
Onde: Câmara Municipal (rua Thompson Bulcão, nº 830, Luciano Cavalcante)
 Tem um paredão incomodando você de madrugada ou no fim de semana? Ligue para a Polícia Militar
Ciops: 190 
 Durante a semana, pode ser solicitada à Seuma visita a um local que sempre tem paredão
Ouvidoria: 3452 6923

Esgoto pode chegar ao mar com obras na praia 31.01.2013


Empresários temem que o mar da Praia do Futuro fique impróprio para banho devido ao extravasamento

Os frequentes vazamentos da rede de esgoto na Avenida Zezé Diogo, na Praia do Futuro, têm incomodado turistas e fortalezenses que vão se divertir no local, além de levar prejuízos aos empresários da área. Desde que o problema começou, houve uma diminuição de 30% na presença de público, em relação ao ano passado. Além disso, também existe o medo de que os dejetos que saem do esgoto cheguem até o mar, através das galerias de águas pluviais que estão sendo construídas nas obras de requalificação da orla, e deixem o local impróprio para banho.


Construção de galerias pluviais na orla da Praia do Futuro poderá escoar para o mar esgoto que transborda na Av. Zezé Diogo Foto: Waleska Santiago

"Os inúmeros transbordamentos não se devem às obstruções denunciadas pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), mas sim pela limitação do seu próprio esgotamento sanitário", reclamou o porta-voz da Associação dos Empresários da Praia do Futuro (AEPF), Milton Ramos.

Ele afirmou que nunca tinha sido visto antes um número de reclamações tão grande como as que já foram feitas nesse ano. Tanto, que devido às adversidades, as pessoas acabam deixando de ir à praia. "Quando o cliente vem reclamar da situação, nós somos tomados pelo espírito da vergonha. Já vi pessoas que nem desceram do carro porque não tinha um local para estacionar que estivesse limpo", disse.

Ramos acredita que a Companhia de Água e Esgoto está perdendo tempo ao não realizar as mudanças necessárias para acabar com os extravasamento de esgoto ao mesmo tempo em que a Prefeitura está fazendo as obras de requalificação da orla.

Por isso, o empresário teme que, quando a construção chegar ao fim e ocorrer novos transbordamentos, tudo que sair dos esgotos vá em direção às galerias pluviais e, em seguida, diretamente para o mar. "Com isso, será deixado um legado de poluição para a última praia limpa da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)", frisou.

O porta-voz da AEPF apresentou um projeto da própria Cagece, feito em 2001, para fazer a estimativa de custo de obras na Praia do Futuro. No documento, o engenheiro Reinaldo Filho afirma que para o atendimento completo daquela região possa ser feito é necessária a construção de 5.260 metros de rede.

Ramos acrescentou que os frequentadores e empresários da Praia do Futuro tiveram sorte que não choveu durante as férias desse ano. "Com uma chuva, toda essa área teria se tornado um esgoto a céu aberto".

Obrigação

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-CE), Francisco Vieira Paiva, a Prefeitura é obrigada a criar as galerias de águas pluviais para que a água da chuva possa escoar para algum local. Dessa forma, se transbordar o esgoto e os dejetos se dirigirem para a galeria não será culpa da Prefeitura. "Além disso, existem muitas ligações clandestinas feitas através dessas galerias".

Ele acrescentou que esse é um problema que levará perigo aos banhistas que frequentam o local devido a essa ser uma água vinda do esgoto. "Precisa ser feita uma investigação", disse.

Entulho

A assessoria de comunicação da Cagece informou que o extravasamento de esgoto em alguns pontos da Avenida Zezé Diogo são ocasionados pela presença de entulho de construção oriundos do recapeamento do asfalto feito pela Prefeitura.

Dessa forma, equipes da Companhia estão realizando as desobstrução da tubulação, que tem diâmetro abaixo de 600 mm. As tubulações de esgoto de 600 a 800 mm, estas serão desobstruídas por meio de um aditivo de prazo e valor ao contrato com uma empresa.

Sobre as interligações das barracas da Praia do Futuro à rede de esgoto da Companhia, a Cagece declarou que acatou a determinação da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), de 2009, que proíbe a realização da interligação das mesmas à rede implantada, com a prerrogativa de que com essa ação estaria sendo legitimada a presença das barracas em terreno da União.

Público

30% de diminuição no público presente à Praia do Futuro foram constatados pela Associação dos Empresários da Praia do Futuro (AEPF) devido aos vazamentos

galerias de águas pluviais estão sendo construídas pela Prefeitura de Fortaleza através da realização do Projeto de Requalificação da Praia do Futuro

THIAGO ROCHA
REPÓRTER



Sewage can get overboard with works on the beach
31/01/2013

Businessmen fear the sea of ​​Praia do Futuro become unfit for swimming due to extravasation

Frequent leaks of sewage network in Avenida Diogo Zeze, at Praia do Futuro, have troubled tourists and fortalezenses that will enjoy on site, in addition to taking losses to businessmen in the area. Since the problem began, there was a 30% decrease in the presence of the public in relation to last year. Moreover, there is also the fear that the waste leaving the sewage from reaching the sea, through the storm sewer being built in the works of redevelopment of the waterfront, and leave the place unfit for bathing.

Construction of storm sewers on the edge of Praia do Futuro can seep into the sea sewage overflows at Avenida Diogo Zeze Photo: Waleska Santiago

"The numerous overflows are not due to obstructions complained of by the Water and Sewage Company of Ceará (Cagece) but by restricting their own sewage," complained the spokesman of the Association of Entrepreneurs of Praia do Futuro (AEPF) Milton Ramos.

He said he had never before been seen a number of complaints as great as those that have already been made this year. So much so that from adversity, people end up leaving to go to the beach. "When the customer comes to complain about the situation, we are taken by the spirit of shame.'ve Seen people who have not got out because I had no place to park that was clean," he said.

Ramos believes that the Water and Sewerage Company is not wasting time to make the necessary changes to stop the leakage of sewage at the same time that the City is doing the works of redevelopment of the waterfront.

Therefore, businessmen fear that when the building reaches the end and overflows occur new, all out of the sewers go toward the storm sewers and then directly into the sea. "With this, it left a legacy of pollution for the last beach clean of the Metropolitan Region of Fortaleza (RMF)," he said.

The spokesman AEPF introduced a bill of his own Cagece, made in 2001, to estimate cost of works at Praia do Futuro. In the document, the engineer Reinaldo Son says to the complete care of that area can be done is needed construction of 5,260 meters of net.

Ramos added that goers and businessmen from Praia do Futuro were lucky that it did not rain during the holidays this year. "With the rain, this whole area would become an open sewer."

Obligation

According to the president of the Brazilian Association of Sanitary and Environmental Engineering (ABES-EC), Francisco Vieira Paiva, the City is required to create the storm sewer so that rainwater can drain to somewhere. Thus, if the overflowing sewage and waste approaching to the gallery will not be the fault of City Hall. "Moreover, there are many illegal connections made through these galleries."

He added that this is a problem that will lead hazard to swimmers who frequent this site due to be a coming of sewage water. "It needs to be an investigation," he said.

Rubbish

A spokesperson for the Cagece informed that the sewer overflow in places Avenue Zeze Diogo are caused by the presence of construction debris from the asphalt resurfacing done by the Municipality.

Thus, the Company's teams are conducting clearing the pipe, which has a diameter below 600 mm. The sewer pipes 600-800 mm, they will be clear through an additive term and amount to contract with a company.

About the interconnections of tents Praia do Futuro to the sewage system of the Company, stated that Cagece accepted the order of the Secretary of Heritage Union (SPU), 2009, which prohibits the holding of the same interconnection network deployed with the prerogative that with this action was being legitimized the presence of the tents on the ground of the Union

Public

30% decrease in audience at Praia do Futuro were verified by the Association of Entrepreneurs of Praia do Futuro (AEPF) due to leaks

6 storm sewer being built by the city of Fortaleza by Project on Rehabilitation of Praia do Futuro

THIAGO ROCK
REPORTER


Moradores reclamam de atendimento em posto de saúde


“Normalmente, esta coluna tem tratado da história dos bairros de Fortaleza. Mas hoje peço licença para dar prioridade a uma coisa mais grave. O atendimento prestado pelo posto de saúde Jurandir Picanço aos moradores do bairro Granja Portugal.
A grande reclamação é voltada ao número limitado de vagas para atendimento. Para clínico-médico, por exemplo, são ofertadas apenas dez vagas por dia. “Desde 1 hora da madrugada que eu estava na fila do posto para conseguir uma consulta. Arriscando a vida. E não tem um tratamento bom... Se a gente vem atrás do médico é porque precisa”, reclama a aposentada Isabel Valentina da Silva, 66.

Dona Maria de Lourdes da Silva, 76, tenta marcar um simples exame de sangue desde outubro. Sem sucesso. “Eles dizem que o exame vai ser marcado no mês que vem, que depois é marcado para o outro mês... E não informam o dia que a gente tem que vir”, queixa-se. “O calcanhar de Aquiles do bairro é esse posto. É uma miséria humana. Só nos causa sofrimento e dor”, enfatiza o aposentado Milton Lima, 67.
Agentes de saúde também denunciam o baixo número de médicos no posto. São apenas quatro profissionais, sendo que só um deles é clínico-médico. Para piorar a situação, alguns desses médicos são cedidos a outros órgãos do Município (como o Hospital da Mulher), o que reduz a carga-horária de atendimento na unidade de saúde. Outro problema é em relação à reforma do posto, que ficou pela metade, e a recorrente falta de medicamentos na farmácia.

Cansados, os moradores decidiram arregaçar as mangas e deixaram de esperar só pelo poder público. Segundo a autônoma Antônia Mary da Silva, 41, desde o ano passado foi criado o Fórum de Saúde Comunitária da Granja Portugal, que debate os problemas de saúde e infraestrutura do bairro.
Questionada sobre os problemas do posto de saúde Jurandir Picanço, a Secretaria Executiva Regional (SER) V encaminhou um documento do Conselho Regional de Saúde, em que é diagnosticada a prioridade de concluir a reforma do CSF José Walter, pois o posto está sem atividades há dois anos. A Regional V informa que será feito um levantamento da situação dos demais postos de saúde, para que os problemas sejam mapeados e resolvidos.

Breve histórico
O dono de banca de jornal Antônio Nildes, 34, conta que os primeiros habitantes chegaram nas décadas de 40 e 50, vindos da zona rural. “A maioria da população é formada por diaristas, pedreiros, feirantes e artesãos”, acrescenta o agente de saúde José Martins.

Segundo Antônio Nildes, lá pela década de 70, chegou um português ao bairro, que instalou uma granja no local. Daí teria vindo o nome Granja Portugal. Dona Isabel Valentina chegou antes disso, em 1968. “O bairro aqui não tinha casa, estrada, luz, água. Nós ia (sic) buscar um baldinho d’água na cabeça para beber lá onde é o trilho da Jurema”. lembra. Para ir pegar ônibus na avenida Osório de Paiva, era preciso atravessar o rio Maranguapinho por cima de duas carnaúbas

Homicídios de Fortaleza ultrapassam os de São Paulo


Notaram como o noticiário nacional expõe em cores vivas e com a indignação de um terrível escândalo a violência homicida na capital paulista? Pois é. Sentem-se para não cair: em Fortaleza, proporcionalmente, mata-se cinco vezes mais que em São Paulo.
Em 2012, Fortaleza vivenciou o absurdo de 1.628 assassinatos. Enquanto isso, São Paulo (Capital) contabilizou 1.497 homicídios. Portanto, senhoras e senhores, são 131 mortos a mais em uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes contra os 10,8 milhões da maior metrópole brasileira.

São Paulo alcança uma média de 13 homicídios por 100 mil habitantes. O índice de Fortaleza supera a casa dos 60 homicídios por cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a violência “epidêmica” quando é superada a taxa de 10 homicídios dolosos por cada 100 mil habitantes.
Portanto, se considerarmos esse padrão internacional, São Paulo está sim vivendo uma epidemia de homicídios. Então, como classificar o que ocorre em Fortaleza? Uma guerra civil não declarada entre as populações mais pobres?

Segundo o Mapa da Violência, em 2007, início do Governo de Cid Gomes, foram assassinadas 991 pessoas em Fortaleza. Os homicídios já alcançavam a absurda taxa de 40,3.
No final daquele ano, deu-se a implantação do Ronda do Quarteirão, o mais ambicioso programa de segurança já implantado no Ceará. De cara, um resultado positivo e alentador: em 2008, foram 888 homicídios (103 a menos) e a taxa caiu para 36,6.

Em pouco tempo, o Ronda ficou banal, virou paisagem urbana e os índices montaram um galopante cavalo. Em 2010, foram 1.125 assassinatos para uma escandalosa e triste taxa de 45,9 mortos por 100 mil habitantes.
De lá para cá, os números explodiram até chegar aos 1.628 assassinatos de 2012. Atentem: é quase o dobro de 2008. Significa que, em apenas quatro anos, deu-se um crescimento de aproximadamente 100% na quantidade e na taxa de homicídios.

Considerando seus objetivos, o Ronda está se revelando um monumental e caríssimo fracasso. Lamentavelmente. O que era para ser uma polícia cidadã, renovada nos costumes e integrada à comunidade, está no ar-condicionado dos carrões com tração que nunca precisam ser usadas.
Sabe-se do imenso esforço do governador em dotar o Ceará de uma política de segurança com respostas eficazes. Nunca nenhum outro Governo, em qualquer época, havia investido tanto em segurança pública. Mas, hoje, podemos perguntar: o investimento foi correto? Os índices respondem por si.

Vamos novamente ao caso de São Paulo. Segundo o Mapa da Violência, 6.764 pessoas foram assassinadas em 2000 com taxa de 64,8. Em 2010, o número caiu para 1.460, com taxa de 13,0 mortos por cem mil habitantes (notem a taxa é  mesma de 2012). Uma evolução muito positiva.
Sentem-se para não cair: em Fortaleza, proporcionalmente, mata-se cinco vezes mais que em São Paulo
Em Fortaleza, deu-se o inverso. Tínhamos uma taxa de 28,2 (604 homicídios) em 2000 e chegamos a 45,9 (com 1.125 assassinatos) em 2010. Em 2012, a taxa será muito parecida com a que São Paulo tinha há 12 anos (superior a 60,0).
O que houve por lá de diferente daqui? O problema do crack é inerente às duas cidades. Portanto, não serve de explicação. São Paulo parece ter feito o óbvio: prendeu os homicidas, fez inquéritos bem feitos e a Justiça os colocou na cadeia.

A propósito: o Governo de SP acaba de adquirir 2.751 novas viaturas para a sua PM, entre carros e motos. Um investimento de R$ 91,5 milhões. O primeiro lote já foi entregue: 1.680 novos carros Fiat Pálio Weekend e 1.071 motocicletas Yamaha XTZ 250 Lander.
They noted how the national news exposes in vivid color and with the indignation of a terrible scandal homicidal violence in the state capital? Yeah. They feel not to fall: in Fortaleza, proportionally, kills five times more than in São Paulo.

Homicide Fortaleza de São Paulo exceed
In 2012, Fortaleza experienced the absurdity of 1,628 murders. Meanwhile, Sydney (Capital) 1497 homicides recorded. So, ladies and gentlemen, there are 131 more dead in a population of approximately 2.5 million against the 10.8 million the largest Brazilian metropolis.
Sao Paulo reaches an average of 13 homicides per 100 thousand inhabitants. The Fortaleza index outperforms the house of the 60 homicides per 100 thousand inhabitants. The World Health Organization (WHO) considers violence "epidemic" is overcome when the rate of 10 homicides per 100 thousand inhabitants.
Therefore, considering this international standard, but Sao Paulo is living an epidemic of homicides. So, how to classify what happens in Fortaleza? An undeclared civil war between the poor?
According to the Violence Map, in 2007, the beginning of the Government of Cid Gomes, 991 people were killed in Fortaleza. Homicides have reached the absurd rate of 40.3.
Later that year, he gave up the implementation of Round Quarter, the most ambitious security program already deployed in Ceará. On its face, a positive and encouraging: in 2008, 888 were homicides (103 less) and the rate dropped to 36.6.
Soon, the Ronda became commonplace, turned urban landscape and indexes mounted a galloping horse. In 2010, 1,125 murders were shocking and sad for a rate of 45.9 deaths per 100 000 inhabitants.
Since then, the numbers have exploded to reach the 1628 murders of 2012. Listen: it is almost double in 2008. It means that in just four years, there has been an increase of approximately 100% in the amount and rate of homicides.
Considering your goals, Ronda is proving a monumental and expensive failure. Sadly. What was to be a citizen police, customs and integrated renewed in the community, is in the air conditioning of large cars with traction than ever need to be used.
It is known the immense effort of the governor of Ceará was to give a security policy with effective responses. Never any other Government, at any time, had invested so much in public safety. But today, we ask the investment was correct? The indexes account for themselves.
Come back to the case of Sao Paulo. According to the Violence Map, 6764 people were killed in 2000 with a rate of 64.8. In 2010, the number dropped to 1,460, with a rate of 13.0 deaths per hundred thousand inhabitants (note the rate is same as 2012). A very positive development.
They feel not to fall: in Fortaleza, proportionally, kills five times more than in Sao Paulo
In Fortaleza, the reverse occurred. We had a rate of 28.2 (604 murders) in 2000 and reached 45.9 (with 1125 murders) in 2010. In 2012, the rate will be very similar to what St. Paul had 12 years ago (more than 60.0).
What was different here from there? The crack problem is inherent to the two cities. Therefore, no good explanation. St. Paul seems to have done the obvious: the murderers arrested, well made and made inquiries Justice put them in jail.
Incidentally, the Government of SP just purchased 2751 new cars for your PM, between cars and bikes. An investment of $ 91.5 million. The first batch has already been delivered: 1680 Fiat Palio Weekend new cars and 1,071 motorcycles Yamaha XTZ 250 Lander.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Praças abandonadas servem de ponto de apoio para bandidos


http://www.jangadeiroonline.com.br/videos/jornal-jangadeiro-1o-edicao/pracas-abandonadas-servem-de-ponto-de-apoio-para-bandidos/
Em Fortaleza, dezenas de espaços públicos que poderiam ser utilizados para o lazer e para o esporte estão cada vez mais abandonados. A população denuncia que várias praças da capital servem de ponto de apoio para bandidos. Na Parangaba a praça da igreja matriz tem bancos e pisos destruídos, espaços para o esporte estão abandonados, até o lixo se acumula no espaço, um cenário diferente do que os moradores mais antigos lembram.
No Bairro de Fátima, o Parque Parreão também sofre com o abandono, não existe mais ponte ligando os dois lados do parque, calçadas e bancos estão quebrados. As pessoas evitam andar pelo lugar, com medo de assaltos. Na praça da Bandeira, no Centro da cidade, o drama se repete, o abandono fica aparente nos pisos, bancos e na área esportiva do local.

Sintro fecha terminal do Siqueira em protesto a insegurança nos ônibus


Segundo o presidente do Sintro, Domingos Neto, vários motoristas sofreram assaltos e violência nos últimos meses

O Terminal do Siqueira foi fechado no final da tarde desta quarta-feira (30). A paralisação faz parte da manifestação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) por mais segurança.
Segundo o presidente do Sintro, Domingos Neto, “vários motoristas sofreram assaltos e violência nos últimos meses, mas os órgãos competentes ainda não deram nenhuma solução para o caso. Se o caso da segurança pública não for resolvido, vai chegar uma hora que não terá nenhum ônibus circulando por falta de trabalhadores, que estão se sentindo inseguros”, disse.
Sem hora para acabar
Domingos Neto informou que os motoristas estão aderindo ao protesto e que a paralisação não tem hora para terminar. Para os próximos dias ele informou que não tem nada programado. “Se nada for feito para garantir a tranquilidade no trabalho dos funcionários iremos fazer outras manifestações”, contou.
Passageira teve que pagar outra passagem
Renata Oliveira, 26 anos, estava voltando para casa no ônibus Siqueira/ Messejana quando o veículo foi impedido de entrar no terminal. “Quando o ônibus já ia entrar uma fiscal da Etufor mandou todo mundo descer porque o terminal estava fechado. O terminal está uma confusão, para ir para casa tive que pegar outro ônibus do lado de fora e pagar outra passagem”.
Mais informações em instantes

Prevenção a incêndios em Fortaleza é falha


FOTO: NAYANA MELLO / O ESTADO

SARA OLIVEIRA
saraoliveira@oestadoce.com.br

Em 20 dias, a operação “Fortaleza: ambiente seguro, diversão garantida” deverá quantificar os estabelecimentos de entretenimento na Capital, verificando se possuem alvará de funcionamento e planos de prevenção a incêndios. A ação, desencadeada após tragédia em uma boate no Rio Grande do Sul, enfrentará a falta de informações dentro dos órgãos municipais, contingente insuficiente de fiscais (500 para toda a Cidade) e do Corpo de Bombeiros, que possui apenas três equipes de fiscalização.
Um cronograma foi estabelecido pela Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), envolvendo as sete Secretarias Executivas Regionais (SERs), a recém-instalada Secretaria de Segurança Cidadã e o Corpo de Bombeiros. Hoje e amanhã deverá ser definido o número de boates, restaurantes, bares, casas de show e cinemas com alvarás de funcionamento concedidos pelas SERs. A fiscalização tem início ainda nesta sexta-feira (1º de fevereiro) e já na segunda-feira (4), a Seuma promete apresentar balanço parcial da operação.
O esforço emergencial para prevenir acidentes começará do zero. Representantes dos órgãos da Prefeitura destacam a falta de informações e reconhecem o número insuficiente de fiscais. “Fortaleza, hoje, conta com quase 500 fiscais. Não é suficiente, mas nós pedimos a colaboração da população, que deve denunciar qualquer irregularidade”, afirmou a titular da Seuma, Águeda Muniz, ressaltando que, por tratar-se de uma nova gestão, ainda não há levantamento sobre quantidade de locais.
SEM INFORMAÇÃO E FISCAIS
No Centro, onde foram registrados cerca de 16 incêndios em 2012, apenas 10% dos estabelecimentos são regulares. A informação é do titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), Régis Dias, que também expôs a inexistência de estatísticas que tratem da realidade dos comércios que funcionam no local. “Para mudar isso, será necessária uma mega- -tarefa, com atuação de equipes técnicas e diálogo [junto aos comerciantes]. Mas sabemos que não temos equipes suficientes”, avaliou.
A dificuldade sobre a disponibilidade de dados e o pequeno contingente fiscalizador existe, também, na SER II, que possui dezenas de equipamentos voltados ao entretenimento. De acordo com o secretário executivo, Francisco Barroso, existem somente 50 fiscais para atuação em 19 bairros. Na tentativa de agilizar os levantamentos, a Seuma cederá um fiscal do órgão para cada SER e encaminhará 10 destes profissionais para a Sercefor, por entender ser a área de maior complexidade, devido a vários bares e boates que funcionam em prédios antigos. O Corpo de Bombeiros adicionará mais três equipes de fiscalização e enviará um bombeiro para cada uma das sete SERs.
“FISCALIZAÇÃO DEVIA SER PERIÓDICA”
Antes de obter qualquer documentação proveniente da Prefeitura, o proprietário da casa Music Box Club, Eurico Moreno, precisou apresentar um projeto de segurança ao Corpo de Bombeiros do Ceará. As exigências foram: existência de portas de emergência com largura específica, extintores localizados e em quantidade exigidos, indicadores e iluminação que orientem em casos de emergência. Apesar da renovação anual do documento expedido pela corporação, Eurico afirmou que, há sete anos, nenhuma visita foi feita em seu estabelecimento.
“Deveria ser periódico e não só quando algo acontece. Existem muitas casas que têm a mesma porta de entrada e saída e, mesmo assim, funcionam normalmente. Além da ação de fiscalização, as pessoas precisam se conscientizar também, conservando os artigos de proteção dos locais e verificando a regularidade da casa”, afirmou Eurico.
BOMBEIROS INICIAM AÇÕES
“Se tivéssemos condições de colocar 10, 20 ou 30 equipes em campo seria melhor”, contabilizou o tenente-coronel Leandro Nogueira. Até ontem, existiam apenas três equipes com dois profissionais para executarem as fiscalizações. Apesar da deficiência, a corporação já iniciou, ontem, vistorias em sete casas de show na Praia de Iracema, Avenida Beira Mar e no bairro Edson Queiroz.
O major Ivan Girão detalhou que, dependendo do tamanho do estabelecimento, são verificadas as saídas de emergência, extintores de incêndio, iluminação de emergência e sistema de hidrantes. Quando algo irregular é identificado, o local é notificado e recebe um prazo para corrigir os erros; quando isto não acontece, o caso é encaminhado ao Ministério Público ou, em situações mais graves, o local é interditado. “Quando entrar nestes estabelecimentos, a população deve verificar logo a existência de extintores e de saída de emergência”, alertou.
Durante as vistorias realizadas na operação, serão observados a existência de alvará de funcionamento, licença ambiental, registro sanitário e autorização para uso de equipamento sonoro. Estes documentos são expedidos por órgãos da Prefeitura, entretanto, somente após concessão do certificado de conformidade repassado pelo Corpo de Bombeiros, que possui prazo de validade de um ano.